Comportamento/Política

A Grande Mentira que Israel conta ao mundo

O jornalista americano Chris Hedges escreve sobre o dia em que estava em Gaza e viu alguns meninos palestinos brincando. Ele ficou por ali até que um carro do exército israelense se aproximou e começou a xingar os meninos – pelo do auto-falante, e em árabe. Um dos meninos então jogou uma pedra na direção do jipe, e os militares abriram fogo, matando alguns, ferindo outros. O incidente foi reportado como “crianças atingidas em fogo cruzado”.

Ele também estava no centro de Gaza quando um F-16 jogou uma bomba sobre civis. Hedges viu corpos, alguns mortos, outros mutilados, e muitos de crianças. O incidente foi relatado pelo exército de Israel como “destruição de uma fábrica de bombas”.

O jornalista conta ainda que já viu casas e quarteirões inteiros serem destruídos pelo exército de Israel sem nenhum motivo aparente, apenas para aumentar o espaço entre as forças militares de Israel que regulam Gaza e o povo palestino. Esses incidentes são reportados como “destruição de casas de terroristas”.

Importante notar que o relato oficial feito pelo exército de Israel se transforma em “notícia” na mídia de massa. Vozes como Hedges não são ouvidas, e o “crianças palestinas morrem atingidas por fogo-cruzado em Gaza” inunda as agências de notícias, até finalmente chegar a você e a mim.

Ele escreve. “Nem eu, nem nenhum outro repórter que trabalhou em Gaza vimos o uso de escudos-humanos pelo Hamas”. Ainda assim, é senso comum, repetido por ignorantes como você e eu, a noção de que o Hamas usa escudos humanos.

Quantas vezes nos últimos dias você escutou alguém dizer, ou se pegou dizendo: “O Hamas usa escudos humanos”? Como se isso, mesmo no caso de ser verdade, o que já sabemos que não é, pudesse justificar qualquer massacre de crianças e inocentes.

Mas o exército de Israel gosta de se auto-denominar o exército mais moral do mundo. É assim que eles se referem a eles mesmos em todo o material de propaganda.

Dizem ser “moral” porque, entre outras benevolências, 58 segundos antes de bombardear uma casa telefonam para a residência e comandam a quem atender: “Vamos bombardear sua casa em 58 segundos. Corra”. O que o exército de Israel chama de moral, Noam Chomski chama de sadismo.

Hedges explica que ao pintar o quadro de um exército que nunca ataca civis e que, pelo contrário, faz de tudo para protegê-los, o recado para o mundo é: israelenses são civilizados e humanos; palestinos são monstros desumanos.

Essa distorção entre a imagem indulgente que Israel usa para vender seu exército para o mundo ocidental e a realidade das atrocidades cometidas por ele, que nunca chegam a você ou a mim, é o que ele chama de A Grande Mentira.

A Grande Mentira, ele diz, não permite zonas cinzas. O mundo passa a ser preto e branco, certo e errado, bom e mau. “Como muitos dos que apoiam Israel não nutrem um desejo pela verdade, já que a verdade os obrigaria a examinar seu próprio racismo, eles engolem sem questionar as mentiras contadas pelo Governo de Israel”, escreve.

Por isso aqueles que falam a verdade (Noam Chomsky, Jonathan Cook, Norman Finkelstein, Amira Hass, Gideon Levy, Ilan Pappé…) são massacrados pela opinião pública israelense.

É, então, importante perceber que consumir informação é mais ou menos como consumir alimentos: passa a ser fundamental escolher a fonte com cuidado porque se não fizermos isso podemos estar nos deixando envenenar.

Mas a maior crueldade da Grande Mentira é que ela é desenhada também para plantar o terror entre palestinos ao deixar evidente que Israel continuará a agir como um monstro, mas a se vender como um salvador.

A Grande Mentira diz aos Palestinos que não há esperança. E um povo sem esperança é um povo sem vida.

Se nada mudar, não há mesmo nenhuma esperança porque quando você trata o ser humano como um bicho, ele se comporta como um bicho.

Mas talvez não precise ser assim.

Se você e eu nos levantarmos pelo povo da Palestina. Para isso basta espalhar a verdade, basta tirar o véu perverso da Grande Mentira e revelá-la a quantas pessoas puder. Há entre nós aqueles que não se cansam de fazer isso (Hedges, Chomski, Finkelstein..), mas agora é preciso que você e eu nos juntemos aos bons.

Fonte: truthDig

Aqui texto completo de Chris Hedges sobre a Grande Mentira

6 pensamentos sobre “A Grande Mentira que Israel conta ao mundo

  1. Milly, eu pago sua passagem pra Palestina pra você ir ajudar os palestinos. Topa? Ou só vai ficar xingando muito no twitter? rs rs rs

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  2. Pois é, Milly, essa é uma interminável guerra entre os seguidores de Javé (Deus da Bíblia) e os seguidores de Alah (Deus do Corão), ambos fanáticos radicais que desde o nascimento são “educados” no ódio de uns contra os outros. Infelizmente, é coisa de séculos e não terá fim…

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  3. Todos sabem da grande mentira por trás disso o cego é o que não aceita enxergar o que está em oculto fácil assim mas tudo tem um tempo o deles estão chegando ai vcs verá tudo acontecer o pior da mentira.

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