Comportamento/Política

Por que vou votar em Dilma

Não foi uma escolha sem conflito ou dor, mas ela está feita. Tenho bons motivos para criticar a administração de Dilma até aqui, mas talvez tenha ainda mais motivos para dar a ela uma nova chance.

Como críticas precisaria falar da total falta de cuidado em relação aos temas LGBT, do pouco caso com índios e com as reformas agrária e política (ainda que dependam muito do Congresso), e do descuido com temas que envolvem direitos da mulher.

Outras críticas passam pela falta de uma política mais agressiva de proteção ao meio-ambiente, que é esquecido sempre que o governo se curva aos interesses de usineiros e mineiros e de qualquer corporação que, em nome do lucro, viola nossas reservas naturais.

Também me incomoda a veneração ao sistema bancário e ao agronegócio, que nunca ganharam tanto como com Lula e Dilma e que, ainda assim, os desprezam. Já o que eu desprezo é o absurdo, injustificável e crescente lucro de bancos privados num mundo de desigualdade gritante e alarmante.

Ou seja, alguns dos valores que seriam mais caros a uma mulher “de esquerda” foram solenemente ignorados durante essa primeira administração, talvez porque a verdade é que o PT faz uma administração de direita com valiosos programas sociais.

Mas quando esses motivos para não votar em Dilma me vêm à cabeça e começo a olhar em volta em busca de alternativas vejo de um lado Aécio Neves representando os mais podres e tortos valores de uma elite apodrecida e decadente, e, do outro, Marina Silva, cuja história de vida é das mais tocantes e edificantes, mas mulher cercada por xiitas evangélicos.

Claro que entre Aécio e Marina não há nem como pestanejar: nada poderia ser mais triste e retrógrado para o Brasil do que a eleição de alguém com as características de um playboy careta e conservador que concorre por um partido caduco. Mas como parece que dessa tragédia neoliberal já escapamos, entre Dilma e Marina não posso optar pela mulher que, além de amparada por extremistas religiosos, tem em seu plano de governo a autonomia do Banco Central e um limite de tempo para as cotas.

Mas mesmo que nada disso estivesse na balança, bastaria que eu olhasse para trás para entender como o Brasil mudou durante os anos Lula/Dilma, ainda que tenha deixado de crescer nos últimos quatro.

Se a ideia é fazer uma análise justa, não tem como deixar de levar em conta as mais de 40 milhões de pessoas que sairam a linha da pobreza, ou o Bolsa-Família — projeto que a ONU não cansa de elogiar — ou o Prouni e as cotas, ações que colaboraram para que o Brasil diminuísse de forma gigantesca a desigualdade.

Muita gente que critica as administrações de Lula e Dilma nem sabe do que se tratam esses programas (preferindo ecoar por aí apenas alguns preconceitos eternizados pela elite a respeito deles), como eu também não sabia quando votava em candidatos concorrentes ou anulava. Mas uma rápida busca pela Internet é capaz de mostrar como cada um dos programas sociais citados mudou a cara do Brasil e a vida de tanta gente (é necessário fazer a busca porque esse tipo de informação não chega até a gente via mídia de massa, e também lembrar que o Brasil é muito mais do que Rio e São Paulo).

Tenho que falar da lei da doméstica, que acabou com os abusos feitos com o trabalhador do lar e deu a essa galera dignidade e autonomia.

Depois, seria também limitado deixar de analisar que a economia mundial travou em anos recentes (porque o capitalismo agoniza e esperneia, mas esse é assunto para ouro texto), com quase toda a Europa e os Estados Unidos patinando, e que o Brasil, que não foi afetado pela crise de 2008, agora seguiu o ritmo.

“Ah, mas a China cresceu”. Cresceu porque não leva em conta direitos trabalhistas básicos e, por isso, passou a ser uma espécie de Disneylândia do empresariado mundial. São centenas de escândalos que envolvem milhares de homens, mulheres e crianças vivendo em condições de escravidão para alimentar a fúria capitalista que exige produtividade e lucro. Basta outra rápida busca pela Internet para ler coisas assombrosas a respeito de como vivem muitos trabalhadores por lá.

Crescer desse jeito desumano não deveria nos interessar.

E embora a figura de Marina e sua jornada humana sejam sedutoras se analisadas isoladamente, depois de ler os programas de governo de Dilma e de Marina acho que Dilma ainda tem um projeto social sólido para o Brasil, e que Marina (que declarou recentemente que o sistema de cotas não pode se estender por mais de dez anos) talvez acabe fazendo mais conchavos com o empresariado do que fizeram Dilma e Lula, e esse tipo de situação não me interessa – e interessa menos ainda ao Brasil.

Faltou, claro, tocar na corrupção, assunto espinhoso.

Quando falamos em “corrupção” tendemos a associar a prática a politicos, ignorando que sem o corruptor não há corrupção. Também tendemos a não considerar coisas tipo sonegação fiscal como desvio de grana pública. Então, acho importante que definamos corrupção antes de sair dando pitaco e atirando pedras.

Corrupção é qualquer prática que desvie verba pública, ou dinheiro que deveria chegar ao povo e a projetos sociais — vamos bater o martelo assim.

Então: molhar a mão de um fiscal é corrupção. Sonegar é corrupção. Dar uma cervejinha para o guarda na estrada é corrupção.

Para que falemos de corrupção, portanto, é preciso que não lavemos as mãos. Quantos de nós pratica a corrupção? Quantos de nós cresceu sabendo que, no Brasil, era só dar um jeitinho para a coisa andar? Quantos de nós já demos esse jeitinho?

A corrupção está tão inflitrada no sistema e no dia-a-dia que é no mínimo ingênuo achar que um partido no poder seria capaz de eliminá-la em três administrações. Se nós não a eliminamos de nossas vidas, como exigir que um governo, em alguns anos, elimine uma prática que é esporte no Brasil há 500?

Com o perdão do clichê, aqui é o que disse Gandhi: é preciso ser a mudança que gostaríamos de ver no mundo. Ou isso ou parar de apontar o dedo; uma regra básica de moralidade: julgar os outros pelo mesmo padrão moral com que julgamos a nós mesmos.

E se por um lado é legítimo que se punam os responsáveis pelo Mensalão, é também importante lembrar que há inúmeros “mensalões” na história do Brasil e que apenas aquele conhecido como “do PT” foi condenado. É necessário que façamos a pergunta: por quê?

Muitos dos que gritam que a corrupção apenas piorou, sem se dar ao trabalho de checar se piorou mesmo (tecnicamente, segundo medição internacional, melhorou um pouco nos últimos anos), se esquecem de analisar que foi durante uma administração Petista que o Mensalão foi julgado e condenado.

Não poderíamos apenas chamar isso de Estado de Direito? Não deveria servir para aplacar o medo de que o PT implantaria uma ditadura no Brasil? Que tipo de ditadura é capaz de ter um sistema judiciário tão independente que, sem interferência, julga e condenar líderes da situação?

Nem precisamos voltar muito a fita para saber que antes as coisas não se davam assim (e que em alguns Estados ainda não é assim).

Em 1997, a Folha de S.Paulo levantou o caso da compra de apoio para que alguns deputados votassem a favor da reeleição presidencial. Apesar da confissão dos deputados e da fartura de provas , na época o Procurador Geral da República não enviou denúncia ao STF e o escândalo nunca foi investigado devidamente; FHC seguiu solene para ser reeleito.

O mensalão mineiro, também conhecido como mensalão tucano e mais antigo do que o do PT, não teve até agora um condenado. As estranhíssimas reformas dos não menos estranhíssimos aeroportos rurais de Claudio e Montezuma, em Minas, feitas com grana pública nem comentadas mais são.

O escândalo das denúncias de corrupção na construção do metrô nessa São Paulo comandada há 20 anos pelo PSDB, um rombo aos cofres públicos que segundo a revista Isto É ultrapassou 400 milhões de reais, tampouco rende condenações.

Não vou sequer falar do helicóptero dos amigos de Aécio, os Perrela, apreendido com meia tonelada de pasta base de cocaína e esquecido depois de alguns dias. Você ainda quer saber de quem era essa cocaína? Eu também, mas provavelmente jamais saberemos porque as investigações já não andam. Por que esses escândalos não seguiram sendo apurados? A quem interessa acobertar absurdos assim?

Mas é claro que muita coisa ainda tem ser feita.

É preciso que tenhamos uma lei dos meios que acabe com o monopólio na imprensa — esse que faz com que duas ou três famílias sejam donas de quase todo o arsenal midiático brasileiro –, que se amplie o sistema de cotas, que voltemos a crescer, que a qualidade do ensino melhore, que a lei contra a homofobia seja aprovada, que se execute a reforma política e uma reforma carcerária, que olhemos de frente para o racismo e o combatamos, que os índios sejam levados a sério, que aborto seja tratado pelo que é: um caso de saúde pública, que se estabelça uma política ambiental sólida e pioneira, que se corrija ainda mais a desigualdade, que consigamos atender essas 40 milhões de pessoas que, saídas da miséria, vão exigir cada vez mais mudanças e direitos e justiça (não se tira 40 milhões de almas da pobreza impunemente).

Precisa mudar muito mais, não há como pensar diferente se somos a sétima economia do mundo vivendo com serviços e infraestrutura de país subdesenvolvido.

Mas também não há como negar quanto já foi feito.

Então, depois de matutar e ler e analisar decidi dar meu voto de confiança a quem já executou tantas mudanças e fez o Brasil andar para frente.

 

30 pensamentos sobre “Por que vou votar em Dilma

  1. Minha única pergunta é: se era impossível acabar com 500 anos de corrupção em 12, o que esse partido fez para ao menos diminui-la? A resposta é simples: nada.
    Ainda hoje, Dilma elogiou o que ela chamou de “legado de Sarney”. Minha nossa! Os maranhenses que o digam, né Milly? E, como se não fosse o bastante, ainda disse que “a Justiça inocentou o Collor”. Não é preciso muito mais porque não se acaba com a corrupção no Brasil. Nem em 12, nem em 120 anos!
    Lamentável, Milly.

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    • Milly, você mencionou um ponto fundamental: a baixa no índice de miséria no Brasil por meio do Bolsa Família. Estudos recentes apontam, como vc bem mencionou, a autonomia das mulheres em muitas regiões afastadas dos grandes centros urbanos e cosmopolitas. Mulheres que conseguiram sair da situação de submissão. O comércio aqueceu em muitas regiões do Brasil em razão do programa Bolsa Família. Entretanto as pessoas analisam o governo da Dilma por casos isolados e não buscam outros meios de comunicação que apresentam dados menos rasos do que certas revistas. Há também determinado grupo que acha que o Programa é irrelevante “só porque tirou as pessoas da miséria”. Consideram isso muito pouco. Ouvi algo do gênero do ótimo de Ney Matogrosso numa entrevista fora do Brasil. Meu voto também é para Dilma. E uma das razões é pelo Programa Bolsa Família e pelas políticas de ação afirmativa iniciadas com Lula e que Dilma deu continuidade. Abraços, Estela.

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  2. Adicionalmente: a opção não é Aecio. É Marina. Que, assim como muitos petistas de valor, deixaram o PT quando viram no que ele virou.
    #SouMarina40

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    • Hoje, um mês depois, vimos o que virou Marina. Acatando Malafaia, apoiando Aécio, sem uma opinião formada sobre o que seria a economia no seu governo e mudando de ponto de vista a toda hora. Eu, particularmente, quando Marina foi lançada candidata esse ano, e defendeu a causa, a princípio, do casamento gay, pensei, que mulher decidida, forte. Gostei. Vou votar nela. Mas logo depois retirou seu apoio à causa por influência de Malafaia. Votei na Dilma. Pensei em votar na Marina não por decepção com o PT, mas pq acho que está há tempo demais no poder, e seria bom ter ventos de mudança com uma outra candidata de esquerda, que continue defendendo o social, que é fundamental pra mim. Mas, depois dessas atitudes, Marina pra mim se mostrou uma política sem personalidade e sem firmeza. Completamente insegura. Não dá pra governar um país assim.
      Voltar e votar pro PSDB, jamais. Portando, como, falei, votei na Dilma.
      A meu ver, muitos ex petistas saíram do partido por acreditar que deveria ter sido feito uma moratória quando Lula assumiu. Eu preferi muito mais o caminho do meio, que foi fortalecer a economia e ajudar em políticas sociais. Tirar o país da miséria. Acho que o grande objetivo do Lula foi tirar o país da miséria e da fome, que assolava grande parte da nossa população por tanto tempo. Mesmo que tivesse que se unir a partidos e políticos bem duvidosos pra aprovar tantas medidas. Pois quem tem fome tem pressa. Acho que agora o PT poderia ser mais linha dura e não aceitar mais essas parcerias. Por isso votaria em Marina não fosse minha decepção descrita acima. Agora, voltar pro PSDB, jamais.

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    • O discurso da Luciana é o que mais me agrada, mas acho que a transição para essa “esquerda” mais completa precisa de tempo e, infelizmente, de outros conchavos políticos que talvez o PT esteja mais apto a fazer do que ela. Vejo a Luciana ganhando força em alguns anos. E se ela não mudar, terá meu voto certamente.

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  3. Sarney e Renan Calheiros concordam com tudo o que você escreveu.
    E porque você só critica os ”xiitas ” evangélicos? Tem medo de criticar a igreja
    católica?
    Não pode ter preconceito contra gay, negro, mas pode chamar evangélico de xiita.

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  4. Post extremamente sensato e fundamentado…sem achismos. Como você mesmo falou basta fazer uma pesquisa isenta, sem preconceitos implantados pela mídia, e você verá os avanços dos últimos anos. Também vou votar na Dilma depois de uma análise dos fatos e dos dados, e não de preconceitos e modismos…

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  5. Milly, concordo plenamente com seus argumentos. Porém, se o texto fosse meu, seu título seria “Por que vou votar em Luciana Genro”.

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    • Tem razão, João 😉 Ela terá meu voto em alguns anos. Agora ainda acho que a transição para uma esquerda mais plena precisa dessa “direita” petista. Obrigada pelo comentário.

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  6. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares que foram condenados pelos ministros do STF estão com você e concordam com tudo que você escreveu… Procura se informar mais e conhecer mais o Brasil antes de escrever bobagem na internet… Tira o bumbum da cadeira e vai ver o Brasil real e não essa conto de fadas desse partido comunista… Ou melhor muda para CUBA!

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  7. Muito, muito bom o seu texto. Mas fico me perguntando o que faz o PT ( Dilma ) merecer mais uma chance, de agora fazer o que já deveria ter feito, afinal que partido teve a oportunidade de ficar 12 anos no poder? Me recordo muito nitidamente, que já no governo de Itamar Franco com FHC como ministro da Fazenda iniciaram-se os programas para controle da inflação. Houve sim, muitas privatizações, de empresas estatais que eram verdadeiros cabides de emprego, de gente que ganhava sem trabalhar, de funcionários públicos que atendiam a população com descaso. Houve desemprego sim, mas a meu ver, melhorou a prestação de muitos serviços pela concorrência, a população deixou de ser refém de estatais falidas e sucateadas. O Neoliberalismo não funciona mais e não me refito apenas ao Brasil mas ao mundo. Como você mesma diz, a corrupção é uma chaga aberta desde sempre, só que o PT no poder fez um verdadeiro “arrastão” .
    Os mais próximos da presidência da república sempre estiveram envolvidos em escândalos, José Dirceu, Genuíno, irmão de Genuíno ( o do dinheiro na cueca ) Palocci e tantos outros. O PT é, a meu ver, como um polvo gigante que infiltra seus enormes tentáculos em pontos estratégicos. E não venha me dizer que é o único partido que pune corruptores. É preciso ver além e não apenas olhar, o PT tem planos de se estabilizar no poder e para isso não se incomoda de supostamente “punir” alguns. O fim justifica os meios. Pense nisso.
    E se o PT merece mais quatro anos, além dos doze que já teve, eu penso que outro partido também mereça a chance de fazer melhor do que já fez.

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  8. Gostaria de deixar também aqui o que postei no facebook, dirigindo-me aos meus “amigos”, ao referir-me ao texto do seu blog:

    Quem quiser tomar um banho de lucidez, literalmente como que buscar alguns raios de luz em meio a uma bruma negra de incerteza que paira com o real perigo de que um cafajeste seja eleito presidente, leia o texto acima.

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  9. O melhor texto que lí até agora neste momento político,altamente rico em informações,uma lógica exposta que fornece a leitor a condição de entender a relação produção x consumo e seus reflexos na sociedade.Valeu mesmo!!!Vamos junto por um Brasil Melhor!!! 13

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  10. Milly
    Porque você defende o sistema de cotas, pode me explicar pois eu não entendo porque isto é bom para a sociedade!
    Antônio Carlos Rodrigues

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  11. Gostaria realmente quais os feitos dessa senhora, o Brasil precisa de alguém q governe, realmente de um estadista ,Pt nunca mais!

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  12. Oi Milly, comentários excepcionais!! Eu já até tinha me decidido, mas me convenci ainda mais ao lê-los, este e o intitulado “Aos meus amigos que votarão em Aécio”. Certa vez, li no mural da igreja uma frase que até hoje não esqueço (não colocaram a autoria), mais ou menos assim: “Não me envergonho de corrigir e mudar minhas opiniões, pois não tenho medo de raciocinar e aprender”. Portanto, PSDB “D.I.S.C.O” não. E, mudando um pouquinho de assunto, outra coisa que ocorre no mundo me preocupa, é sobre o genocídio praticado pelo ISIS. Você já tem algum pensamento pronto? O que são essa gente, hiperfundamentalistas islâmicos, ou doentes fomentados pelas “Indústrias Stark”??

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  13. Falaram aqui que o FHC recriou a Petrobras, o que é uma mentira absurda, o que ele fez foi “REFUNDAR”, e até que começou bem, se não fossem as 11 pessoas que ele afundou com a P-36, Sem falar que queria vender uma das reservas de Nióbio, de 1 Trilhão de Dólares, por 600 Milhões, só não o fez, pois um General mandou as tropas, e um recado para ele. E para simplificar mais para os cérebros de Tucanos, o Bolsonaro disse que o FHC deveria ser fuzilado por traição à Pátria. Estão juntos, agora, pelo ódio de ter diminuído o números de pobres.

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  14. Votar na Dilma é continuar com o PT e continuar com o PT no governo é burrice. O partido já teve a oportunidade que tanto desejava e não correspondeu à confiança que o eleitorado depositou nele.

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