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A única causa pela qual podemos lutar

Varsóvia, 1940

Logo depois da invasão alemã, os judeus de Varsóvia foram espremidos em uma espécie de gueto dentro da cidade. Lá, quase 400 mil judeus, amontoados em apartamentos compartilhados, foram submetidos a todo o tipo de tortura física, moral e psicológica. Tinham que sobreviver em meio a uma densidade populacional obscena (o gueto ocupava apenas 2% do território de Varsóvia) sem ter o que comer, sem ter mais água, sem trabalho, sem mínimas condições de vida. Ainda assim, foram os primeiros a resistir à ocupação nazista, e entraram para a história como herois, embora fossem chamados de terroristas pelos oficiais de Hitler. Praticamente não houve sobreviventes ali, mas os judeus do gueto escreveram seus nomes como gigantes. 

Gaza, 2014

Num território com 40 quilômetros de comprimento e 12 quilômetros de largura moram quase 2 milhões de palestinos. Vivem em condições desumanas de higiene, vigiados pelo exército de Israel, amontoados como bichos, sem trabalho e sem direito a uma pátria.

Vivem assim desde que, em 1967, Israel decidiu estender seu território — delimitado depois de acordo diplomático mundial em 1947 –, e invadiu a Cisjordânia e Gaza, colocando-se entre esses dois pedaços de terra, encurralando palestinos para a pequena faixa perto do mar, e iniciando a construção de assentamentos nas terras ocupadas.

(Vale explicar que esses assentamentos não são exatamente barracas de pano e banheiros químicos como eu e minha brutal ignorância achávamos que eram até ontem, mas sim apartamentos luxuosos, ruas bem asfaltadas e decoradas com fontes, tudo construído com a ajuda do dinheiro do contribuinte americano e oferecido gratuitamente, ou por preço simbólico, para o israelense que quiser ir morar lá).

Os Palestinos em Gaza são, portanto, refugiados, e, por uma cerca, podem ver as terras que eram deles, agora ocupadas. Têm direito a uma pequena faixa de oceano, mas se entrarem e mergulharem além de seus ombros, são executados por soldados Israelenses.

Ao escutar o parlamentar britânico George Galloway jogar essas e outras verdades na minha direção, me senti levando um murro no estômago.

Quando era pequena e comecei a aprender sobre o horror do Holocausto, dizia a mim mesma que se vivesse naquela época ia lutar contra o Nazismo com todas as minhas forças. Iludia-me com a noção de que defenderia o mais fraco, de que batalharia heroicamente para acabar com o preconceito e com o extermínio do povo judeu. Por isso, ao escutar Galloway e deixar de ser tão colossalmente ignorante em relação ao que está acontecendo em Gaza, percebi a gravidade de permanecer em silêncio. 

Porque não sei vocês, mas eu consigo ver dezenas de paralelos entre Gaza e o Gueto de Varsóvia.

Não sei vocês, mas eu, nos dois casos, só consigo ver um lado pelo qual gostaria de lutar.

Não sei vocês, mas eu, tivesse nascido em Gaza, e vendo minha família morrer e meus amigos desaparecerem, me candidataria a pegar em armas.

Não se trata de defender as causas do Hamas, uma organização que faz uso de atos terroristas, e que, como todas as organizações terroristas, deveria ser simplesmente eliminada. Se trata de lutar por dignidade e moral. Hoje, a maioria dos palestinos que pegam em armas não são Hamas, apenas cidadãos que cansaram de sofrer. 

O alegado direito de “se defender” que o estado de Israel vocifera ao mundo, chamando de anti-semita aqueles que ousam argumentar que bombardear hospitais e escolas passa longe de se enquadrar em um “direito de defesa”, é apenas mais uma imoral manifestação do sionismo.

Israel, terra que nasceu fundamentada na esperança da construção de um mundo melhor, mais justo e menos intolerante, se transformou com o passar dos anos em um estado imperialista.

Rico e economicamente alinhado com as maiores potências do mundo, coloca-se na posição de opressor, extremista e, usando a bandeira do “quem me acusar de crime não gosta de judeus e é, portanto, anti-semita”, pratica alguns dos crimes contra a humanidade mais grotescos dos dias de hoje.

Mas, porque é um estado economicamente poderoso, não é oficialmente criticado sequer pelos países árabes, muitos dos quais são, também, seus parceiros econômicos.

O argumento sionista da auto-defesa tampouco explica nem justifica o massacre de palestinos. Dos mais de mil mortos desde que a atual investida bélica começou, 75% são mulheres e crianças.

O argumento de que “precisamos eliminá-los porque o Hamas em seu estatuto jura nosso aniquilamento” é também vazio porque, antes de mais nada, a maioria da população de Gaza, mesmo aqueles que hoje lutam contra o exército de Israel, não é Hamas. E depois porque o Hamas não tem sequer um exército, apenas uns mísseis capengas que são, em sua maioria, interceptados pelo poderoso e bem equipado exército de Israel logo depois de disparados.

Talvez seja hora de pensarmos da seguinte forma: se tudo isso está sendo feito por causa de palavras em um estatuto (já que o Hamas, embora tenha jurado Israel de morte, não teria força para destruir sequer uma rua de Telaviv) o que vem a ser pior: jurar de morte com palavras, ou de fato executar essas mortes? Porque o que estamos vendo é Israel varrer do mapa toda uma população, o povo que até 1947 era proprietário da totalidade daquelas terras.

E aqui vale um outro parenteses porque é nessa hora que sionistas dão um passo à frente e gritam “É contra a criação de Israel!” Não se trata de ser contra, apenas de não descartar o contexto dentro do qual o país foi criado. Terras palestinas foram dadas a Israel por terceiros.

Portanto, trata-se de entender que desde 1947 a Palestina está desaparecendo do mapa. Primeiro porque parte de suas terras foram oferecidas por terceiros ao povo judeu, e depois porque, anos mais tarde, Israel decidiu que aquele tanto de terra já não era assim um negócio tão bom e resolveu conquistar mais e mais, encurralando o povo palestino para Gaza (cujo tamanho ridículo já divulgamos acima) e para umas partes da ocupada Cisjordânia. 

Então, vamos deixar claro o que penso: Sim, Israel tem direito de existir. Sim, o povo judeu foi vítima do maior e mais grotesco crime já executado contra a humanidade (ao lado da escravidão). Mas a negociação para seu nascimento me parece ter sido feita de forma a descartar qualquer interesse palestino, o morador anterior — e desde então, graças ao imperialismo israelense, a palestina está sumindo do mapa.

Vamos tentar fazer um exercício: Como Israel se comportaria se um dia a ONU aparecesse por lá e dissesse: irmão, chega um cadinho pra lá que vamos colocar aqui no meio de vocês os índios Tapanuquins, cujo livro sagrado diz categoricamente que esse pedaço de terra foi oferecido a eles por Deus, e nós, o resto do mundo, estamos concordando. A partir de então, ainda que Israel tivesse aceitado o novo vizinho, os Tapanuquins começariam a querer mais e mais terra, espremendo o povo israelense para pedaços cada vez menores.

Sei que a situação hipotética acima é tosca, mas vale para ajudar a entender.

Agora voltemos à reflexão.

O argumento de que o cidadão palestino está sendo usado como escudo humano pelo Hamas também é derrubado quando entendemos o mapa de Gaza: não há ali nada além da população palestina. Não há espaço para que se criem guetos de resistência, não há florestas nem vales. Tudo é misturado à população porque tudo é a população.

Claro que uma vida Israelense perdida nesse conflito já pode ser considerada uma enormidade, porque toda a vida é uma enormidade e não deveria ser perdida em guerras, mas uma vida israelense não vale mais do que uma vida palestina, e a contagem até agora é de mais de mil de um lado para menos de 30 do outro.

E embora os grandes líderes desse mundo apodrecido não se manifestem, a verdade é que eles sabem perfeitamente que só existe um lado legítimo a favor do qual podemos nos manifestar.

Sem dizer isso oficialmente, mas flagrados conversando antes de irem ao ar, tanto Obama, quanto David Cameron e John Kerry, secretário de estado americano, se mostraram horrorizados com as atitudes de Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense (detalhes sobre essas “verdades escapadas” estão na eloquente palestra de George Galloway que me inspirou a escrever esse texto e cujo link eu coloco abaixo).

Quando as câmeras são ligadas, entretanto, o discurso é o de “apoiamos integralmente as ações do estado de Israel”. Ah, a pequenez moral das democracias corporativistas. Kerry chegou a dizer publicamente que Israel estava sitiada pelo Hamas, uma declaração que fica entre o mais completo absurdo e o mais ridículo cinismo 

Na mesma palestra, Galloway questiona por que Obama, que já está em seus segundo mandato, não deixa pelo menos algum tipo de legado dizendo ao mundo a verdade sobre o que pensa a respeito da questão Israel Palestina.

Diante do cenário econômico atual, feito de parcerias que visam o lucro de grandes e poderosas corporações a despeito de abusos cometidos contra pessoas e contra o ecossistema, não há quem se levante pelos palestinos, a não ser a opinião pública.

A boa notícia é que os jovens, em sua maioria, constituem essa massa heroica de pessoas que estão saindo às ruas para apoiar a Palestina. Jovens inclusive dentro de Israel, como o grupo que se autodenomina “If Not Now, When” (“se não agora, quando?”) que foi às ruas de Telaviv no sábado rezar o Kaddish para Palestinos, numa das mais belas e comoventes ações críticas ao terrorismo que estamos assistindo de braços cruzados.

Mas o fundamental é o seguinte: já não se trata mais da questão judaica, muçulmana, árabe ou israelense. Trata-se de questão humanitária. Alguma coisa precisa ser feita para que a matança tenha fim. Mas, mais do que isso, para que se devolva dignidade ao povo palestino porque o “cessar fogo” não vai resolver muita coisa, embora seja necessário para que o genocídio termine. Devolver dignidade significa devolver a eles um lar – ou a terra que a eles pertence e que foi ilegalmente deles tomada por imperialistas israelenses.

E então é importante que se encontre uma forma de convívio, e que rezemos para que esses dois povos culturalmente tão ricos finalmente entendam o que escreveu Joseph Campbell — Ame ao próximo como a si mesmo na verdade quer dizer: “ame o próximo porque é tu mesmo”.

Como em Varsóvia/1940 só havia um lado pelo qual eu me candidataria a lutar, agora, mais uma vez, não há outra causa ou outra luta possível.

 

Aqui a eloquente palestra de George Galloway: https://www.youtube.com/watch?v=V0gEzPG82pc

Aqui os jovens israelenses rezando o Kadish pelo povo da Palestina: http://www.huffingtonpost.com/2014/07/26/jewish-group-kaddish-gaza_n_5622021.html

Aqui um link para quem quiser ajudar o povo da Palestina com doações: http://interpal.org/content.aspx?pageID=11

36 pensamentos sobre “A única causa pela qual podemos lutar

  1. O texto é muito bom e, de forma geral, concordo com ele. Mas uma coisa não pode ser omitida: Israel não ocupou Gaza e a Cisjordânia de graça em 1967. Houve uma guerra e, bem ou mal, este tipo de coisa era comum naquela época – ficar com territórios dos países derrotados.

    O que não é comum é que essa invasão (e a das colinas de Golã, que pouca gente fala porque tem pouca gente lá) dure quase 50 anos. Israel já deveria ter devolvido os territórios e pronto.

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    • Não tem essa história de que era “comum naquela época”. Se era comum antes por que está ocorrendo agora? O que existe são ilegalidades em cima de ilegalidades, uma atrás da outra,onde um povo é massacrado e o outro se queixa da resistência da vítima.

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  2. Texto muito bom, com excelentes argumentos. Mais do que uma opinião, é a verdade. Apesar de ser a favor do povo judeu e ser espantoso o muito que conseguiram depois do holocausto, considero que o estado de Israel onde está não foi a melhor das opções. Da mesma forma que critico Israel, condeno Hitler e o povo alemão que o elegeu democraticamente. Os palestinianos são o povo judeu nos guetos e nos campos de concentração. Israel não se revê nesse cenário? Não tenho uma solução mágica para a resolução deste conflito que não parece ter fim e que cada vez mais incita ao surgimento de mais e mais terroristas. Quando vemos a nossa família exterminada pelo exército de um país democrático, o que nos resta se não pegar em armas?

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    • Israel sempre teve um bom motivo para querer ir para aquela terra! todos sabem que eles já viveram lá por milênios! quem morando em terras estranhas não tem o sonho de votar para sua terra natal? terra de seus antepassados, como a própria bíblia relata! Israel fez boa opção sim, ao desejar voltar para sua terra. Vc sabe porque Israel não se revê nesse cenário? se colocando no lugar do povo palestino e lembrando o quanto foi oprimido? porque eles não lançavam bombas na cara de ninguém! como fazem os terroristas da palestina.
      O povo judeu sempre foi um povo trabalhador! povo que sempre batalhou para ter as coisas, e isso causava inveja em muita gente! por isso as perseguições, isso sim não justifica uma atrocidade das que aconteceu com eles
      Agora meu amigo! se vc tem um bando de vizinhos malucos pregando o seu fim,aí sim é outra história, ainda mais lançando foguetes dia e noite na sua cara!
      é justificado o que Israel vem fazendo, por motivos que já citei, e o holocausto,qual a justificativa? puro racismo! isso sim não justifica nada.

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      • Não, ninguém sabe que “viveram” (quem é o “eles” do viveram?”) Por milênios. Corrobore isto. E lá, viveram judeus e cristãos (ortodoxos, nestorianos, monofisistas) com direitos civis, enquanto na Europa experimentavam perseguição. E os palestinos são descendentes dos povos semíticos. A Bíblia relata muitas profecias de destruição de Israel. E os protagonistas do moderno estado de Israel eram ateus e deístas.
        Israel jogara bombas, inclusive de Fósforo Branco, na cara dos palestinos.
        A Alemanha justificava o holocausto (judaico, porque houveram com outros povos por parte de outros países também), alegando que judeus tiveram participação decisiva no resultado da I Guerra para com ela.
        Vizinhos malucos? A Inglaterra, com o mandato britânico toma a terra dos outros, só porque quis, e dá a terceiros, que determinam que nestas terras só 15% da população original poderia viver, você não ficaria maluco também?

        Cara, já fui evangélico, continuo cristão. Mas essas igrejas descendentes do “Cinturão da Bíblia” no sul dos EUA estão deixando os fiéis insanos.

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      • Ah tá… Quer dizer que o problema dos palestinos é a inveja que sentem dos judeus? É só um recalque mal resolvido? Achei que tinha a ver com sobrevivência. Mas pelo jeito um bom divã resolve tudo,né?
        Pelamor, né?
        Imagine a seguinte situação:
        A ONU decide hoje que onde você mora não é mais seu país, sua cidade não é mais sua, sua casa não é mais sua, seu emprego não é mais seu. E se quiser sobreviver tem que ir pra uma terra onde falta tudo e detalhe: não deve reclamar senão é morto. Essa é a situação dos palestinos. Se você concorda com isso ou resume isso a “inveja” reveja seus pré-conceitos.

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  3. Complementando o primeiro comentário, a guerra de 1967, dos Seis Dias, e a de 1973, do Yom Kipur foram motivadas pelo que? Além do Hamas, quantos países e grupos muçulmanos têm em seus princípios destruir Israel? O Paquistão, até onde sei, tem isso escrito em sua constituição. O passaporte do país traz escrito que não é válido para entrar em Israel. Quantos países se uniram em 67 e 73 – e outras vezes – com objetivo explícito de destruir Israel? O que aconteceria com um grupo de jovens muçulmanos que resolvesse orar em público pelos israelenses? Milly, você que é mulher, escolheria viver em qualquer país com governo muçulmano que mistura poder religioso e temporal?
    Não sou judeu, acho horrível as pessoas serem rotuladas por seus sobrenomes, não defendo Israel em qualquer situação, mas a coisa é muito mais complicada que teu texto ingênuo faz supor. Certamente, o governo e as forças armadas de Israel cometem barbaridades, como palestinos. Mas você não acha estranho que um povo que há tão pouco tempo passou por uma das maiores atrocidades na história da humanidade, que mantem esse memória viva, que tem uma história de luta por liberdade, que tem tantos expoentes no pensamento liberal, na ciência e nas humanidades, que tanto contribui para o avanço da humanidade (sugiro Einstein, Gertrude Stein, Wittgenstein & Frankenstein: reinventando o universo) e que tem um estado democrático eleger sistematicamente governos, dos mais diferentes matizes, que acabam sempre sendo acusados de vitimar e cometer atrocidades contra palestinos ou árabes?
    Palpite, todo mundo dá, como estou dando aqui, mas quem pretende ser formador de opinião deveria se informar melhor.

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    • Um contraponto na medida certa. É ingenuidade achar que o conflito lá é simplesmente opressor malvado contra oprimido desesperado.
      Só quero acrescentar que a guerrilha dura quase 50 anos. Se analisarmos friamente, é muito difícil simplesmente escolher um lado como “certo” e ignorar as injustiças do outro.

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    • Marcio, vc coloca muitas coisas do ponto de vista de “liberdade” e da sua opiniao “pessoal”. O problema nao e saber se o Hamas e melhor que os outros ou nao. Precisa saber que o Hamas tem o poder na Palestina nao e o resuldado de um golpe militar: e o resultado das eleçoes… Entao, o povo escolhe.
      Sobre o fato que tem “terroristas”, pode ser bem interessant se lembrar de um discurso do General De Gaulle, em Novembre 1967. Sobre Israel ele disse “Agora, ele (Israel) organizou nos territórios que ele tomou, ocupação, que não pode ir sem opressão, repressão, expulsão. Ele se manifestou contra ele, a resistência, o que ele chama de terrorismo “.

      E bom saber que, “terrorismo” foi a palavra usada pelos Nazistas durante a segunda guerra mundial, para falar dos “resistantes”…. Milly fala do ghetto e da Gaza, mas tem muitos outras coisas parecidas. Pedir os judeos do mundo inteiro ir para este pequeno teritorio tem um “gosto” de “Nao vai ter espaçao o suficient”. Isso tambem lembra de um periodo bem ruim. Ler aqui sobre o Lebensraum
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Lebensraum

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    • Caro Márcio,
      talvez você esteja sendo ingênuo. Essa direita, ela sim terrorista, que ocupa o governo de Israel só é possível porque vários pequenos partidos extremistas religiosos necessariamente (infelizmente) têm que entrar na composição do poder. O povo israelense não se identifica com esses partidos, assim como, por exemplo, o povo brasileiro não se identifica com o PPs da vida. Esses pequenos partidos religiosos não representam o povo israelense, mas a democracia, muitas vezes, exige tais composições para se exercer. Há que se pensar muito em como apurar as democracias no mundo atual.
      De todo modo, o artigo da Milly, longe de ser iongênuo, é profundamente realista e corajoso.
      Nilce Tranjan

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    • Marcio, os antecedentes da Guerra do Seis Dias foram a Guerra do Suez em 1956, em que a Inglaterra propôs com a França de Israel atacar o Egito e as duas potências intervirem para re-controlar o Canal de Suez e Israel adentrou em Gaza;

      Após diversos combates, em 1964 firmou-se um acordo, entre Israel e os países árabes vizinhos, sobre distribuição do uso das águas do Jordão. Isso após a construção do “ National Water Carrier” , ou Aqueduto Nacional, sob protestos da Síria, com grandes estruturas de irrigação para o Deserto do Neguev.

      Contudo, ainda assim Israel fora estabelecendo seus assentamentos na margem ocidental, estratégica. Os países árabes decidiram então que deveriam desviar as águas do Rio Jordão. Desencadeou-se a Guerra dos 6 dias, em 1967. Com a vitória rápida, Israel anexara Gaza e a Cisjordânia e território sírio das Colinas do Gola, controlando as mais importantes fontes de água da região. Além disso, uma área estratégica para se escoar a produção e acesso a entrepostos comerciais via mar.

      Aí se incluem as fontes de água subterrânea, o Aquífero da Montanha sob a Cisjordânia, e o aquífero Costeiro de quase todo o litoral de Israel até Gaza. Este último, sujeito a grande desgaste, teve os custos com dessalinização subindo escalonadamente, onde que Israel retirara então parte da ocupação de Gaza.

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  4. Pingback: Anônimo

  5. O texto é eloquente como sempre, né? Você diz tudo de modo claro, direto. Não há mais motivos para defender o Estado Sionista de Israel, tampouco a política torpe e imunda de Netanyahu. Há um genocídio e não podemos nos calar em relação a isso. Israel não pode mais justificar seus atos baseado no passado, pois agora ele é o algoz não é a vítima.

    Curioso o nome do grupo israelense, não deve ser coincidência que tem o mesmo nome do romance do Primo Levi, “Se non ora, quando?” http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10920.

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  6. Primeiro temos que entender a história do Oriente Médio. Dominação logo se voltou para a conquista definitiva. A França anexou a Argélia em 1830 e a Tunísia em 1878. Os britânicos ocuparam o Egito em 1882, embora o tenha mantido sob soberania nominal otomana. Os britânicos também estabeleceram um controle eficaz no Golfo Pérsico, e os franceses estenderam sua influência no Líbano e na Síria. Em 1912, os italianos tomaram a Líbia e as ilhas de Dodecaneso, ao largo da costa da região central da Anatólia otomana. Os otomanos aliaram-se à Alemanha para protegê-los das potências ocidentais, mas o resultado foi o aumento da dependência financeira e militar da Alemanha.

    Ou seja o Oriente Medio era região, colonia da Inglaterra. Os ingleses receberam apoio dos judeus poloneses e russos na segunda guerra mundial, em troca a Inglaterra cederia o territorio de Israel aos judeos. Territorio ocupadodo pelos judeus, antes de serem expulsos pelo Imperio Romano. O oriente médio já foi de varios povos. A Inglaterra compriu sua palavra e criou o Estado de Israel. E os Judeus moram lá desde então. Falar que o território sempre foi dos arabes é não conhecer a história. Na guerra de 1967, dos Seis Dias, e a de 1973, do Yom Kipur, os judeus lutaram contra o seu segundo holocousto, e ainda lutam até hoje, os arabes não aceitam os judeos alí. Primeiro o Estado de Israel é democratico, os arabes uma tirania, os judeus aceitam liberdade de religião, direitos das mulheres, os arabes fazem conversão forçada e escravizam as mulheres. Os PALESTINOS preferem os judeus a o Hamas, pois os judeus ajudam os palestinos com comida, enquanto que o Hamas é um braço armado terrorista, que vive da guerra. O Hamas lançou mais de mil misseis, eles só não atingem o Estado de Israel devido a sua defesa anti missil,
    Entendo que Israel se defendeu em 1967 e conseguiu os territorios, os arabes é que iam começar a guerra, perderam a guerra e os territorios. A alemanha também lutou contra a Europa e depois perdeu os territorios. Os arabes não aceitam o estado de Israel, e não o contrario. A paz tem que vim dos arabes, pois pelo que observo Israel se defende, e depois que começa a guerra é dificil parar.

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    • Então vamos a uma aula de História.

      Quando os europeus finalmente retomaram as regiões ibéricas sob poderio muçulmano e o povo de Al-Andalus foi embora, foram embora com eles judeus e cristãos ortodoxo-orientais, nestorianos, monofisistas, etc., por ali serem aceitos em paz, o que não ocorria na europa “judaico-cristã”. A região da Palestina abrigara muitos cristãos, e também judeus fugidos de perseguições antissemitas, por séculos.

      Em 1916, houvera um acordo entre potências, Rússia, França e Grã-Bretanha (essas duas últimas foram as protagonistas, signatárias; a Rússia somente deu sua anuência), o acordo Sikes-Picot, que desmembrou o Império Otomano e partilhou as regiões. oube à Inglaterra o mandato da região da Palestina, que foi de forma oficialmente plena estabelecido em 1920. E nesse ínterim, tivemos a Declaração de Baulfor, em que fora ratificado o documento escrito pelo secretario britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, em que se afirmava que se estabeleceria uma terra para os judeus em caso de concretização da vitória inglesa sobre os otomanos, com direitos políticos como nação. França, Itália, e E.E.U.U. (estes em 1918), reconheceram-na.

      De 1916 a 1947 a área na Palestina sob propriedade de judeus multiplicara-se quase oito vezes, com dezenas de milhares de imigrantes introduzidos.

      Em 1948 oficializou-se o Estado de Israel. Estados marionetes dos E.E.U.U., como Haiti, Libéria e Filipinas, tiveram votos decisivos. A população árabe era cerca de 75%, e ficara com 42% das terras. As planícies mais férteis, incluindo região do Lago da Galiléia, ficaram com Israel.

      Simha Flapan, em “The Birth of Israel”, na página 104, aponta que oficialmente o estado israelense pretendia que se tolerasse, no máximo, uma minoria árabe de 15%.

      Os antecedentes da Guerra do Seis Dias foram a Guerra do Suez em 1956, em que a Inglaterra propôs com a França de Israel atacar o Egito e as duas potências intervirem para re-controlar o Canal de Suez e Israel adentrou em Gaza;

      Após diversos combates, em 1964 firmou-se um acordo, entre Israel e os países árabes vizinhos, sobre distribuição do uso das águas do Jordão. Isso após a construção do “ National Water Carrier” , ou Aqueduto Nacional, sob protestos da Síria, com grandes estruturas de irrigação para o Deserto do Neguev.

      Contudo, ainda assim Israel fora estabelecendo seus assentamentos na margem ocidental, estratégica. Os países árabes decidiram então que deveriam desviar as águas do Rio Jordão. Desencadeou-se a Guerra dos 6 dias, em 1967. Com a vitória rápida, Israel anexara Gaza e a Cisjordânia e território sírio das Colinas do Gola, controlando as mais importantes fontes de água da região. Além disso, uma área estratégica para se escoar a produção e acesso a entrepostos comerciais via mar.

      Aí se incluem as fontes de água subterrânea, o Aquífero da Montanha sob a Cisjordânia, e o aquífero Costeiro de quase todo o litoral de Israel até Gaza. Este último, sujeito a grande desgaste, teve os custos com dessalinização subindo escalonadamente, onde que Israel retirara então parte da ocupação de Gaza, mostrando ao mundo sua “boa vontade” e desejo de paz, apesar dos “terroristas que não querem a paz”… enquanto Israel ocupa 40% do território, as partes mais estratégicas, enquanto mais de um milhão de palestinos vivem acuados, um terço em acampamentos de refugiados da ONU, com o exército israelense controlando as fronteiras.

      Até então, Gaza era independente, mas sob gestão do Egito. Após a Guerra dos Seis Dias Israel tomou a totalidade de Jerusalém que era dividida com os palestinos, controlou Gaza e ocupou por anos a Cisjordânia.

      Israel arresta os recursos fiscais, controla e obstrui as redes de comércio, controla 85% das áreas de mananciais, sua Linha Verde obstrui 35% das terras agricultáveis de Gaza, confisca 20% das áreas pesqueiras (impede pescadores de trabalhar até o limite de 4,5 km e atira nos incautos) e usurpa os recursos gasíferos palestinos do Campo de Meged, à força, explorando pela empresa israelense Givot Olam.

      Ah, eles devem ter paciência….é só dar as mãos, cantar, dar xô no preconceito e sair no Fantástico… e ler Veja.

      Outrossim, é completamente imoral e obsceno usar o holocausto judaico para justificar o apartheid, colonialismo e opressão israelita para com o povo original e de direito das terras.

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  7. O que Israel pode fazer abrir as fronteiras para o Hamas atacar seus cidadões ja que os sociopatas não respeitam nem suas crianças!

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  8. Reforço o que disse Chico Luz, o mundo árabe explodiria Israel se pudesse e tentaram diversas vezes, em 1967 Israel surpreendentemente derrotou a todos, foi assim que aumentou, derrotando todos os inimigos, chegou até a conquistar o Sinai inteiro, muuuita terra, e também local estratégico, já devolvido ao Egito, mediante acordo de paz. Os túneis do Hamas são reais, eles cedo ou tarde chegariam a Israel, e quanto à tragédia que isso traz, ficar provocando uma potencia como Israel, a guerra que isso traz, o Hamas não se importa. Para o Hamas, morrer pela causa é um culto à Deus, para os jovens ser homem bomba é uma opção. Eles são um grupo pequeno mas controlam a regiao, até os videos infantis na TV ensinam a odiar Israel. Mas não conseguirão vencer, o Estado de Israel não deixará de existir e cada tentativa desde 1948 tem sido um tiro no pé. A unica possibilidade para os palestinos seria unirem-se, conseguirem articular força politica, enriquecer no ocidente e ajudarem-se, e construirem um estado e um pais, como os judeus fizeram, mas isso não ocorrerá… (a pouca união no mundo árabe foi trazida por Maomé – as tribos, na época, eram dispersas e hoje é justamente em torno do profeta que todo tipo de loucura é praticada), expulsar o Hamas, (são um cancer) que não respeitou nem mesmo a tregua humanitaria de anteontem. Não, não acho isso possivel, não há união palestina mundial, união para reconstrução e não para vingança, os palestinos de Gaza não podem fugir para a Jordania, não tem ajuda do Egito – agora sob o ISIS, a Siria está muuuito pior que Gaza ( e a midia não fala nada – estranho? Ah, sirio matar criança siria,tudo bem, aí não é genocidio) não há união nem mesmo com a Cisjordania sob o Fatah – e o mais estranho é que longe destes lugares, quando em paises democraticos – eles, os árabes, os palestinos, aproveitam tao bem a liberdade que esses grupinhos terroristas odeiam com toda a força, eles cuidam de suas familias, de suas lojinhas, tomam seus chas açucarados e vivem em paz. Tive o prazer de conviver com algumas famílias de palestinos na fronteira, em Santana do Livramento, uma delas vinda de Jerusalem e foi o que vi. Um povo tranquilo, longe da guerra permanente. Talvez a solução real seja mesmo um estado unificado. http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-solucao-e-um-so-estado-para-israelenses-e-palestinos

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    • 1) Não é uma guerra religiosa, devido à disputa pela promessa de YHWH à Abraão, ou de judeus contra muçulmanos, etc.

      A – Os protagonistas do moderno sionismo, de Theodor Herzl, Vladimir Jabotinsky a Weizmann, os que propagaram o slogan de um projeto civilizacional numa terra “bárbara”, “terra de ninguém”, e o direito de ocuparem-na por terem uma cultura “superior”, eram humanistas laicos; ateus e deístas. “Aaah, mas não, só religiosos fazem guerra, ateus e laicicistas são esclarecidos, uui” – ah tá.

      B – à época, os religiosos ortodoxos se opunham à ideia, por considerar que a restauração de Israel seria tarefa do Messias no culminar dos tempos, unindo o mundo, e logo, viam o projeto como um sacrilégio.

      C – Quando os europeus finalmente retomaram as regiões ibéricas sob poderio muçulmano e o povo de Al-Andalus foi embora, foram embora com eles judeus e cristãos ortodoxo-orientais, nestorianos, monofisistas, etc., por ali serem aceitos em paz, o que não ocorria na europa “judaico-cristã”. A região da Palestina abrigara muitos cristãos, e também judeus fugidos de perseguições antissemitas, por séculos.

      2) Não é uma guerra étnica

      A – Entre o povo palestino há uma proporção tão grande de semitas quanto proporcionalmente em Israel.

      B – Houvera uma discussão acalorada sobre o quão de “semita” havia entre judeus em Israel, e chegara-se a propor que a maioria não o era, mas descendiam de convertidos de diversas partes do mundo, como do reino de Hymar, no atual Iêmen; os Khazars, descendentes dos Unos; povos do magreb e nômades bérberes. Hoje com muito rigor o que se pode falar é que esta tese não está errada, mas exagerada; a maioria se compõe de descendentes de povos semitas da região da antiga Canaã, e mesmo dentre os judeus do leste europeu muitos não têm parentesco com os Khazars, mas há um número significativo que sim e inclusive tem como idioma natal o Ídiche.

      Tanto para o número 1) quanto para o 2):

      O Estado de Israel pratica xenofobia para com judeus oriundos do Irã, Iêmen e Etiópia. Migrantes destes povos vivem apartados, e destes últimos, o Estado procedera com esterilizações, na base de chantagem, engodo e até à força.

      Ainda sobre terrorismo:

      A.1 – Houvera uma organização judaica, a “Tropa X”, de resistência ao nazismo, que organizara atos terroristas na Alemanha.
      A.2 – O conhecido Levante do Gueto de Varsóvia, foi um levante armado
      A.3 – A Haganá foi uma organização judaica que promovia ataques terroristas contra ingleses, incluindo civis, durante o Mandato Britânico na palestina. Chegara a ser protegida por palestinos do vilarejo de Huj, que lhes escondiam, na década de 20 contra a investida do exército inglês. Após, ela se torna a Etzel (Organização Militar Nacional na Terra de Israel) , que passa a promover atos terroristas e chacinas contra árabes. Promovera massacres de árabes como o Massacre de Balad al-Shaykh e o de Deir Yassim, na luta por expulsar o povo nativo durante a criação do Estado de Israel, lhes encurralando em Gaza.

      B – Judeus participaram de levantes armados contra a dominação helênica de Antíoco IV e V na primeira metade do século II d.C. Contra a Roma de Vespasiano, de 66-73, quando o general Tito promovera uma chacina. Em 115 e 117 na Guerra de Kitos, contra a Roma de Trajano, massacrados pelo general Lúsio Quieto, e em 130-135, contra a Roma de Adriano, massacrados pelo General Julio Severo. Então, o papo de justificar genocídio pelos palestinos estarem resistindo, é o maior cinismo perverso concebível.

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  9. Aos ignorantes e humanistas de plantão:

    Alguns pontos que percebi nessas semanas desde que Israel resolveu se levantar contra o grupo terrorista Hamas.

    • O líder do Hamas vai a TV e fala que usa escudos humanos… e você não acredita nem nele. Você sabe mais.
    • A Liga Árabe, que sempre é contra Israel, se coloca à favor de Israel e contra o Hamas. Mas você manja muito mais que todos eles e ignora esse fato.

    • A mídia usa fotos do conflito na Síria e as coloca como sendo de Gaza. Mas pra você ainda são crianças de Gaza.

    • Desde 1948, quando Israel foi fundado, mais de 11 milhões de muçulmanos foram mortos em guerras e conflitos. Desses, 35 mil foram em confrontos com Israel. O resto foram em confrontos entre eles mesmos. Mas isso não te interessa. Só te interessa quando Israel está envolvido.

    • O filho do fundador do Hamas vive refugiado nos EUA. E diz que a organização criada pelo seu pai é terrorista e visa somente a destruição de Israel. Mas você continua achando que manja do tema mais do que o cara que está lá desde o começo.

    • Você ignora o fato que se Israel quisesse acabar com Gaza faria isso em questão de minutos. E você ainda usa a palavra genocídio.

    • Você se diz anti-Israel, anti-sionista. Fala em boicotar o que vem de Israel. Mas do seu PC que foi criado em Israel você não vai abrir mão. Só dos doces e iogurtes feitos lá.

    • 170 mil pessoas foram massacradas na Síria. E você nao reclamou, não se manifestou, não fez passeata. Nem um post no seu Facebook. E você ainda se diz a favor da vida e da humanidade.

    • Você só acessa o Google pra ver algo sobre Oriente Médio quando Israel se cansa de levar mais de 2000 foguetes por mês durante anos e resolve acabar com a brincadeira. Nesse momento você se torna o maior entendido do Oriente Médio.

    • Você vai contra o único país democrático de uma região 100% ditatorial. E vive num país democrático e nunca sairia de um.

    • Você viveria como você é em Israel. Mas seria obrigado a viver nos moldes deles se cruzasse a fronteira. Mas você ignora isso, afinal você não vai pra lá mesmo.

    • Você defende que Israel acabe com sua invasão na região e quer que devolva para os Palestinos. Mas nem sabe a origem do povo palestino e nem sabe que naquela terra nunca houve um governo palestino ou árabe. E mesmo se tivesse e você achasse certo devolver para quem estevava no inicio, você deveria sair do Brasil, devolver para os indios e procurar sua origem.

    • Você defende um grupo que amarra bombas no seu corpo e se explode por um ideal e por virgens no céu.

    • Você defende um grupo que te mataria só pelo fato de você não ser como eles.

    • Você ignorou os padres crucificados no Iraque e a expulsão de todos cristãos de lá. Afinal você está aqui tranquilo.

    • Você diz que sabe sobre a historia do Oriente Médio, mas a única coisa que fez até hoje foi ler uma manchete aqui, um textinho ali, Wikipedia, e acha que é pós graduado sobre a região.
      Pra mim você não é humanista. Você é um anti-semita, oportunista, alienado, que acorda de manhã e acredita no que lhe convém. O meu sentimento por você é pena.

    por Henri Schipper

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    • Destruindo completamente seu relinche:

      Israel mantém mais de 7 mil crianças palestinas dentre 09 e 17 anos, amarradas, arrastadas em correntes, torturadas e humilhadas, por cometer o terrível ato de jogar pedras, e soldados israelenses as usam em frente deles para entrar em edifícios potencialmente perigosos e ficar na frente de veículos militares.

      De 1916 a 1947 a área na Palestina sob propriedade de judeus multiplicara-se quase oito vezes, com dezenas de milhares de imigrantes introduzidos. Em 1948 oficializou-se o Estado de Israel. Estados marionetes dos E.E.U.U., como Haiti, Libéria e Filipinas, tiveram votos decisivos. A população árabe era cerca de 75%, e ficara com 42% das terras.De cara a Haganá, organização israelense terrorista, promovera massacres de árabes como o Massacre de Balad al-Shaykh e o de Deir Yassim, na luta por expulsar o povo nativo durante a criação do Estado de Israel, lhes encurralando em Gaza.

      Este número de 170 mil incluí disputas de vários lados na Síria. Do governo, de parte dos rebeldes contra forças do governo e entre si. Se Assad tivesse caído, Sem Assad, hoje Damasco estaria nas mãos do grupo ultra extremista ISIS ou de facções ligadas à Al Qaeda, e cristãos, que ele protege, dizimados. Engraçado, não existem provas de que foi Assad o responsável por ataques de armas químicas. Mas abundam provas de que Israel usara fósforo branco em 2008, 2009 e 2012.

      Você é tão sonso que não para pra pensar se os EUA dariam abrigo refugiado a líderes do Hamas 😛 Vai fazendo spams sem nem ler.

      A OLP reconhece a existência do Estado de ISrael desde os anos 80 e sempre foi sacaneada por ele.

      Cristãos mortos no Iraque? Agradeça ao cristão Georbe Bush Jr. e os sionistas estadunidenses que o sustentavam.

      Seu apelo para com as “virtudes” de Israel justificam o que Roma, muito mais plural, liberal e com direitos cívicos do que a Judeia, fizera com ela; você legitima. Logo, você deslegitima, pela lógica, a existência do Estado invasor de Israel.

      Em 1947, a população árabe era cerca de 75%, e ficara com 42% das terras.

      Dos nazistas viera a Adidas, Bayer, medicamentos diversos e insumos agrícolas. Logo, você tem que apoiar o Nazismo.

      Você só acessa o Google pra ver algo sobre Oriente Médio quando a Palestina se cansa de ter terras tomadas, água, recursos fiscais e comerciais, gás, zonas pesqueiras, saber que suas crianças são torturadas em Israel, ser estuprada, e resolve se debater. Daí você defende o estuprador que passa a espancar porque quer que ele estupre em paz, afinal, não vai levar tapa quieto.

      Se você está dizendo que azar se Israel tomou as terras de quem estava lá, com base no que os colonizadores portugueses fizeram com os índios e não dá mais pra remediar, mande Israel devolver o que extorquiu, através de fundações sionistas, de empresas e governos suíços, alemães e leste-europeus.Afinal, o que passou passou.

      Você defende um Estado “judaico” que marginaliza e oprime judeus de origem iemenita, iraniana e etíope, estes últimos, lhes esterilizando à força.

      Você é um anti-semita (pois há uma proporção no mínimo igual de palestinos descendentes dos povos semíticos quanto em Israel), oportunista, alienado, que acorda de manhã e acredita pensando no quanto quer ser escroto. O meu sentimento por você é pena.

      Eu.

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  10. Como é fácil fazer um texto corretinho, cheio de expressões dramáticas, mas tão simplório. Veja bem, você está sentadinha na sua cadeira Giroflex (ou algo parecido) com seu note novinho, roupinha da moda, confortável e segura e vem aqui dizer que meteria a mão num Ak47 para lutar pelo Hamas? Sim, porque se os palestinos tem que se libertar de alguém, é do Hamas, não de Israel. Veja, bem, Isarel é o único país democrático cercado de ditaduras e tiranos por todos os lados e você vem aqui, tecendo comentários a partir de um país cheio de liberdades, dizer que iria para aquele território hostil defender os palestinos terroristas? Jura? E por que ainda não foi? Você realmente acredita, com todo fervor, que Israel está matando criancinhas porque acha isso bacana, bonito, decente? Você acha que viver em um país que a cada hora toca um alarme antibombas e você tem que se emburacar num abrigo, torcendo para que seu filho não esteja na rua nesta hora é legal? Você não acha , claro. Você prefere estar entre as mulheres muçulmanas, indignamente aviltadas e violentadas fisicamente e em suas liberdades! Querida, deixa eu lhe informar: as mulheres não pegam em armas na Palestina…lá elas não valem nada, são escravas dos homens, são gado! Cães têm mais valor naquele lugar que um blogueira. Você lá seria…nada! Nem escrever estas singelas linhas poderia! Mas é esta civilização que você quer defender, este status de vida? Veja bem, não estou dizendo com isso que se deva eliminar o povo palestino da face da Terra, apenas estou achando que você, ou é bicho grilo ou não entendeu ainda como este mundo funciona. Para terminar, com um comentário prático: os terroristas do Hamas usam escolas e hospitais para centralizar seus ataques a Israel porque são bonzinhos? Não deveria ser o contrário? Se você ama e quer ver seu povo íntegro, não deveria situar seus armamentos bem distantes de concentrações da população? Sério que você não parou para pensar nisso? O resto…nem vou comentar, seria ingenuidade minha celebrar a sua.

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    • http://oglobo.globo.com/mundo/criancas-palestinas-sao-torturadas-usadas-como-escudo-por-israel-diz-onu-8753713

      Crianças palestinas são torturadas, usadas como escudo por Israel, diz ONU

      Por Stephanie Nebehay
      GENEBRA, 20 Jun (Reuters) – Um órgão de direitos humanos da ONU acusou, nesta quinta-feira, as forças israelenses de maltratar crianças palestinas, inclusive de torturar aquelas sob custódia e usar outras como escudos humanos.
      Crianças palestinas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, capturadas por Israel na guerra de 1967, são rotineiramente negadas em obter o registro de seu nascimento e o acesso a serviços de saúde, escolas decentes e água potável, disse o Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança.
      “Crianças palestinas detidas por (israelense) militares e policiais são sistematicamente sujeitas a tratamento degradante, e muitas vezes a atos de tortura, são interrogados em hebraico, uma língua que não entendem, e assinam confissões em hebreu para serem liberadas”, disse o comitê em um relatório.
      O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que respondeu a um relatório sobre os maus-tratos de menores palestinos do Unicef em março, e questionou se a investigação do comitê da ONU de fato fez novas revelações.
      “Se alguém simplesmente quer ampliar sua parcialidade política e achacamento político de Israel sem estar baseada em um novo relatório, em trabalho de campo, mas simplesmente na reciclagem de material antigo, não há nenhuma importância nisso”, disse o porta-voz Yigal Palmor.
      O relatório do Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança reconheceu as preocupações de Israel com a segurança nacional e afirmou que as crianças de ambos os lados do conflito continuam a serem mortas e feridas, mas que há mais vítimas entre palestinos.
      A maioria das crianças palestinas presas é acusada ​​de atirar pedras, um crime que pode levar a uma pena de até 20 anos de prisão, disse o comitê. Soldados israelenses testemunharam a natureza muitas vezes arbitrária das prisões, afirmou.
      Os 18 observadores especialistas independentes analisaram os registros de Israel de acordo com um tratado de 1990, como parte de sua revisão regular de um pacto assinado por todos os países, com exceção da Somália e Estados Unidos. A delegação israelense compareceu à sessão.
      O comitê da ONU lamentou a “recusa persistente” de Israel em responder aos pedidos de informação sobre as crianças nos territórios palestinos e nas Colinas de Golã ocupadas na Síria, desde a última revisão em 2002.

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  11. Republicou isso em Blog do Prof. Jean Magnoe comentado:
    O tema é bem delicado, pois envolve também questões de ordem religiosa. Mas o fato de Israel ter um arsenal bélico infinitamente maior e mais poderoso do que os palestinos de Gaza, torna este conflito absurdamente injusto.

    De tudo que tenho lido a respeito, o texto abaixo escrito pela Milly Lacombe exprime muito daquilo que penso a respeito do conflito. Leiam e tirem vocês as suas conclusões! Boa leitura

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  12. Deus do céu, quanta bobagem! Uma pena, pois gosto muito do trabalho da Milly. Acusar um país e um governo sem correr o risco de tomar um míssil na cabeça é muito fácil. Comparar o holocausto com esse atual conflito é quase um pecado. Como alguém escreveu acima, os judeus não ameaçavam os alemães com mísseis e nem mataram durante anos civis daquele país. Fico muito triste com tudo o que acontece em Gaza e choro pelos palestinos mortos, a maioria deles tão inocente quanto os judeus mortos por terroristas do Hamas e outras organizações assassinas nas últimas décadas. Mas enquanto Israel lamenta essas mortes, o Hamas segue arriscando a vida do povo palestino sem a menor preocupação. Exaltam a morte, não a vida. Outra coisa: omitir as razões da ocupação de Gaza em 1967, como se uma guerra (iniciada pelos inimigos de Israel) não estivesse acontecendo naquele momento, ou é uma baita falta de cultura para quem se dispõe a escrever tantas linhas sobre o conflito atual, ou é pura sacanagem. É faltar com a verdade. Viva a paz, viva Israel e viva a Palestina (sem os assassinos do Hamas).

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    • Falta de cultura??? Gostaria de comparar quantos livros que você leu a respeito…

      Conhece os antecedentes da Guerra de 67? Primeiro, foi com Guerra do Suez em 1956, em que a Inglaterra propôs com a França de Israel atacar o Egito e as duas potências intervirem para re-controlar o Canal de Suez e Israel adentrou em Gaza; após, em 1964, ao construir o National Water Carrier para levar água ao deserto do Neguev, desafiando os países árabes.

      Após diversos combates, em 1964 firmou-se um acordo, entre Israel e os países árabes vizinhos, sobre distribuição do uso das águas do Jordão. Contudo, ainda assim Israel fora estabelecendo seus assentamentos na margem ocidental, estratégica. Os países árabes decidiram então que deveriam desviar as águas do Rio Jordão. Desencadeou-se a Guerra dos 6 dias, em 1967.

      Com a vitória, Israel anexara Gaza e a Cisjordânia e território sírio das Colinas do Gola, controlando as mais importantes fontes de água da região. Além disso, uma área estratégica para se escoar a produção e acesso a entrepostos comerciais via mar.

      Até então, Gaza era independente, mas sob gestão do Egito. Após a Guerra dos Seis Dias Israel tomou a totalidade de Jerusalém que era dividida com os palestinos, controlou Gaza e ocupou por anos a Cisjordânia.

      Aí se incluem as fontes de água subterrânea, o Aquífero da Montanha sob a Cisjordânia, e o Aquífero Costeiro de quase todo o litoral de Israel até Gaza. Este último, sujeito a grande desgaste, teve os custos com dessalinização subindo escalonadamente, onde que Israel retirara então parte da ocupação de Gaza, mostrando ao mundo sua “boa vontade” e desejo de paz, apesar dos “terroristas que não querem a paz”… enquanto Israel ocupa 40% do território, as partes mais estratégicas, enquanto mais de um milhão de palestinos vivem acuados, 1/3 em acampamentos de refugiados da ONU, com o exército israelense controlando as fronteiras. Ah, eles devem ter paciência….é só dar as mãos, cantar, dar xô no preconceito e sair no Fantástico… e ler Veja.

      Converse com um neonazista. Na versão deles também os judeus sabotaram a Alemanha na Primeira Guerra, acarretando mortes e fome. E os judeus também pegaram em armas para resistir, como no Levante do Gueto de Varsóvia e a Tropa X que promovia atos terroristas.

      Aliás, a Haganá era uma milícia terrorista que fazia atos terroristas contra ingleses ante ao Mandato Britãnico na Palestina.

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  13. Texto muito bom mas, com um grave erro. Muito antes desse pensador citado, mais ou menos 2000 anos, Jesus Cristo já falara para amar o próximo comoa si mesmo. Moacir cardoso

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  14. Pingback: A única causa pela qual podemos lutar (Sobre o massacre do povo palestino) | Luizmuller's Blog

  15. Acho um erro gravíssimo tentar comparar a situação da Faixa de Gaza com a do Gueto de Varsóvia. Se bem que, em ambos os casos há um lado que pode ser visto como vítima, no caso da Segunda Guerra Mundial, os judeus não representavam a mínima ameaça aos nazistas, preparados, equipados e armados. Já no Oriente Médio, os civis palestinos dividem o mesmo território com o grupo terrorista Hamas e, embora estes dois grupos tem interesses distintos, estes últimos sim, são uma grande ameaça à existência de Israel.

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    • Os alemães tinham a mesma retórica. Diziam que os judeus conspiraram e tiveram responsabilidade nos desfechos da I Guerra. E à época de Varsóvia, eles diziam estarem retaliando à “Tropa X”, organização de resistência que cometiam atos terroristas.

      É é o Terrorismo de Estado israelense que representa ameaça à existência da Palestina. Está buscando inviabilizar a reprodução social na região para que o povo vá embora e fique impedido de voltar como tem sido feito desde 1993.
      O mais proeminente historiador apologeta do sionismo hoje, o Benny Morris, dissera numa entrevista para o Le Monde em 30 de maio de 2002 que os palestinos são “um povo doente e psicótico” e “Era necessária a remoção de uma população. Sem a expulsão de uma população, não teria sido criado um Estado judaico”. Ah se não é a retórica nazista!

      Desde Oslo, a população de colonos israelenses na Cisjordânia, contrariando todo o direito internacional, aumentara 60%. E o muro comera 46% de toda a Cisjordânia. Só a área C é 61% da Cisjordânia. Fora-se acordado em 2010 o congelamento da expansão colonial, mas ela aumentara mais de 400%. Só em 2012 aprovou-se planos para 6800 novas residências.

      Israel embarga o acesso de 25 mil palestinos que moram em 9 comunidades até Belém, aos principais centros comerciais, principais mercados e centros de saúde. A coordenação para assuntos humanitários da ONU coloca que o bloqueio sem perspectivas das 35% das terras agricultáveis de Gaza e igualmente às áreas de pesca conferem um prejuizo anual de mais de 76 milhões. Israel retém os produtos de Ramallah o posto de controle por um dias e os perecíveis se perdem. Afora o domínio sobre os recursos fiscais. Israel pega os dinheiros das ajudas humanitárias e o converte em shekels, retendo-os no Banco de Israel, que ganha dinheiro com a rentabilidade em juros. Ou seja, Israel explora até a ajuda humanitária da Palestina para suas contas correntes. O consumo de água dos pouco mais de cinco mil colonos do Vale do Jordão equivale a mais de 75% do consumo de mais de dois milhões de palestinos da Cisjordânia. Em grande parte da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, as únicas terras disponíveis para construção encontram-se em áreas sob jurisdição israelense.

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      • Bom, que o governo de Israel tem descumprido os acordos inicias de delimitação territorial não tenho dúvida. Aliás, nesta guerra vejo quatro “lados” envolvidos, ou seja, grupos com características e objetivos assemelhados internamente: o Hamas, o governo de Israel, os israelenses civis e os palestinos civis. Acredito que os palestinos civis são as maiores vítimas, sem dúvidas, porque sofrem de ambos os lados – pela ofensiva israelense e pela violência e falta de controle do Hamas. Ocorre que, no meu ponto de vista, o Hamas, que ocupa o mesmo território que as maiores vítimas (palestinos civis), é o maior culpado pois, entre os quatro grupos, é o único que não deseja necessariamente paz, e sim a aniquilação do Estado de Israel. Já o governo de Israel também tem sua parcela de culpa creio que tem mais reputação e capacidade diplomática que o Hamas. E, por outro lado, os israelenses civis não estão tão ameaçados quanto os palestinos.

        Enfim, uma longa análise pessoal que, no final das contas, não muda em nada – assim como, aliás, nenhum dos dados trazidos por você – o argumento que apresentei no meu 1ª comentário: é uma irresponsabilidade comparar a Faixa de Gaza com o Gueto de Varsóvia, na medida que os judeus da 2ª Guerra não representavam a mínima ameaça aos nazistas, se comparado à ameaça do Hamas ao Estado de Israel.

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      • Qual a conjuntura? O Hamas assinara um acordo para um governo de unidade nacional com a Autoridade Palestina. Na prática, significando o caminho traçado para que o primeiro ratifique, na prática, a solução de dois Estados.

        O governo de Israel se enfureceu. Parece que pra ele foi pior, como se dependesse do álibi do estatuto do Hamas. Como na segunda metade dos anos 70, a OLP aceitara a solução de dois estados, logo depois Israel invadira o Líbano.

        Três jovens israelenses foram mortos. O Hamas negara que fora ele (eu tenho por mim que foram indivíduos ligados ao Hamas que o fizeram, sem consulta e anuência, como sabotagem ante a postura do Hamas de se coligar com o Fatah significando na prática aceitar os dois Estados).

        Israel não quis saber e foi pro ataque. Depois, um jovem palestino é queimado vivo.

        O governo de Israel acaba enviando um recado tácito de que também quer aniquilar a Palestina, a fazendo definhar, e lembremos, não aceita um Estado Nacional Palestino soberano.

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  16. Lendo seu texto me vem muito comentários e observações a fazer.
    Vou faze-las, algumas, e me perdoe se não escrevo tão bem quanto você pois não fiz Jornalismo.
    E partimos daí… não sei nada de jornalismo, mas já ouvi falar sobre Jornalismo investigativo. Nem sei se é uma vertente ou se todo repórter investiga ( imagino que deveria) o objeto de sua reportagem.
    Pois bem, não me parece que voce investigou algo sobre a situação, tanto atual como histórica. Talvez leu em algum livro, um único e provavelmente de Esquerda, PT ou algo assim ( e desculpa generalizar, mas ficou evidente) que mostra a Historia como estoria.
    Dai me surpreendo novamente em ver alguém que tem o poder das palavras, os canais de comunicação, e principalmente “seguidores”, muito mais a favor da guerra do que da paz. O seu titulo demonstra que vale pegar nas armas, e não nas palavras. Para quem trabalha com palavras, acho qeu se desviou de seu principio.
    E por último, e de novo, por agora iria pontuar uma um os absurdos , inverdades, desvios de fatos que mencionou, sugiro que estude um pouco mais sobre o assunto. Leia vários livros ( de fontes de diferentes, pró e contra) , fale com um professor de historia da região,converse com um rabino e com um Árabe daqui de SP.
    Na pior das hipóteses você ia sair sabendo bem mais do que sabe, e talvez até fizesse bom uso das suas palavras.
    Se quiser, também me disponho a tomarmos um cafe e posso falar um pouco do que estudei ( difícil vai ser ver quem paga…)

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    • Mas então o problema é história e esquerda, Alberto?

      Ao despontar o sionismo, muitos dos que se integraram era setores de judeus de esquerda. Muitas referências dentre os marxistas eram de origem judia, e judeus foram perseguidos por lhes associarem com o marxismo – o que consta mesmo no Mein Kempf. Houvera várias vertentes do sionismo, e uma das mais importantes era o trabalhista, ligada à Internacional Socialista. Já em 1909 construíram um Kibutz em áreas palestinas controladas pelo Império Otomano. Algumas das principais cabeças eram David Ben-Gurion e Golda Meir, trabalhistas. Esta vertente pretendia implantar uma experiência de estado auto-gestionário e de caráter coletivo da organização da produção; o Estado deveria agregar a classe trabalhadora judaica, porque achavam que a “diáspora” fragmentava a unidade nacional devido à dispersão e desestruturação de classe.

      Em 1930, Ben Gurion colocava: “Aquilo que é inconcebível em tempos normais torna-se possível em períodos revolucionários; e se neste momento a oportunidade é perdida e o que é possível nesses momentos de exaltação não vem a ser concretizado todo um mundo é perdido”.

      Moshe Dayan dizia: “somos uma geração de colonos, e sem o capacete de combate e o cano de uma arma não seremos capazes de plantar uma árvore ou construir uma casa”.

      Foram entremeando no discurso de luta de classe a concepção dos árabes como inerentemente contra a proposta, e que a luta anti-árabe era uma luta dos trabalhadores. O discurso anti-árabe foi ficando proeminente até haver dissenções que aderiram à causa palestina, dentre elas, Noam Chomsky.

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