Comportamento

Querida Sherahzedo,

Olha isso que aconteceu hoje no restaurante onde eu almoçava com amigas nos Jardins. A gente chegou, como faz toda sexta-feira, e nossa mesa estava reservada. A gente gosta muito de ir lá, o lugar é ótimo, tem estrela no Michelin, serve uma salada de vieiras deliciosa e por isso a gente não muda de lugar. Bom, nossa mesa era na calçada porque a gente não gosta muito do ar-condicionado lá de dentro que é forte demais. Sentamos, colocamos nossas bolsas na cadeira e pedimos um prosseco para a mesa.

Não passou dez minutos e a Pri foi procurar os óculos Cavalli na bolsa porque o sol estava castigando, sabe? Bom, mas aí ela notou que os óculos não estavam na bolsa. Imagina, né? Nossa, ela ficou desnorteada. Sabe quanto custa um óculos desse? Então.

E eu, que fico sempre meio com medo de colocar a bolsa na cadeira quando a gente senta na mesa da rua, comecei a olhar para os lados para ver se achava algum marginalzinho por ali. Nisso, a Pri ficou histérica e começou a chorar. Meu Cavalli, meu Cavalli, roubaram meu Cavalli, ela gritava.

Agora estava todo mundo em volta olhando. Foi quando eu vi que na mesa do nosso lado tinha um pai, uma mãe e o filho de uns nove anos. Eles já estavam na sobremesa mas eu lembrei que o menino, meio inquieto demais, ficava levantando e correndo entra as mesas quando a gente chegou. Você acredita que eu vi o Cavalli no colo dele? Aí não me agüentei.

Eu não vejo o jornal do SBT, mas uma amiga me mandou o vídeo do seu comentário e eu super concordo. Marginalzinho tem que pagar pelo que faz, e se nossa justiça é lenta, a gente tem que se defender. Então eu levantei, apontei para o menino e gritei: Tá ali o ladrão. Pega! Foi um corre pra cá e corre pra lá. O menino tentou fugir, mas um fortão que estava passando pela rua deu uma gravata nele e jogou o pirralho no chão.

A Pri saiu correndo e recuperou o Cavali, que tinha caído na rua, mas não sem antes passar pelo menino e dar um bom chute na cara dele. A mãe do moleque começou a gritar Para! Para! É meu filho, e a gente achou melhor tirar ela de perto porque a confusão já estava muito grande.

Uma mulher veio lá de dentro do restaurante com uma corda, sei lá onde ela arrumou uma corda, e nessa hora alguém tirou o casaquinho Abercrombie que o pirralho usava, tiraram também o sapatinho Camper dele, e sentaram a mão. Aí, enquanto amarravam o pentelho ao pé da mesa, me bateu uma dúvida, e até por isso te escrevo. É pra gente fazer justiça com as próprias mãos com filho de rico também ou só com gente pobre?

Fiquei pensando nisso enquanto via darem uma sova naquele moleque (eu também bati um pouquinho, kkkk), mas acho que cheguei à conclusão que você estava falando da criminalidade em geral, né? Tipo: todos os ladrões mesmo.

Bom, depois disso ninguém mais conseguiu comer de tanto nervoso. Eu fiquei uma pilha. Mas aí cheguei em casa e continuei a pensar em tudo o que você disse. O Brasil tá mesmo muito ruim. Essa roubalheira sem fim, e a gente nem pode almoçar em paz, sai na rua e não sabe se volta. Me deu muita raiva, sabe? E no fundo eu gostei de fazer justiça com minhas mãos. Aí tive uma ideia.

Olha só, vê o que você acha. A criminalidade tá essa coisa de doido. Mas o que é pior do que roubar a carteira ou a bicicleta de uma pessoa? Roubar o dinheiro de muitas, né? Tipo: o cara que ao mesmo tempo rouba milhares de pessoas, sabe? Foi nessa hora que lembrei do Maluf.

Pô, há tantos anos ele é acusado de roubar e a justiça não faz nada, né? E eu sei onde ele mora. Todo mundo sabe, menos a Interpol. Então eu queria te convidar para ir até lá comigo. Vamos dar uma lição nele? Chama umas amigas e vamos pra cima? O cara tá um velho caquético, nem vai conseguir reagir.

Depois que a gente fizer isso, você quer ir comigo dar uma sova nos caras que há décadas estão desviando dinheiro da construção do metrô de São Paulo? Fui ler um pouco sobre isso e descobri que tanto o metrô de São Paulo quanto o da Cidade de México começaram a ser construídos nos anos 70. Sabe quantos quilômetros eles construíram na Cidade do México? Duzentos! Sabe a gente em São Paulo? Setenta. Setenta!

Ah, não, né? Muita cara-de-pau desses ladrões. E não é só que eles roubaram nosso dinheiro. Sabe esse trânsito que a gente pega todos os dias e acaba culpando a faixa exclusiva de ônibus? Culpa desses caras que pegaram a grana e não construíram metrô nenhum! Pensa bem.

E é super fácil saber quem são, os nomes deles estão nos jornais. E todos moram aqui nos jardins perto da minha casa. Vamos? A gente tem que mostrar para esse país que se a justiça falha, a gente entra em ação.

Acho que era disso que você estava falando naquele seu comentário, né?

Ou será que você se referia apenas a fazer justiça pra cima de bandidos pobres e negros e não dos brancos e ricos? Ai, meu Deus, bateu outra vez a dúvida. Melhor esperar sua resposta antes de tomar qualquer atitude.

Beijo, amiga.

77 pensamentos sobre “Querida Sherahzedo,

  1. mais um grande texto seu, Milly. só faltou citar os empresários do bem, tipo a turma do impostômetro. como diz um amigo que trabalha em auditoria “quanto maior a empresa maior é a sonegação”.

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  2. Acredito que a referida jornalista tenha exagerado nos comentários. Mas penso que o que ela queria realmente dizer, é que a população está cansada de tanta barbárie e nenhuma atitude por parte dos governantes, da segurança pública e da justiça. Violência contra violência não é o caminho, mas o descalabro atual precisa de um basta! Repito, não podemos deixar o país virar “o velho oeste”, não podemos oficializar a “terra sem lei” que isso aqui está virando, mas seja o que for, jamais poderá se justificar com novos atos de violência. Ou seja, justiça com as próprias mãos não! Mas que é preciso dar um basta! Isso precisa.

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  3. Entendi. A jornalista emitiu uma opinião pessoal, com a qual você não concorda, e, para “argumentar”, você faz um trocadilho ofensivo com o nome dela, e escreve um texto se fazendo de débil mental, como se não tivesse compreendido o que ela falou.
    Certamente se você for assaltada na rua, com sua família, por um pivete com um caco de vidro na sua garganta, você vai entender as coisas com mais clareza.

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    • Marco, eu vi a minha esposa ser assaltada por um cara no meio do aterro do Flamengo, às 15:30 h, com um caco de vidro na garganta dela, mas nem por isso nós viramos vândalas, criminosas, foras-da-lei, assumindo uma função que não é nossa. Não, não é nada agradável sofrer violências, e ver o que compramos com sacrifício ser roubado pelos outros, depois de um p* susto e do risco que se correu, mas se as vítimas começarem a responder à altura dos criminosos, todos serão criminosos, e voltamos à idade da pedra, onde todos faziam o que queriam. Hoje, o julgamento do “justiceiro” é sobre o pivete. Amanhã será sobre o homossexual, depois será com o evangélico, com o ateu, ou quem sabe com a pessoa afiliada ao partido X. Quem faz justiça com as próprias mãos é tão criminoso quanto o criminoso que lhe afligiu.

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    • É isso, Marco… Você utiliza uma questão estritamente pessoal (com cunho afetivo) para justificar o injustificável. Prá você, “olho por olho, dente por dente”. Principalmente se o olho, ou o dente, for de um parente meu.
      Desculpa… Isso realmente não está certo. Se o cara, cujo dente for do irmão, perder as estribeiras e sair de si, eu até vou entender (entender, mas nunca concordar)… Mas uma jornalista, em rede nacional, dizendo: “cada um por si”, isso é o fim dos tempos!!!
      Justificar o injustificável…

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    • com certeza a autora do texto nunca teve uma arma apontada a sua cabeça.
      só não lhe desejo isso porque sei o como é ruim…
      .
      fica caladinha aí e deixa o pessoal que vive o assunto conversar, mulher.

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      • Sr. Rômulo Coutinho, porque você manda calar quem discorda de você? A incapacidade de discutir abertamente assuntos (principalmente os polêmicos) só empobrece as conversas e polariza/segmenta ainda mais a nossa (já tão judiada e descrente) sociedade. Como o Sr. “não deseja”(…) “uma arma apontada a cabeça” de ninguém, por quê manda calar o assunto? Porque o Sr. também não manda prender o assunto com um cadeado no poste de uma vez? Tenho certeza que o assunto se cala. Pro seu bem. E pro de mais ninguém.

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  4. Concordo inteiramente com o Edgar, as pessoas estão cansadas (com razão) da situação. Um basta é necessário mas não dessa forma. Sem ‘hippismo’ algum, violência só gera violência.

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  5. Nos tempos da Rota, os bandidos tinham medo da Polícia. Morriam alguns inocentes, é verdade. Mas hoje, só os inocentes morrem, os bandidos elegem deputados, senadores, comandam o crime da cadeia, os governantes são frouxos, e a midiazinha vem fazer média com bandido? Gostaria de saber o que você faria se enfiassem um caco de vidro no seu pescoço em um assalto, com a sua mãe, seu filho, ou alguém de seu apreço, se vc estaria posando de políticamente correta. O Brasil hj está uma bagunça pq todo mundo quer aparecer para defender um coitadinho.

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    • “Morriam alguns inocentes, isso é verdade”. Eu é que pergunto: e se o inocente em questão fosse um parente seu? Cara, deixa de ser hipócrita! Esse seu argumento é muito, muito tosco!

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    • “Morriam alguns inocentes, é verdade.” Pena que não morreram você e toda sua família, Marco. Seriam “alguns inocentes, é verdade” – mas gente dispensável, ordinária, que não me faria nenhuma falta.

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      • Ô seus idiotas, o que eu quis dizer é que hoje só morrem os inocentes, os bandidos quando são pegos, tem sempre uns xaropes como vcs para se condoerem. Os inocentes q porventura foram mortos pela Rota, foram em muito menor número q hj estão matando gente de bem.É como a Aids, não tenho medo, pq nem eu nem minha família estaria no grupo de risco da Rota. O q eu quis dizer, é q estamos á mercê dos bandidos, e ninguém faz Porra nenhuma.!!!Mataram um turista canadense na via Anchieta,q foi conhecer Santos. Fecharam o carro dele, ele entregou tudo, e o pivete, por seu bel prazer, matou o coitado.
        No km 12 da Fernão Dias, todo dia morre alguém, vítima de assalto, modalidade pedra jogada da Passarela. Outro dia um infeliz foi assaltado, tentou fugir com o carro, foi baleado e bateu em outro carro e matou mais não sei quantos.
        Isto acontece todo dia e ninguém faz nada. Qdo falo q só os inocentes estão morrendo é por absoluta falta de atitude da sociedade, q se conforma com o estado de coisas. Eu não tenho mais segurança para seguir viagem na Via Anchieta, e vocês ??? Tá faltando autoridade!!!!
        Outra coisa, Elesbão, eu não sou azelitedestepaís, como seu guru gosta de fazer lavagem cerebral, mas pagos meus impostos e gostaria que meus filhos e netos vivessem em um país menos hipócrita.

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    • Que tipo de verme escreve uma frase como esta sem sequer conhecer a vítima da sua sanha assassina? Você resume bem toda a podridão moral da elite brasileira, Marco Mello.

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  6. Porque ao invés de bater no menino e incentivar de forma burra a violência, voce não monta uma ONG para educar algumas crianças e vê o quanto é difícil essa tarefa? Não precisa de muito dinheiro não, basta um pouco. Use as oportunidades e a sua inteligência para o bem. Abraço.

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    • Luciano, meu querido… Colocar a mão na massa não significa apenas trabalhar em ONGs! Influenciar pessoas babacas como você já é uma grande tentativa (embora eu acredite que pessoas como vc já não tenham salvação…).

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  7. Mais uma que não entendeu o texto da diva Rachel SHEHERAZADE .
    Seu texto foi Hipócrita,Isso sim.
    Lelê,continue a comentar bbb,pois você só sabe defender esses tipinhos.
    Como é que Ela indica um texto tão chulo como esse?
    Queria da millyante!!!!!!
    Que tal você adorar um bandido?faça esse favor a população.

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  8. Aí esse papinho clichê e hipócrita do politicamente correto já cansou e muito! E outra coisa, tem muita gente precisando urgente revisar conceitos básicos de interpretação de texto, porque em nenhum momento a jornalista foi a favor da violência em si, apenas disse que foi um ato compreensível ( isto é, não é sinônimo de certo, válido ou justificável) devido ao Estado não cumprir seu papel em prestar segurança pública e uma justiça falha que incentiva a impunidade! Ridículo distorcer o que ela disse, e encaixar num discurso clichê de politicamente correto pra ficar bem na fita! Tenho Dito!

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  9. Se o pobre faz coisa errada: PORRADA NO MARGINALZINHO SAFADO!!!
    Se o Justin Bieber faz coisa errada: PEGUEM LEVE COM O JUSTIN, ELE ESTÁ SÓ CRESCENDO.
    Tsc tsc.
    É só uma questão de tempo pra essa muié se enforcar com a própria tripa.
    Tenho pena das pessoas que concordam com ela e com a idéia de justiça com as próprias dos “pitboys” de academia.

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  10. Óculos Cavalli? Familias estão sendo ceifadas pela criminalidade, matam seus filhos e pais e você vem com essa infâmia! Você não tem a importância que pensa ter. Ainda bem.

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  11. Texto fantástico! Melhor ainda quando percebo que alguns potenciais justiceiros não entenderam a ironia… Não pare, por favor!

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  12. Alessandro vc é outra vítima desse clichê e pior já sai julgando sem nem conhecer. Eu acho que deve pegar pesado com bandido, seja ele pobre ou seja ele um famoso da vida. Por exemplo meteram o pau na polícia pq prendeu o cantor Leonardo, sendo que tinha que prender mesmo pq ele tava carregando munição ilegal! E dizem que não entenderam a ironia no texto da autora do blog? Talvez, do mesmo modo que não entenderam a crítica da jornalista!

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  13. quero q tds as pessoas q se um dia forem assaltadas, vem a publico e aplaudem o bandido. Pois, quem está atacando a Rachel é um bando de acefalos e idiotas q protegem bandidos….enquanto isso n ocorre dentro de casa, td mundo aplaude a atitude de bandido, mas qndo acontece dentro de casa, as pessoas mudam de opiniao…brasileiro é um povo atrasado e burro…por isso, é um povo manipulado…

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    • Parece que de ser manipulado você entende bem… Porque aqui ninguém está defendendo bandidos e criminosos, e sim a atitude completamente anti-ética de uma pseudo-jornalista, e o que é pior, âncora num jornal de uma das maiores emissoras desse país. Se você prefere ofender outros que não fazem apologia a justiça pelas próprias mãos, cidadãos que respeitam as leis do país a não compreender algo tão simples, a escolha é sua, só não chame manipulados os outros quando você está completamente cega.

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  14. Não concordo com essa argumentação. Respeito o seu direito, mas não concordo. E, também, não concordo com tudo o que a Sherahzade opina, mas no texto em questão, não vejo a tal apologia à justiça com as próprias mãos. O que ela disse foi outra coisa, mas muitos querem entender de outra forma. E por fim, não gostei nadica de nada dessa sua histórinha. É de uma soberba sem tamanho. Mas, como disse, respeito o seu direito de expressar a sua opinião. Viva a democracia.

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  15. Perdi uns minutos lendo essa bobagem! TEM QUE PEGAR PESADO COM BANDIDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tem que amarrar ladrão branco , preto, amarelo, azul, cinza ….

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  16. Gostaria que a autora do blog me esclarecesse algumas dúvidas, levantadas por outro colunista, que tbm não pude responder: “Qual é o limite da renda mensal que moralmente autoriza alguém a cometer crimes? Há quanto tempo é preciso estar nessa faixa? Só ela basta para tanto? Ou é preciso combiná-la com humilhações sofridas pelo Estado, pela polícia, pela extrema direita fascista e pela classe média que a Marilena Chaui odeia? Como se pontuam essas coisas? Quem as verifica? As violências sofridas nas mãos dos demais criminosos supostamente pobres contam ou não contam pontos? Dizer-se vítima de preconceito é o suficiente, ou é preciso comprovar as perdas e danos? Os negros e gays têm mais direitos ao vale-crime do que os brancos? Diga-me: um adolescente rico que tenha sofrido estupros do pai ou do padrasto ou de quem quer que seja também está moralmente autorizado a cometer crimes, ou a riqueza o desqualifica? Quem está mais autorizado: o riquinho estuprado, que, sei lá, ainda perdeu a mãe, assassinada por um traficante em um legítimo ato de crueldade, ou um pobre que nunca sofreu abusos sexuais e cujos pais vão muito bem, obrigado?”

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    • Aliás, é incrível como alguns esquerdistas tem como hábito fomentar discursos racialistas e de classes odiosos. Vejam o caso dos “rolezinhos”. E aí vem o Datafolha e aponta que os mais pobres, negros e pardos, são majoritariamente CONTRA os tais “rolezinhos”.

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    • Tenho pena desses pseudo-intelectuais que não compreendem o mais lógico: que justiça pelas próprias mãos, seja cometida por quem for, é crime da mesma forma que os crimes sofridos por ela, deixou de apenas ser vítima para tornar-se igualmente em criminosa. Quem não se esforça minimamente para compreender, por mais que saiba que está diante de uma pedra, dirá estar diante do oceano. Dá pena dessa gente que se acha tão, mas tão intelectualmente superior que não consegue captar as coisas mais básicas e elementares.

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      • Me responda as perguntas então vc real-intelectual que consegue captar as coisas mais básicas e elementares… Se é tudo tão simples e elementar apenas responda os questionamentos. Estou aguardando…

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      • Silvia, eu jamais me coloquei na situação de intelectual, nem tampouco fiz qualquer esforço por parecer, fazendo uma pilha de perguntas cuja resposta eu dei em poucas palavras (mais uma vez, o simples e o elementar que pareces incapaz de captar…). Se não conseguiste compreender, nada mais posso dizer a não ser: torne a ler quantas vezes necessárias forem, pois em algum momento o conseguirás. Força! 😉

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      • Não, querida Lyndy Louca, vc não respondeu… E ninguém consegue abstrair respostas de seu discurso, que inclusive não versa sobre o assunto que eu tento abordar: a busca incessante de oportunidades para transformar qualquer situação adversa em pauta para essa conversa manjada de “luta de classes”… Tudo que vc faz e repetir clichês do seu repertório pronto e limitado. Mas concordo com vc em uma coisa: não é intelectual nem de longe, ainda que se esforçasse para parecer…

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      • Ah, cara Silvia, desse tipo de intelectualidade eu quero mesmo é distância… Prefiro a simplicidade de SER humana, vivendo-a e sentindo-a. Eu apenas questiono os por quês de geralmente, numa grande maioria das vezes, aliás, massiva mesmo, serem pessoas que pouco ou mesmo não sofrem preconceitos ou discriminações no seu dia-a-dia, os que tem os discursos mais críticos e até mesmo ferozes acerca desse tema: “luta de classes”… Porque somente quem nunca viveu situações de ser olhado torto por conta de cor, de “classe social” rotuladas de “c” para baixo, e tudo o mais que saia dos hipócritas e cruéis “padrões” do “homem-branco-heterossexual-cristão (no caso de países com maioria cristã) -“classe social de “b” para cima-grande consumista desse sistema capitalista, etc, etc, etc…”, vai repetir tamanha asneira. Sabe por que? Agora peço perdão por ferir o seu lirismo: porque pimenta no rabo dos outros é refresco puro, só no nosso é que arde. Em nada me surpreenderia saber que, para além desse discursinho de estar “farta de ouvir as pessoas colocando a “luta de classes” em quaisquer assuntos”, de que você acha ridículo o sistema de cotas, que contemplam algumas vantagens a mais para, além das pessoas de “classe social” inferior, deficientes físicos, e também descendentes de negros e indígenas, aos pacotes sociais que iniciaram no governo tucano e ganhara mais força no governo do pt, e que foi responsável por melhorar a vida de muita gente sim, da mesma forma como foi utilizado para se desviar dinheiro público e outras mazelas. Afinal, a socialite que disse considerar um horror que o porteiro posa viajar para Miami, e que os tempos áureos em que somente uma parcela pequena da sociedade podia dar-se a esse prazer, ela também deve achar um absurdo que metam sempre essa “luta de classes” nos assuntos… Enfim, cada um é que sente a dor e a delícia de ser o que é. Quando há parcialidade na forma como as pessoas julgam situações e pessoas, como no referido caso desta pseudo-jornalista (repare que foi ela quem instigou as pessoas a constatar essa verdade), em que para o adolescente branco, loiro, famoso, rico (e até mais velho que o outro, portanto, com a obrigação, ao menos na teoria, em ser mais responsável que o mesmo) é apenas um rapaz que está crescendo, “deixem-no em paz!”, mas o outro, mais jovem, negro, pobre, que vem de uma família completamente desestruturada, que já alimenta vícios, assim como o outro, e que também cometeu delitos (que são diferentes, em alguns casos, pela realidade absolutamente distinta de ambos, afinal Bieber não precisa roubar, não é mesmo? mas o vício de drogas, ambos possuem, igualmente), esse é o “marginalzinho” e que o que foi feito com ele, é compreensível. E se para você minhas palavras não passam de clichês, ora, é seu direito pensar nisso e acreditar veementemente que a manipulada e iludida sou eu, que penso, em minha humilde opinião, que a recíproca seja, em absoluto, verdadeira. E para finalizar, deixo aqui um link de um vídeo excelente, onde provavelmente te identificará: http://www.youtube.com/watch?v=NndubiXLoaU&feature=player_detailpage

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      • É de dar pena ver alguém se esforçando tanto para tentar omitir sua fraqueza intelectual e seus “pré-conceitos” latentes. Clichês repetitivos, sim… É tudo que vemos vc fazer nessas tão extensas linhas… O que vc sabe sobre o que eu ou cada um aqui desta timeline já viveu? Vc sabe qual é a minha cor, querida Lyndy, vc sabe de onde eu vim? Como pode fazer tantos pré julgamentos a partir do meu discurso, hein?! Pq a minha opinião define tão facilmente pra vc o tipo de pessoa que eu sou? Agora releia seu texto (sei que dá trabalho pq além de extenso é mal redigido, mas faça e esse esforço) e depois diga quantas afirmações vc se propôs a fazer baseada no que vc pensa que sabe sobre mim e depois defina: O que é preconceito pra vc?

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      • Cara Silvia, continue esforçando-se veementemente no superficial, pois se é o que lhe satisfaz, então, força! Como já disse, não sou nenhuma intelectual, nem tampouco o tenciono, acho que os gênios não conseguem dialogar com pessoas simples como eu, então acho que você está perdendo o seu tempo comigo. Porque você tem sérios problemas de interpretação de texto, pelo menos em textos simples, como o meu. Em momento algum disse que você era isso ou aquilo, apenas que não me surpreenderia se corroborasse com essa ou aquela afirmação (citadas). Eu até te devolveria a pergunta que me fizeste: “O que vc sabe sobre o que eu ou cada um aqui desta timeline já viveu?”, mas acho que você procuraria por mais um vez inverter o assunto, ligando-o a qualquer coisa que sirva para me julgar e recriminar, até mesmo ao “texto mal redigido”, então não vale mesmo a pena… Enfim, oh suprema criatura, oh ser de extrema intelectualidade, ignore-me, sou muito simples para dialogar com com alguém tão intelectualmente superior. Chamo as pessoas para a reflexão, sem ofendê-las, ao contrário de outros. Enfim, cada um faz o que pode para dar o seu melhor. Obrigada pela grande honra que me destes (em conversar com uma pessoa super dotada) nesse que deveria ser um debate de opiniões, e não em troca de ofensas! Ainda que pensemos tão diferentemente (e agradeço a Deus por isso), toda troca de opiniões é válida, sobretudo, quando há predisposição de ambas as partes em que a mesma se dê de forma respeitosa, digna, coerente. Posso dizer que ainda não me despi completamente de preconceitos, como é normal do ser humano (aquele que disser que está completamente imune e livre de preconceitos, não consegue enxergar a si próprio), mas sigo pelo caminho de diminuí-los, até o ponto em que sejam praticamente imperceptíveis (afinal, não existe ninguém perfeito). Mas procuro partir do princípio de identifica-los em mim, e não em ocultá-los de mim mesma, seguido por não utilizar o pensamento/argumento/ação do tipo: “não sou preconceituosa, mas…”, como infelizmente é comum em tantas outras pessoas. Enfim, cara Silvia, sou uma formiguinha, portanto, não se importe com a minha falta de intelectualidade. Procure alguém do seu nível que concorde com você, porque, afinal, é o que parece que você procura e deseja. Luz e paz pra você!

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      • Vc mais uma vez usa toda sua prolixidade pra se afastar do tema alvo da discussão, que por sinal não foi eu quem começou (volte atrás e reveja que quem comentou meu post foi vc!). A resposta para minha pergunta simples, vc simplesmente não deu (se valendo do seu discurso tangencial, como sempre). Mas vou voltar ao tema, lhe mostrando didaticamente que vc foi preconceituosa sim… Mesmo tentando escolher palavras que pudessem camuflar tal fato: ” APENAS NÃO ME SURPREENDERIA se corroborasse com a idéia de achar ridículo o sistema de cotas, que contemplam algumas vantagens a mais para, além das pessoas de “classe social” inferior, deficientes físicos, e também descendentes de negros e indígenas…”. Pois agora imagine alguém dizer que ” APENAS NÃO ME SURPREENDERIA se aquele negro pobre fosse um assaltante”… Percebe com esse exemplo simples que a escolha das palavras não muda o seu pré julgamento?

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      • Sabe o que é mais interessante em todo uma discussão em que a senhora insiste em perpetuar, mesmo eu admitindo-me simples demais diante de sua grandiosidade, e que perde seu tempo comigo (começo a pensar que gosta… vai entender…?)? É que quem foi preconceituosa, em primeiríssimo lugar foi a senhora, e partindo do seu comentário preconceituoso disse que tal não me surpreenderia, embora não o tenha afirmado justamente por não a conhecer e não possuir essa certeza – o que, por si só, são coisas diferentes para qualquer pessoa que possa fazer uma simples interpretação de texto (na verdade, neste caso, leitura simples mesmo, não precisa nem interpretar, é coisa de ligar 1+1…). Não se lembra? Que acha disso: “Dizer-se vítima de preconceito é o suficiente, ou é preciso comprovar as perdas e danos? Os negros e gays têm mais direitos ao vale-crime do que os brancos?” (uma pessoa que sofre preconceitos não “diz-se” vítima de preconceitos, ela sofre. Parece-me que a senhora desconhece por completo o que é sofrer preconceitos, e olha que muito me admira, num mundo machista e misógino em que vivemos, e sendo a senhora, uma mulher… O que posso dizer dos “vale-crime” citados pela senhora, é justamente o oposto, segundo o que a pseudo-jornalista em questão destacou relativamente ao Bieber e ao “marginalzinho”. A senhora é sempre assim, com o dom de inverter as coisas ou foi só nessa discussão mesmo???) Senhora (ou moça, como preferir), olhe para si mesma primeiro antes de apontar o dedo aos outros. A senhora pode ser muito boa em redações (para ser sincera, nem vi lá grande coisa, mas se a senhora se acha assim tão “o último biscoito do pacote”… acreditar dá força, né…?) mas, que tal enxergar a si mesma também? Aproveitando o ensejo, diga-me, já que insiste tanto em continuar a discutir comigo, o que acha do sistema de cotas, dos programas assistenciais do governo, como o bolsa família, por exemplo. Como lhe disse, procuro ser uma pessoa que se melhora, e para me melhorar, tenho de enxergar-me e reconhecer meus erros. Dê-me a oportunidade de conhecer a sua opinião a respeito deste temas que a senhora tornou a citar.

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      • Bom se necessita da minha opinião acerca destes assuntos, que nada têm relação com o tema principal da discussão inicial, posso lhe dizer que concordo com todos… Infelizmente, se a sua intenção é tentar comprovar minhas convicções preconceituosas afim de validar seu pré julgamento sobre mim, sinto em decepciona-la. Contudo, aguardo que prossiga…

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      • Bom se necessita da minha opinião acerca destes assuntos, que nada têm relação com o tema principal da discussão inicial, posso lhe dizer que concordo com todos… Infelizmente, se a sua intenção é tentar comprovar minhas convicções preconceituosas afim de validar seu pré julgamento sobre mim, sinto em decepciona-la. Contudo, aguardo que prossiga…

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    • Querida, Lyndy. Devo relembrar novamente quem começou esta discussão? No momento em que suas últimas palavras forem sucintas e razoáveis, a discussão será encerrada e não me pronunciarei mais. Mas como vejo que isto está longe de acontecer, me sinto no dever de continuar debatendo, uma vez que este é um blog aberto e nossas colocações são lidas por outras pessoas. Vc deixa explícito sua hipocrisia, justamente qdo usa dos mesmos artifícios da jornalista que tanto critica para se defender… E antes que vc esbraveje, relembre o que ela disse: ” Eu COMPREENDO tais atitudes (tomadas com o menor em questão)”. E com isso ela se exime da responsabilidade de incitar a violência. Vc da mesma forma usa seu “APENAS NÃO ME SURPREENDERIA” para se eximir das responsabilidades de seus pré julgamentos acerca do outro. Sobre suas tentativas em apontar algum preconceito em meu discurso, devo dizer que elas foram em vão. Questiono se um indivíduo que sofreu preconceito, deve ser julgado com mais complacência do que outro que não sofreu (o vale-crime que vc citou). Não existe preconceito aí. E sim, “dizer-se vítima de preconceito” não significa ter efetivamente sofrido preconceito. Ok? Ficarei mais uma vez aguardando sua resposta em 90 linhas. Até mais…

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      • Não me respondeu acerca de suas opiniões sobre o sistema de cotas e os programas assistenciais, como o bolsa família… Só continuo depois que responder…

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      • Bom se necessita da minha opinião acerca destes assuntos, que nada têm relação com o tema principal da discussão inicial, posso lhe dizer que concordo com todos… Infelizmente, se a sua intenção é tentar comprovar minhas convicções preconceituosas afim de validar seu pré julgamento sobre mim, sinto em decepciona-la. Contudo, aguardo que prossiga…Bom se necessita da minha opinião acerca destes assuntos, que nada têm relação com o tema principal da discussão inicial, posso lhe dizer que concordo com todos… Infelizmente, se a sua intenção é tentar comprovar minhas convicções preconceituosas afim de validar seu pré julgamento sobre mim, sinto em decepciona-la. Contudo, aguardo que prossiga…

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      • Foi bastante sucinta em sua opinião acerca dos temas, senhora Silvia, nota-se bem a sua empolgação ao defendê-los! Como lhe disse, não perca seu tempo comigo, sou simples demais para acompanhar a sua imensa intelectualidade. Se a sua opinião (“concordo com todos”, mecânico assim…) realmente for verdadeira, e não apenas uma mentira para não ficar envergonhada e se perder em seus argumentos, então eu peço desculpas por ter compreendido erroneamente, segundo as palavras colocadas pela senhora, que me deparava com mais uma pessoa que, acima do seu pedestal arrogante de intelectualidade, questiona, farta, do por que as pessoas ligam assuntos como esse a lutas de classe… E Quando disse que não defendia crime provindo fosse de quem fosse, suas perguntas ficam no vazio, sem sentido, uma vez que, seja branco, negro, amarelo, roxo, azul, magro, gordo, alto, baixo, heterossexual ou dentro do identificado lgbt, etc… crime é crime. Entretanto, seria imensamente surreal se não se atentasse ao fato de que os marginalizados geralmente são sempre os mesmos. Vide a defesa da pseudo-jornalista ao moço branquinho e rico, infrator de várias leis em vários países, e o “marginalzinho” negro e pobre, também infrator de várias leis do Brasil. Enfim, não há mais o que ser discutido, minha senhora (já venho repetindo isso há muitas mensagens atrás…) fique em paz e acredite (já que lhe parece assim tão importante…) que ganhou a discussão. Mas claro, terá o seu último comentário, para mostrar que a palavra final é da senhora…E desta vez, informo que não darei continuidade por responder novos comentários, diga que disser. Conheço-me e estou tranquila quanto ao que sou, ao que penso, a como vivo e encaro o mundo, as pessoas, a mim mesma e continuo no meu constante aprendizado. Luz e Paz para a senhora!

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      • Sim, querida amiga, claro que responderia sua última mensagem, afinal de contas, respondi a todas as outras não é mesmo? Bom, ainda sobre os assuntos que gostaria que comentasse (com certeza porque admira meus discursos), não poderia me aprofundar em nenhum deles. Em primeiro lugar para não fugir ao tópico deste texto apenas para satisfazer um desejo pessoal seu. E em segundo lugar porque todos eles dariam, no mínimo, uma tese de mestrado. Mas caso tivesse alguma opinião detalhada sobre cada um deles que fosse discordante da sua ou de quem quer que fosse, JAMAIS deixaria de fazê-lo porque me “envergonharia” de minhas opiniões. Me envergonharia sim de fugir do tema ou de não conseguir sustentar meus argumentos, mas felizmente, esse não é o caso…

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  17. Só a educação salva esta sociedade. E a reforma do código penal (processual), porque a impunidade é uma desgraça neste país. Gosto dos comentários da querida Rachel, embora não concorde com todos. Mulher corajosa, que defende os valores cristãos e da direita. O discurso muitas vezes cínico e molenga da esquerda cansa. Acham que detém o monopólio da virtude. Só faltam evocar “a luta de classes” e outras bobagens anacrônicas.

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  18. Só pra completar, vivemos num país cuja taxa de homícidios aponta mais de 50MIL vítimas POR ANO. Vivemos num país com a QUARTA pior distribuição de renda do mundo. Um país cuja nação ocupa o PENÚLTIMO lugar no ranking de educação (segunda a Pearson). Um vergonha! Vivemos num país em se que louvam “heróis macunaímicos”. Inversão de valores total. E vamos perder tempo achincalhando a jornalista Rachel ou um deputado supostamente homofóbico? Ah, faça-me o favor…

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  19. Punição é uma questão importante pra ser discutida mas não é a falta dela que faz do Brasil a merda que é.

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  20. Ela já falou sobre o atual governo, e acho que foi meio desnecessário esse post, ela tem a opinião dela que é a mesma de muitas pessoas, e isto não é exposto na mídia. Ela é uma repórter com palavras fortes sim, mas é a opinião dela e isso ninguém pode interferir. Sim, tem muito bandido de terno e gravata que se dizem nossos representantes, mas também tem muito bandido nas ruas que ameaçam o nosso dia-a-dia e também o da nossa família e de nossos amigos.
    PS.: Totalmente desnecessário o seu trocadilho com o sobrenome dela, abraço.

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    • Matheus, essa senhora jornalista tem todo o direito a ter as suas opiniões, assim como a dona desse blog, você, eu… Entretanto, ela é uma jornalista, que deve seguir um código de ética. Como jornalista, ela deve fornecer ao público a informação, tal como ela é, sem retirar ou acrescentar o que for. Quer expressar a opinião dela? Faça-o em seu blog pessoal, e não influenciando milhões de pessoas, manipulando-as a seguir o que ela pensa, porque ela é a “moça do jornal”. Televisão é concessão pública, e concordar com ações que vão de encontro com as leis do país, torna-a conivente com o crime. Esse foi o erro dessa senhora.

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  21. Que dureza expor um ponto de vista, uma opinião, num universo tão vasto como esse. Parabéns pela coragem e boa sorte.

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  22. Esse texto é debochado, sim, como dizem os leitores que defendem a Sherahzade. Mas é assim que deve se tratar uma tosca como ela. Não importa se ao pé das palavas que ela disse, realmente não haja incitação à violência, nos autos do inquérito. Que é o argumento de quem diz que não foi nada de mais e que isso é sensacionalismo dos politicamente corretos(um clichê por sua vez).

    Porém o lance que causa revolta foi o conjunto da obra: o texto, a intensidade, e o prazer e ódio que seu olhar passou enquanto ela dava sua opinião. Tem que usar de criatividade mesmo, analisar friamente é o que todo mundo faz, melhor pra quem consegue dar outra perspectiva para o tema. Parabéns pela ‘historinha’ e pelos convites que fez à Sherahzade.

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  23. Recomendo um link bacana para as pessoas que defendem que “bandido bom é bandido morto”, mas isso não serve para este ou aquele eu conheço, ou eu mesmo, só para os outros que eu julgue que sejam bandidos… Sobretudo se se encaixam naqueles famigerados “padrões”…

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  24. Adorei qdo vc lembrou do Maluf 😉 Maravilhoso seu texto, queria ver a carinha
    da querida Sherahzedo escutando um texto deste….
    Nota 10 de Comissão de frente, enredo, samba, alegorias, harmonia, etc
    😉 Simplesmente MARAVILHOSO

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  25. Não iria nem comentar no blog que já virou uma típica caça às bruxas, mas o texto é muito mal escrito, apelando para a falácia do espantalho pelo cenário hiperbólico e distorcido que a autora criou. Aí fica fácil refutar com sarcasmo, o refúgio dos tolos.

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  26. O JORNALISTA REINALDO AZEVEDO, PRECISO COMO DE COSTUME:

    “O Sindicato dos Jornalistas do Rio pediu a cabeça de Rachel Sheherazade, jornalista e apresentadora do SBT, em razão de um comentário que ela fez sobre aquele rapaz que foi atado pelo pescoço. Não endosso boa parte do que ela disse. É preciso, reitero, deixar claro com todas as letras que aquela não é uma solução — e, a rigor, ela não disse que é. Faz-se necessário evidenciar que se trata de outro crime. Mas parte de suas observações procede, sim, e vai ao ponto: dissemina-se, de maneira perigosa, preocupante, a sensação do homem comum de que lhe cabe fazer alguma coisa, já que, para expor a ideia genérica, “ninguém faz nada”.

    Estamos começando a chegar a um limiar perigoso. É claro que a gritaria mais estridente contra Sheherazade — que parte de gente que nunca deu 10 tostões pelos mais de 50 mil cadáveres brasileiros a cada ano — tem muito pouco de humanidade, de piedade, de bondade congênita ou algo assim. É ideologia! Há muito tempo esperavam que ela cometesse um erro para maximizá-lo no limite do insuportável, declarando, então, que ela tem de ter a cabeça cortada. É um caso clássico de farisaísmo, de gente que apela a supostos “fundamentos” para eliminar aqueles que considera incômodos.

    Leio, por exemplo, um texto contra Sheherazade assinado por um notório defensor de mensaleiros; que andou se esmerando, há coisa de 15 dias, em, ora vejam!, nos recomendar que ouvíssemos o que Henrique Pizzolato tinha a dizer. É isso mesmo! Imaginem quantas criancinhas poderiam ter sido tiradas da pobreza com aqueles mais de R$ 70 milhões do Fundo Visanet, né? Outro, uma espécie de intérprete permanente da alma de José Dirceu, também quer ver pendurada no poste a cabeça da jornalista. E fica evidente que não é só por causa do comentário que ela fez: é pelo conjunto da obra.

    Hipócritas!

    Farsantes!

    Vigaristas!

    Se perguntarem a esses delinquentes morais quem é Fabrício Proteus, eles dirão de primeira: “É a vítima da Polícia de São Paulo” — aquela “vítima”, vocês sabem, que avançou com estilete contra PMs. Mas perguntem quem é Alda Rafael. Nunca ouviram falar. É possível que nem vocês se lembrem porque o caso logo desapareceu. Trata-se da policial que levou um tiro pelas costas no Complexo da Penha, no Rio.”

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  27. Os comentários que lhe resmungaram críticas ficaram anos luz além do nível de lucidez e de verve do texto da Milly.

    Se faltou verve para os rabugentos, nem por isso deixaram de ser engraçados, ainda que de modo involuntário:

    O melhor no quesito ‘hilário por ser ridículo” talvez tenha sido aquele fez apologia dos “valores da direita” e, ao mesmo tempo, lamentou a péssima distribuição de renda no Brasil…

    Deve ele lamentar, então, a interrupção, pelo PT, do “processo de distribuição de renda” iniciado pelo regime militar e continuado pela “nova república” e pela administração Alstom/Singer, quero dizer, tucana…

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  28. Pingback: Querida Sherahzedo…por Milly | Áfricas - Notícia minuto a minuto

  29. Eu só sei que é direito de todos defender seu patrimônio que é direito em qualquer constituição do mundo e se for preciso usar a força para que seu direito não seja sub-rogado qual o mal nisso?

    Texto de redação de ensino médio que devemos melhorar o mundo não poluir, não a violência e amar o próximo é muito fácil de se fazer, milly. Quero ver colocar em prática.

    O que seria da revolução francesa se a autora desse lixo fosse a líder do movimento.

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  30. Brilhante, Milly!!!
    Lendo os comentários de algumas pessoas, o que ainda me choca, é constatar a incapacidade delas em entender a ironia do seu texto, e a cegueira destas pessoas, em achar que justica com as próprias mãos é a solução.
    E só pra deixar registrado…sim, eu e alguns membros da minha família já fomos assaltados com um caco de vidro na garganta.

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  31. Em nenhum momento a Rachel defendeu a violência, ela disse ser COMPREENSIVA a atitude dos “justiceiros”, e ela deu motivos para achar compreensiva a atitude dos jovens, policia desmoralizada; segurança publica falha; leis que não são cumpridas.

    Quem em sã consciência defenderia a violência? pelo amor de Deus, vamos prestar mais atenção no que os outros falam.

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