Comportamento

A única forma de salvar a Palestina (ou tudo aquilo que você não vai ler na mídia)

Enquanto eu assistia passivamente, via twitter, Gaza ser destruída e crianças serem assassinadas às centenas em nome do tal “direito de defesa israelense”, seja lá o que isso signifique diante do cenário de matança atual, saí pensando em como poderia ajudar e decidi que ajudaria adquirindo um pouco de conhecimento sobre o assunto e compartilhando o que aprendi.

Preciso contar que sou uma ignorante em direito internacional, ligeiramente leiga quando o assunto é história do mundo e, até dez dias atrás, uma colossal alienada para questões Israel/Palestina.

Talvez por isso o que aprendi até agora me fez tremer; um pouco como trememos quando estamos vendo um filme de bandido e mocinho e lá pelo final descobrimos em choque que o mocinho era, afinal, o bandido.

É de fato muito perigoso para o sistema quando alguém se propõe a adquirir conhecimento e buscá-lo para além da grande mídia porque as verdades que aceitávamos sem questionar mudam de cara, perdem a forma e ganham um contorno sombrio. Tudo o que está escrito a seguir você não vai ver nem ler na imprensa de massa.

Vamos aos fatos.

Ao sair lendo documentos e vendo palestras a respeito de possíveis soluções para o dilema Israel/Palestina descobri coisas interessantes, que passo aqui para vocês, dizendo antes de começar que esse texto se baseia basicamente em informações do professor e filósofo americano Noam Chomsky, do parlamentar inglês George Galloway e do repórter investigativo Ramy Harry.

Outra coisa que é sempre preciso dizer antes de criticar Israel é a seguinte: eu não sou contra a criação do Estado de Israel. E minhas críticas são todas em relação ao comportamento político de Israel. Não dizem respeito ao povo judeu nem à religião judaica. Isso eu deveria escrever em letras enormes e grifadas porque os argumentos mais levianos e baixos são sempre os que fazem uso do “você então é contra o povo judaico”.

Eu, obviamente, acredito que o mundo ainda está repleto de anti-semitas, e de anti-islâmicos, e de anti-qualquerreligião, mas está na hora de parar com essa ladainha de que toda a crítica às ações de Israel é também uma crítica ao povo judeu. Ladainha baixa e vulgar e pequena, que é covarde porque tenta apenas esconder o que deveria ser o verdadeiro debate, um que talvez pudesse nos levar a um lugar de paz.

Antes vamos entender o que são esses tão citados “acordos de paz” entre os dois países – Israel e Palestina.

Tratam-se de acordos elaborados pelo quarteto Estados Unidos, Inglaterra, Russia e ONU e propostos às duas nações envolvidas no conflito. No mais recente deles, em 2006, estabelecia-se que para que a paz fosse selada os palestinos deveriam aceitar três condições.

1. Reconhecer Israel

2. Não violência

3. Aceitar todos os acordos anteriores

Segundo relato de Ramy Harrys, repetido por Chomsky em palestras, a liderança palestina aceitou todos os ítens – o que já derruba o eterno lamento israelense de que o Hamas não aceita a existência do estado de Israel. Mas, na hora em que as partes ficaram cara-a-cara para fechar o acordo, Israel e Estados Unidos disseram “não queremos mais”.

Por que?

Por um motivo simples e revelado por Harrys: a Palestina havia, meses antes, finalmente se transformado em um lugar de poder político unificado, com o Hamas e o Fatah, outra liderança política da Palestina, unindo-se em um mesmo grupo.

Aqui é bom dizer que o Hamas é um partido político, embora o conheçamos como “célula terrorista”. E de fato o Hamas é capaz de atitudes deploráveis, assim como é capaz de atitudes deploráveis o partido político que está no poder em Israel. A única diferença entre eles é que o partido político que está no poder em Israel já assassinou 30 vezes mais inocentes do que o Hamas ( e 30 é um número baixo).

Mas vamos voltar.

Não há, claro, razão para que Israel e Estados Unidos tivessem pulado fora na hora H já que todas as suas exigências haviam sido aceitas. Mas essa foi a desculpa que parece ter sido encontrada, e, segundo Chomsky, essa é uma tradição há décadas: Israel e Estados Unidos chamam os líderes palestinos à mesa, exigem condições que são finalmente aceitas, e então os aliados se retiram antes de assinar.

Mas você não vai saber sobre nada disso lendo a grande mídia porque ela defende os interesses de quem está ganhando a guerra, nunca daqueles que estão perdendo; portanto, é preciso fuçar, encontrar pensadores confiáveis e estar disposto a se deparar com a amarga verdade.

Não sei você, mas eu me surpreendi porque tudo o que leio na grande mídia me diz que o Hamas não aceita a existência de Israel e que a Palestina sempre foge de todas as tentativas de se chegar a um acordo de paz.

Ao contar o caso da “não assinatura”, Chomsky lembra que existem dentro do ministério Israelense ministros que não concordam com essas condições porque não reconhecem o direito de existência da Palestina e se reservam o direito de usar força para criar uma Israel ainda maior, e que vá do Mediterrâneo ao rio Jordão.

Opa, opa, opa. Péra. Até aqui tudo o que eu achava saber sobre a região, informada pelos veículos de comunicação de massa, se mostrou completamente falso. Então o Hamas aceitou as condições, inclusive aquela que o obrigava a reconhecer Israel, e Israel deu para trás?

Engulo seco e sigo lendo e vendo.

E então duas outras condições foram impostas aos palestinos para que o acordo fosse assinado.

A primeira delas era a de que os Estados Unidos mediassem as negociações, uma condição absurda já que os Estados Unidos são parceiros de Israel. Nas palavras de Chomsky, “para esse papel seria preciso um país neutro e com credibilidade internacional como o Brasil”, mas isso você também não vai ler na imprensa brasileira.

A segunda condição seria a de aceitar que os assentamentos em terras palestinas ocupadas por Israel possam ser ampliados.

Ou seja: não basta que um novo país tenha sido criado por decreto dentro de território Palestino, não basta que esse novo país tenha, por conta própria, aumentando suas fronteiras e esmagado o antigo morador; agora seria preciso reconhecer que esse novo país poderia continuar a se espalhar pela região como bem entendesse.

Até eu, essa completa ignorante, entendo que essas são condições impostas por quem não quer chegar a acordo nenhum e para que o conflito siga acontecendo, porque, afinal de contas, o conflito só é ruim para os palestinos. Israelenses moram em um país desenvolvido, com água encanada, luz, teatros, vida cultural, bons restaurantes etc – e lucram bastante com as guerras, como veremos mais adiante.

Ah, sim, mas são constantemente ameaçados por mísseis do Hamas. Nas palavras de Chomsky, Israel pode interceptar quantos mísseis quiser, quando quiser. Não podemos sequer começar a comparar o arsenal bélico de Israel e Palestina – ou do que restou da Palestina.

Mas vamos adiante.

Há alguns meses, o instituto de pesquisa Gallup foi a campo para perguntar às pessoas qual era o país que mais ameaçava a paz mundial. O primeiro lugar disparado, com uma margem de quilômetros para o segundo colocado, foi os Estados Unidos.

O resultado da pesquisa não foi divulgado pela imprensa americana; e, a título de curiosidade, o segundo lugar ficou com o Paquistão. Ou seja, o que se propõe é que o acordo seja mediado pelo país mais temido do mundo, e praticamente sócio de uma das partes.

Oficialmente, os Estados Unidos não reconhecem essas duas novas exigências para que os palestinos assinem o acordo de paz, mas, de fato, agem para deixar claro que as reconhecem.

Chomsky dá um exemplo.

Em 2011, o conselho de segurança da ONU pediu o fim da expansão dos assentamentos israelenses em terras palestinas. O detalhe é que já não mais se discute os assentamentos – que são ilegais porque se tratam de ocupação de território palestino – mas apenas sua expansão. Pois bem. O pedido teve um veto. De quem? Dos Estados Unidos de Barak Obama, esse que continua a oferecer apoio militar, diplomático e ideológico para que as ocupações sigam acontecendo.

Pouco antes dos Estados Unidos e Israel pularem fora da mesa de negociações em 2006, a Palestina tinha acabado de passar pela primeira eleição livre do mundo árabe. Mas, segundo Chomsky, a eleição teve um resultado que não satisfez as duas potências, ou, nas palavras dele, Estados Unidos e Israel julgaram que os palestinos votaram errado e decidiram então puni-los. Como? Aumentando as sanções e o bloqueio e, claro, com o recomeço das investidas militares sobre Gaza.

Se a gente olha o mapa da região ao longo dos anos, percebe claramente como Israel vem encurralando a população palestina e desrespeitando acordo feito em Oslo em 1994 que decidiu que Gaza e Cisjordânia eram territórios palestinos que não poderiam ser separados. No mapa atual, tem uma Israel inteira entre Gaza e Cisjordânia, e Chomsky explica por que.

Ao separar os territórios, a Cisjordânia fica isolada completamente, e Gaza passa a ser o único contato da Palestina com o resto do mundo. Assim, qualquer autonomia que a Palestina possa vir a ter não vai ser de fato representativa.

Mas Chomsky pede atenção especial ao ultra-citado “direito de existir de Israel”.

“Nenhum Estado no mundo tem o ‘direito de existir'”, ele diz. “Estados são sistemas de poder estabelecidos por força e então reconhecidos, mas não há esse tal ‘direito de existir'”.

E ele dá um exemplo para que não achem que está apenas implicando com Israel. O México, ele diz, não reconhece o direito de existir dos Estados Unidos porque os Estados Unidos estão sentados sobre metade do território mexicano, que foi conquistado à força. Como esse há muitos outros exemplos pelo mundo, mas exige-se da Palestina que ela reconheça por documento o direito de existir de Israel.

Ainda assim, contrariando todos os prognósticos, Fatah e Hamas, atuando como liderança unificada, aceitaram assinar esse documento em 2006, mas Israel e Estados Unidos mudaram de ideia e decidiram que queriam mais. Queriam agora que a Palestina desse a Israel o direito de existir não apenas como estado, mas como estado judaico.

Vocês tinham ideia dessas coisas? Nem eu porque elas não são noticiadas pela grande mídia, que defende apenas os interesses dos grupos de maior poder econômico.

Pausa para irmos ao Paquistão.

O Paquistão se auto-denomina uma república islâmica, mas não é por nenhum país no mundo reconhecido oficialmente como estado islâmico porque todos concordam que fazer isso seria atitude racista.

Por que, então, a Palestina é obrigada a reconhecer Israel como estado judaico? Não basta reconhecer como estado?

Não sei você, mas ao chegar a essa parte eu já estava tremendo de raiva.

Então quais seriam as reais opções para que haja paz na região?

A primeira e óbvia, aquela com a qual qualquer cidadão de bom senso concorda, é a criação de uma região com dois estados: Israel e Palestina, conferindo-se ao povo Palestino o direito de existir sob uma bandeira reconhecida.

Mas essa não interessa a Israel, embora interesse ao resto da galáxia.

A segunda é: Israel continua a agir como vem agindo há décadas e conquistando mais e mais território com seus assentamentos e com a benção dos Estados Unidos.

Claro que a instalação desses assentamentos acaba por marginalizar a população palestina, mas quem está se importando com um povo pobre como o palestino?

Como curiosidade, vou explicar como um assentamento é montado: o exército de Israel entra em território palestino, anuncia “esta é uma intervenção militar e vocês tem 24 horas para sair” e acabou. A partir daí, casas luxuosas são construídas e ocupadas por israelenses em território palestino, e muros são erguidos para separar os dois povos.

Lembra o Apartheid, certo? Chomsky não concorda com a comparação.

Ele diz que o que acontece na região é tremendamente pior e explica que na África do Sul a elite branca precisava dos negros porque eles eram 85% da população e, portanto, representavam toda a força de trabalho. Não havia ali interesse em dizimá-los.

Já os israelenses não precisam dos palestinos e por isso a ocupação se dá aos moldes das ocupações colonialistas, e todos nós sabemos o que acontece com a população original quando o colono chega. Aconteceu com os índios americanos, com os brasileiros, com os aborígenes australianos e tantos outros.

Mas então o que fazer para que os palestinos não sejam varridos do mapa? Qual a solução?

Para Chomsky, a única solução é os Estados Unidos mudarem de lado, e não há outra. Ele explica que quando os Estados Unidos mudam de lado, o jogo vira. Foi assim com o Apartheid sulafricano, com a invasão do Timor do Leste pelos indonésios etc.

Mas quando os Estados Unidos mudam de lado?

Quando a opinião pública já não pode mais ser calada, como foi com o Apartheid. Sem que haja pressão da opinião pública, os Estados Unidos continuarão a ser os eternos sócios de Israel porque existe nessa relação muito dinheiro envolvido, especialmente no comércio de armas (indústria que seria bastante prejudicada no caso de o conflito terminar).

Ou seja, a única solução possível para esse conflito é você, sou eu e são todas aquelas pessoas que estiverem dispostas a gritar e ir às ruas em nome do povo da palestina.

Temos que nos levantar e uivar e espernear e nos fazer ver e escutar. Nas ruas, nas redes sociais, escrevendo para congressistas, para veículos de comunicação etc. Como disse o zapatista subcomandante Marcos em 1994: “Pedimos desculpas pelos transtornos, mas isso aqui é uma revolução”.

Link para uma excelente palestra de Noam Chomsky que fala sobre tudo isso e mais: https://www.youtube.com/watch?v=UEpn68BZIOY

12 pensamentos sobre “A única forma de salvar a Palestina (ou tudo aquilo que você não vai ler na mídia)

  1. Milly, não tinha conhecimento de seu blog. Adorei. Compartilho o mesmo pensamento em relação a este absurdo. Continue escrevendo. Obrigado pois entendo que você é minha voz neste assunto.

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  2. Muito mais complexo do que imagina nossa vã filosofia: David Brooks – NYTimes

    http://www.nytimes.com/2014/07/29/opinion/david-brooks-when-middle-east-conflicts-become-one.html?action=click&contentCollection=Africa&module=MostEmailed&version=Full%C2%AEion=Marginalia&src=me&pgtype=article

    No War Is an Island

    It’s amazing how much of the discussion of the Gaza war is based on the supposition that it is still 1979. It’s based on the supposition that the Israeli-Palestinian dispute is a self-contained struggle being run by the two parties most directly involved. It’s based on the supposition that the horror could be ended if only deft negotiators could achieve a “breakthrough” and a path toward a two-state agreement.

    But it is not 1979. People’s mental categories may be stuck in the past, but reality has moved on. The violence between Israel and Hamas, which controls Gaza, may look superficially like past campaigns, but the surrounding context is transformed.

    What’s happened, of course, is that the Middle East has begun what Richard Haass of the Council on Foreign Relations has called its 30 Years’ War — an overlapping series of clashes and proxy wars that could go on for decades and transform identities, maps and the political contours of the region.

    The Sunni-Shiite rivalry is at full boil. Torn by sectarian violence, the nation of Iraq no longer exists in its old form.

    The rivalry between Arab authoritarians and Islamists is at full boil. More than 170,000 Syrians have been killed in a horrific civil war, including 700 in two days alone, the weekend before last, while the world was watching Gaza.

    The Sunni vs. Sunni rivalry is boiling, too. Saudi Arabia, Qatar, Turkey and other nations are in the midst of an intra-Sunni cold war, sending out surrogates that distort every other tension in the region.

    The Saudi-Iranian rivalry is going strong, too, as those two powers maneuver for regional hegemony and contemplate a nuclear arms race.

    In 1979, the Israeli-Palestinian situation was fluid, but the surrounding Arab world was relatively stagnant. Now the surrounding region is a cauldron of convulsive change, while the Israeli-Palestinian conflict is a repetitive Groundhog Day.

    Here’s the result: The big regional convulsions are driving events, including the conflict in Gaza. The Israeli-Palestinian conflict has become just a stage on which the regional clashes in the Arab world are being expressed. When Middle Eastern powers clash, they take shots at Israel to gain advantage over each other.

    Look at how the current fighting in Gaza got stoked. Authoritarians and Islamists have been waging a fight for control of Egypt. After the Arab Spring, the Islamists briefly gained the upper hand. But when the Muslim Brotherhood government fell, the military leaders cracked down. They sentenced hundreds of the Brotherhood’s leadership class to death. They also closed roughly 95 percent of the tunnels that connected Egypt to Gaza, where the Brotherhood’s offshoot, Hamas, had gained power.

    As intended, the Egyptian move was economically devastating to Hamas. Hamas derived 40 percent of its tax revenue from tariffs on goods that flowed through those tunnels. One economist estimated the economic losses at $460 million a year, nearly a fifth of the Gazan G.D.P.

    Continue reading the main story
    Hamas needed to end that blockade, but it couldn’t strike Egypt, so it struck Israel. If Hamas could emerge as the heroic fighter in a death match against the Jewish state, if Arab TV screens were filled with dead Palestinian civilians, then public outrage would force Egypt to lift the blockade. Civilian casualties were part of the point. When Mousa Abu Marzook, the deputy chief of the Hamas political bureau, dismissed a plea for a cease-fire, he asked a rhetorical question, “What are 200 martyrs compared with lifting the siege?”

    The eminent Israeli journalist Avi Issacharoff summarized the strategy in The Times of Israel, “Make no mistake, Hamas remains committed to the destruction of Israel. But Hamas is firing rockets at Tel Aviv and sending terrorists through tunnels into southern Israel while aiming, in essence, at Cairo.”

    This whole conflict has the feel of a proxy war. Turkey and Qatar are backing Hamas in the hopes of getting the upper hand in their regional rivalry with Egypt and Saudi Arabia. The Egyptians and even the Saudis are surreptitiously backing or rooting for the Israelis, in hopes that the Israeli force will weaken Hamas.

    It no longer makes sense to look at the Israeli-Palestinian contest as an independent struggle. It, like every conflict in the region, has to be seen as a piece of the larger 30 Years’ War. It would be nice if Israel could withdraw from Gaza and the West Bank and wall itself off from this war, but that’s not possible. No outsider can run or understand this complex historical process, but Israel, like the U.S., will be called upon to at least weaken some of the more radical players, like the Islamic State in Iraq and Syria and Hamas.

    In 1979, the Arab-Israeli dispute looked like a clash between civilizations, between a Western democracy and Middle Eastern autocracy. Now the Arab-Israeli dispute looks like a piece of a clash within Arab civilization, over its future.

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  3. A exemplo de vc, sou rigorosamente leigo no assunto Palestina/Israel. Já tentei me aprofundar no assunto, mas tudo é muito complexo. No entanto, após a leitura do seu texto,, muito didático por sinal, consegui aprender com mais clareza a complexidade do assunto. Parabéns pela clareza e lucidez.

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  4. Pingback: A única forma de salvar a Palestina (ou tudo aquilo que você não vai ler na mídia) – Viva Palestina

  5. Você já tentou estudar a opinião de outros estudiosos sobre o assunto, tipo Eric Voegelin, Alan Dershowitz, Roger Scruton, Peter Novick, Daniel Goldhagen, Omer Bartov et al?
    Noam Chomsky é um anarco-sindicalista, aliás, ele mesmo se define como tal.
    Uma boa maneira de entender assuntos que desconhecemos é ouvindo os dois lados.
    Receio que a opinião de Chomsky, bem como, aqueles com quem ele simpatiza, estejam contaminadas com ideologias socialistas e esse povo definitivamente, tem um lado que não é o da verdade.

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    • Sim: estive do lado de lá antes de bandear para esse. Acho bastante difícil discordar de mentes como Chomsky e tantos outros que apontam a falência do sistema. Ficar pensando que qualquer crítica ao capitalismo é igual a elogio ao socialismo que conhecemos na prática é o que vai nos matar.

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