Comportamento/Vida

A histeria que me cerca

Desde que a vitória de Dilma foi oficializada tenho escutado de amigos a frase “vou embora do Brasil”. Para esses amigos “as coisas vão muito mal”, e o Brasil escolheu “premiar a corrupção elegendo Dilma”.

Com argumentos que passam por “não houve governo que não tivesse lidado com escândalos de corrupção, embora governos anteriores tenham mantido os crimes quase em sigilo ”, tento mostrar a eles o quadro mais amplo. Mas não os convenço. “O caso da Petrobrás é uma afronta”, dizem. “Passou de todos os limites, esse país está perdido, não tem mais jeito”, emendam.

Digo que o caso da Petrobrás parece mesmo ser grosseiro, mas, para mostrar que existem escândalos há muitos e muitos anos, cito o caso da privataria tucana, todo documentado no livro do repórter Amaury Ribeiro Jr., e que teria nos assaltado em uns 100 bilhões de reais. Digo, para colocar as coisas numa dimensão comparativa, que o Mensalão que tanto os enoja desviou 55 milhões.

Continuo argumentando que nunca se investigou adequadamente as gravíssimas acusações que se referem à privaria tucana, muito menos as que tratam dos supostos desvios feitos pelo cartel público-privado que ficou conhecido como Tremsalão paulista e que teria se estendido desde a administração Covas, passando pelas de Serra e Alckmin; mas nessa hora eles já perderam o interesse e apenas conseguem perguntar: “Então você concorda com a corrupção?” Evito responder o que me parece óbvio: que discordo de toda a corrupção, e que são eles que parecem dar os ombros para as que jogam suspeitas sobre o PSDB.

Argumento então que pelo menos estamos podendo investigar a corrupção hoje e, quem sabe, com isso consigamos colocar fim em um esquemão que, é bastante provável, exista há décadas e décadas. Em seguida tento mudar de assunto para a falta d’água em São Paulo, mas o tema não interessa. Não querem muito saber disso, querem mesmo é falar dos escândalos que envolvem o PT. Não sabem de Mensalão Mineiro, não sabem quem é Azeredo, não entendem da relação entre a falta d’água em São Paulo e a negligência em relação à reforma do sistema de armazenamento que envolve o governo que há 20 anos administra o estado, e aliás não poderiam estar menos interessados nessas coisas. Querem Petrobrás e Mensalão e nada mais.

Perguntam: então você concorda com o que faz o governo do PT? Tento responder que concordo com muitas coisas, e discordo de muitas outras, mas se começo com “concordo com muitas” já não sou mais levada a sério, e não tenho tempo de listar todas aquelas das quais discordo, que passam pela negligência com a política ambiental, pela a falta de um compromisso para se enxergar o aborto como caso de saúde pública e tantas e tantas outras.

Houve um tempo em que eu escutava o que me diziam e depois falava das ações afirmativas lançadas pelos governos de Lula, como as Cotas e o Bolsa Família, e tentava explicar por que foram fundamentais para o Brasil crescer. Empolgada com o que parecia ser um ligeiro interesse deles, mandava matérias e relatórios por email, sugeria textos, recomendava livros. Talvez eu tenha alcançado sucesso com um amigo, mas apenas talvez e apenas com um.

E então percebi que estava exausta. Exausta de tentar mostrar e falar e provar – e, pior, de ficar me defendendo já que muitas das abordagens rapidamente deixavam se ser amigáveis para flertarem com o ofensivo. Amigos de verdade não exigem que fiquemos nos defendendo de crenças e ideologias, pensei.

Mais exausta ainda estava de escutar: “Você virou petista?”, como se o mundo fosse essa dicotomia rasa com a qual tão bem a Igreja Católica – no caso da classe media/alta paulista – conseguiu nos infectar. E como se “ser petista” fosse um descalabro, uma desonestidade por definição.

Buscando respostas para tanta histeria e agressividade, entendi parte do choque de meus amigos: eu era um deles, pensava como eles, argumentava como eles e agora, com o novo discurso, estava mais confundindo do que explicando.

Entendo que na história das grandes revoluções não houve uma classe dominante que tenha aceitado passivamente a ascensão das classes mais baixas. E, porque já falei as mesmas besteiras que agora escuto, tento ficar repetindo o mantra de que “todos podem, um dia, ler o que li, ver o que vi e entender o que entendi”. Não para necessariamente pensar como eu, mas para sair do ramirrâmi rasteiro e pouco abrangente que analisa um crime, ou outro crime, mas é incapaz de colocar as coisas em um contexto maior e falar de sistemas econômicos e de regulação de mercados, e do impacto que tem em nossa sociedade todo o arsenal midiático ser comandado por meia dúzia de famílias, e da necessidade da reforma política, e da reforma do sistema de financiamento de campanha, de leis que protejam o meio-ambiente, do papel criminoso das corporações para o aquecimento global – e de como todas essas questões são urgentes e teriam a capacidade de mudar ainda mais a cara do nosso país. Há no mundo hoje grandes pensadores que publicam textos e livros sobre esses assuntos, e cuja leitura esclarece, faz pensar e informa.

Só que uma tristeza enorme me invade quando penso que não conheço nenhum membro dessa elite que tenha uma biblioteca em casa, e por biblioteca digo apenas duas dúzias de livros. O que quero dizer com isso é que são pessoas que não leem nada além de manchetes no noticiário, de um ou outro best seller de John Grisham, e que jamais fuçarão David Harvey, ou Richard Wolff, ou Robert Reich, ou mesmo Adam Smith, o grande defensor do sistema capitalista, e alguém que, a despeito de algumas noções equivocadas, era a favor da regulação do mercado “desde que ela beneficiasse a classe trabalhadora”, um trecho de seu discurso que foi convenientemente esquecido ao longo dos anos.

O fato de nossa classe dominante não ter a leitura como hábito é uma constatação tão triste quanto chocante e que explica muito sobre a falta de entendimento que demonstram quando o assunto é política. Sabem ver e comentar a corrupção vomitada no Jornal Nacional, mas não entendem o sistema, suas fraquezas, seus conflitos e tensões para poder pensar de forma original e colocar a corrupção – e tudo mais – em contexto. E, como tenho percebido, é muito difícil debater com pessoas cujos argumentos são tirados do Jornal Nacional e da Veja, e de mais lugar nenhum.

Essas são, em boa parte, pessoas que não entendem o ato de molhar a mão de um fiscal como crime de corrupção – ou veem crime em coisas como mandar uma graninha para ser guardada em paraísos fiscais ou sonegar. Para eles são coisas absolutamente distintas do político safado que rouba, e com isso se separam moralmente do criminoso político – nós de um lado, os corruptos, esses vermes, do outro.

A verdade é que nenhum deles viu os documentários que recomendei, ou leu os livros que sugeri, ou os textos que enviei. Não leram porque não têm o hábito e porque talvez não queiram entender que as respostas não estão no Mercado ou em outras verdades absolutas com as quais cresceram, e sim na distribuição de renda, numa sociedade menos desigual e em pouca coisa além disso.

Quando perguntam, quase ofendidos, por que mudei de ideia, minha vontade é dizer que eu estudei o assunto, que li relatórios do Bolsa Família e do Mais Médicos, que fiz cursos de economia e filosofia, que fui à fonte e aos maiores pensadores de economia, mas soaria arrogante, embora seja verdadeiro, e por isso não falo. E por diversas vezes quase dei a única resposta que gostariam de ouvir: “Estou sendo paga pelo PT para falar tudo isso”. Tristeza maior está na certeza de que alguns de fato acreditariam.

Mas nem mesmo a falta de interesse intelectual é tão grave quanto a constatação que vem ao observar a reação de histerismo diante da vitória de Dilma: o abismo entre as classes. Nossa classe dominante está infectada de separatismo, tão imperialmente infectada que não vê classismo em frases como “sempre fui generoso com os mais pobres”, ou “pago até a universidade do filho de um empregado”. Para eles esse tipo de ação demonstra como são pessoas boas, e não como se consideram melhores, mais capazes e distintos.

Dar um aumento ao funcionário para que ele mesmo pague a faculdade do filho não é ideia legal, me dizem, porque o funcionário talvez fosse fazer outra coisa com o dinheiro e nós sabemos que isso seria ruim para o funcionário e para seu filho. Sendo assim, eu que sei mais das coisas, decido o que fazer com o dinheiro extra que generosamente dou a ele e à família dele – dinheiro que aliás é frio e precisa ser esquentado, o que vem a calhar. Não veem o discurso preconceituoso desse tipo de atitude, e muito menos o atrelamento de “favor” que o ato implica já que aquele funcionário para sempre se sentirá em dívida.

Meus amigos também não leram o email no qual eu explicava que quase dois milhões de famílias já abriram mão do Bolsa Família por “não precisarem mais dele”. É uma atitude com a qual não estão preparados para lidar – até porque em nossa classe social feita de chiques e finos, o equivalente seria a filha do militar, ou a filha do juiz que, depois de conseguir um bom emprego e mesmo sem se casar, abrisse mão da pensão que o contribuinte – você e eu – dá a ela.

O dinheiro vem do mesmo lugar que vem o do Bolsa Família, mas com esse benefício aí ninguém nunca se preocupou. Não se tem notícia de um caso como o da filha do juiz que tenha aberto mão do benefício alegando “já não preciso mais dele” como fizeram esses quase dois milhões de heróis que recebiam o Bolsa Família – embora ninguém possa afirmar que não exista um caso assim. É como a mula sem cabeça: nunca foi vista, mas quem sabe esteja por aí?

Talvez precisemos de mais do que uma geração para que as classes dominantes relaxem e entendam que a ascenção social dos menos privilegiados é boa para o Brasil, para a economia e para todos nós enquanto seres humanos. Para que percebam que não existe um golpe comunista em andamento, que não haverá venezuelização – embora muitas das coisas feitas por Hugo Chavez sejam lindas e devessem ser celebradas, mas sobre elas não se sabe porque tudo o que a imprensa divulga são fotos de uma suposta fila para comprar papel-higiênico em Caracas – e que nada faz mais mal a todos nós do que o preconceito.

E, infelizmente, precisaremos de mais de uma geração para que entendamos que não há distinção entre seres humanos, que somos uma mesma raça, a raça humana. Há, claro, os que ganham mais, os que ganham menos; os que tem propriedades, os que não têm, os que têm muito poder, os que têm pouco ou nenhum poder, os que dão ordens, os que recebem ordens, os que têm a pele mais clara e os que têm a pele mais escura – mas a raça é uma só.

O que precisa mudar são as equivocadas noções de que essas seperações dizem que alguns são melhores do que os outros, e que a prova de que sou boa pessoa e não sou preconceituosa é o fato de eu ser capaz de ser “generoso” com os “mais simples”.

Precisamos lembrar que houve donos de escravos que eram bons e generosos com seus escravos, que criticavam os senhores que tratavam mal seus escravos, e não os vestiam decentemente, muito menos os alimentavam decentemente. Andavam por aí exigindo que se tratasse de forma digna o escravo, julgando-se pessoas boníssimas e generosíssimas porque estavam, afinal, pedindo que se tratasse o escravo com dignidade — mas eram ao mesmo tempo incapazes de perceber que a verdadeira crueldade estava no sistema que eles teimavam em manter e não exatamente na forma como o escravo era tratado.

Hoje entendo que alguns desses meus amigos são pessoas tão profundamente adoentadas de preconceito que sequer percebem como ele predomina nas justificativas que dão e nas coisas que dizem. E a grande crueldade do preconceito é que ele é uma doença que infecta um mas mata outro.

Agora quando me dizem “vou embora do Brasil” não argumento mais nada e respondo que acho uma ótima ideia. Ver o Brasil de longe, escutar o que dizem do Brasil lá fora, respirar novos ares, ser ‘latino’ em terras gringas. Realmente não vejo mal nisso se a pessoa tem condições de se sustentar. Eu mesma estou passando um tempo fora do Brasil e a experiência é sempre boa.

Mas quando me dizem isso recomendo que não abram mão da cidadania brasileira porque talvez, se continuarmos a diminuir a desigualdade com ações afirmativas e investimentos sociais, e a investir em educação, os filhos desses meus amigos tenham um país do qual se orgulhar – e para onde quererão voltar.

 

 

 

 

 

 

86 pensamentos sobre “A histeria que me cerca

  1. Pior ainda é quando seus amigos eram de esquerda, sempre leram muito, estudaram, viajaram, têm bem mais de vinte livros em casa, e de repente se tornam conservadores e ficam repetindo os argumentos rasos do JN. Aí eu deprimo.

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      • Esse seu texto caiu como uma luva. Estava exatamente tentando “me explicar” à um grande amigo sobre o porquê de eu ser ‘Dilma’, ele ‘escolheu’ Aécio. Ambos moramos no exterior. Como se devesse me sentir culpada pela conivência com a corrupção do governo do PT, pela minha escolha. Como se não soubesse também de outros escândalos acima de escândalos no Brasil, muito antes do governo PT como vc bem citou. Sorte que nesse meio tempo, acabei aqui (duas amigas compartilharam seu texto no FB). Antes de me deprimir como a comentarista acima. Cansei dessa luta, e o que quero é unificar, quero paz, eu posso morar no exterior, mas tenho família no Brasil, quero o melhor para todos os brasileiros, e principalmente os mais necessitados, gente trabalhadora e digna e também medidas mais viáveis para combater o mal de certas políticas contra o meio ambiente, que é pauta urgente. Obrigada.

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    • Sou brasileiro,mineiro nordestino do Vale Do Jequitinhonha,Almenara.Condecorado Pioneiro fundador de Brasilia. ,uma das regiões mais ricas do Brasil e do mundo, .fazemos parte parte da primeira capitania hereditária,Porto Seguro 5014 anos de historia,região mais antiga do pais.Hoje chamados,Vale da miséria,comparados a Biafra pela ausência total do estado.É muito fácil ficar no conforto das grandes cidades,discutindo politica governamental .Conhecemos por aqui a presença dos projetos sociais implantado pela DILMA,por isto 75% da população do Vale votou nela.DEUS PROTEJA O POVO BRASILEIRO.Agradecidos,SR milly por esta matéria fantástica,nesta hora tão confusa ao entendimento da nação.

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    • “E, como tenho percebido, é muito difícil debater com pessoas cujos argumentos são tirados do Jornal Nacional e da Veja, e de mais lugar nenhum.” Olá Milly! isso que diz aí é a mais pura verdade e só o destaquei pra dizer que seu texto me serviu como um bálsamo na medida em que me vi retratado nele devido o que suportei no final da campanha, de tal modo que ainda estou me refazendo do baque emocional que tive com a linguagem truculenta dos retornos que recebi de pessoas que as tinha como equilibradas. Taxaram-me de sem noção, imbecil e atrevido etc por encaminhar-lhes algo para refletirem e, caso quisessem que se manifestassem em nossa comunidade Evangélicos com Dilma, mas o que devolviam era quase um mantra, ie, o PT e tudo relacionado com ele era uma fraude e como tal devia ser destruído e ponto. Assustou-me também o tanto de pessoas que falavam ter recebido o mesmo tipo de agressão, donde conclui que os autores deviam ter sido abduzidos e inoculados de um modo de reação idêntico.

      Doravante uma questão que se põe é: que valores as pessoas vão adotar para fazerem suas escolhas políticas? O que levou de repente toda essa gente beneficiada pelas políticas do PT a execrá-lo num efeito manada a favor de um engodo total que é o PSDB? Qual a explicação e/ou culpa factível do próprio PT em tudo isso?!

      Atte
      Aldo Cardoso

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    • Ola, moro na suiça ha 20 anos, recebi de uma amiga ha algum tempo um texto seu, “aos meus amigos…”, é uma aula de mundo e brasil… digno de ser emoldurado e colocado em cada parede pelo brasil… Acabo de ler este aqui de cima, perfeito… Parabéns, vc escreve bem e com uma clareza de ideias espantosa e tem uma sutilidade refinada…abs

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  2. Como me faz bem o teu texto. Estou desde segunda-feira tão assombrado pelas reações, que acabei perdendo a palavra. Comecei a pensar de novo. Obrigado. Vou compartilhar.

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    • Eu que agradeço. Estou assustada com as reações de histeria e não sei bem o que fazer para ajudar, então sentei e escrevi. Obrigada por compartilhar.

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  3. Milly, obrigado pelo texto.

    Eu fiz um caminho inverso do seu. Nasci metalúrgico (faz tempo, já to no 4.7) trabalhando no meio de uma fábrica e vendo um senhor barbudo em cima de um caminhão pregando um montão de coisas, especialmente a dignidade na politica e com que é público, o que efetivamente parecia fazer sentido.
    Votei no PT pra tudo, de 89 a 2002 e por isto me dou o direito de olhar para o cenário atual com o bônus e o ônus da imparcialidade. Parei de votar na nossa “esquerda” no momento em que Sarneys, Malufs e Collors se abraçaram em torno do mesmo barbudo (agora já um senhor…). Simples assim. Mas esse é o MEU motivo, que faz sentido para MIM, e não me preocupo em defende-lo. Acho que talvez você também tenha chegado no ponto de perceber que a(s) sua(s) convicção(ões), nesse momento, deve(m) ser só sua(s), por mais que lhe doa ver seus amigos cegos para qualquer discussão. Na hora em que se passa a discutir “Petralhas” x “Coxinhas” não existe espaço para racionalidade. O tempo agora é de observar, acompanhar e aguardar (acho que a idade nos faz mais pacientes para algumas situações né…rsrsrsrs).

    Queria só fazer uma ressalva aqui quanto ao que você postou no twetter (e eu entendo que são espaços diferentes heim..) algo como “quero ver a playboyzada tirando passaporte pra ir pro nordeste”. Putz… não faça isso… é tão pouca gente que pode escrever um texto tão articulado quanto esse seu ai de cima que não vale a pena um comentário como o do tweeter, seja em que espaço for…

    Um beijo !

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    • Muito bacana seu comentário. Obrigada, Marco; pela mensagem e pelo toque. Você talvez tenha razão em relação à tuitada a que se refere. Às vezes consigo fazer um controle de qualidade nas coisas que posto no twitter, mas outras vezes algumas babaquices passam 😉 Vou ficar mais atenta. Beijo.

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  4. Caríssima Milly

    Sou de um bairro distante da extrema z.s de Sampa. Comecei minha adolescência frequentando grupos de jovens das comunidades de base da Igreja Católica, na época em que o PT estava muito próximo das massas, despertando nas pessoas o interesse pela luta, pelas mudanças, pelos seus direitos, pela igualdade e, enquanto isso, não se tinha noticias, nesses lugares, da verdadeira ” esquerda caviar ” (FHC, Serra e Cia), que nem da nossa existência sabiam. Logo, escuto esse chilique da classe média, desde moleque, quando comecei a trabalhar na “ cidade grande “ , no meio de pessoas muito educadas, (Que futuramente perderiam a educação, xingando a Presidente da Republica na Copa para o mundo inteiro ver, xingando amigos de longa data por não serem inteligentes iguais a eles, por não eleger o mesmo candidato “ capaz “), numa época que ficava só no chilique mesmo, pois demoraria muito para que os companheiros chegassem ao poder, mas a diferença de classes já era sentida na pele. Passam os anos, os companheiros chegam ao poder, acertam, erram, mas os acertos trazem mais resultados positivos para aquela massa das comunidades de base e tantos outros esquecidos, do os erros trouxeram negativos, e me deparo com o mesmo dilema de 30 anos atrás…..o chilique da classe média, que agora vem turbinado com o acréscimo da classe média emergente e estou eu, com 41 anos, exausto, de saco cheio, com a conta do Face excluída (não aguentava mais tomar Dramim para segurar o vomito), decidido a não mais discutir o que não se quer discutir, por parte dos médios de berço e dos médios emergentes, e também daqueles que ainda não subiram o degrau, mas já se valem do discurso dos ” bem sucedidos por mérito próprio que não toleram vagabundos que ganham para não fazer nada mamando nas tetas do governo ” (ufa….perdi a respiração) Já que não adianta explicar que apesar de ser simpatizante do PT, sou mais de esquerda do necessariamente PeTista, e usar todos os argumentos usados por você e por tantos outros, decidi me calar ou tirar um sarro, afinal de contas, daqui 04 anos, é Lula lá, e eles vão ter que aguentar, pois não vão cultivar, muito menos cativar, um líder de expressão, que atenda as demandas da maioria, que por mais que recebam “ esmolas “ do governo “ populista “, vão continuar a ser pobres, porem, com o mínimo de dignidade, afinal de contas, rico mesmo, só uma pequena parcela da humanidade vai ficar, mas isso não quer dizer que o restante tenha que passar fome.
    Finalizando esse desabafo, gostaria de sugerir aos que querem as muralhas do centro-oeste, nos separando dos nossos irmão norte/nordestinos, que amanhã, bem cedo, antes de começarem as suas atividades na cidade que carrega o pais nas costas, dispensem a babá nordestina que cuida dos seus filhos, o porteiro que zelosamente entrega com carinho as suas correspondências, o balconista da padaria que você trata com intimidade (apenas para corrompe-lo para que o mesmo “capriche” no seu pingado), o frentista do posto, o pedreiro, o médico que trata do seu filho, seu maior patrimônio (sim, eles tratam a família como patrimônio, não como família), do segurança do prédio luxuoso em que você trabalha na Paulista para sustentar vagabundos no Nordeste, o moleque franzino, ladrão que vai te assaltar no semáforo com o 38 na sua cara (esse é mais difícil, pois ele não esta na internet, onde só tem corajoso, mas esta na sua frente, ao vivo e a cores,vai encarar machão?), entre tantos outros, e diga que o lugar deles é do outro lado do muro.

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  5. Texto genial!
    Parece a minha história quando fala da memória seletiva para definir o que é corrupção, as ofensas, o: então você é comunista?
    Não vêem que furar fila também é corrupção, assim como sonegar e dizer no banco: “Vocês só vão me dar essa mixaria de cartão de crédito?
    -Mas é condizente com sua renda.
    -Eu ganho bem mais que isso, só não declaro. Vou mudar de banco, seus burocráticos!”
    Dizem na maior cara de pau, achando que é bonito.
    E não importa se os eletrônicos baratos são feitos com mão de obra escrava estrangeira. Mas a Dilma é corrupta, comunista, assassina.
    Sobre as pensões, as mulheres têm filhos, união estável mas nunca se casam no papel, para não perderem a boquinha de 3, 4, 7 mil do exército.
    Mas o Bolsa Família é um disparate!

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  6. Milly,
    Essa eleição foi muito atípica, muito exacerbadamente disputada, não os votos, mas, sim o “ideais”, aquilo que se toma como verdade absoluta e imutável, fazendo com que ficássemos assim…como você, que sequer conseguia explicar os pontos de discordâncias do governo do PT.
    Mas, o que realmente mais me chamou atenção, foi a desumanização. A disputa, dos eleitores, ficou acima de qualquer condição humana, e que viesse a vencer aquele que melhor entrasse no ringue.
    A sensação de ter saído dessa eleição sem ter conseguido ter um diálogo, explicativo e elucidativo, com um amigo, é realmente frustante. Eu também defendo o Bolsa Família, o Minha casa minha vida, dentre outros programas sociais, porque, também os estudei. Sou advogada, mas, fiz um curso de extensão em ciências políticas. Estudei livros, dados, estatísticas, e acima de tudo fiz pesquisa de campo. E, eu posso te dizer, como toda a certeza, é na pesquisa de campo que entendemos o quão necessário, importante e eficaz são essas medidas sociais.
    Talvez porque nela, nós possamos misturar aquilo que a maioria dos eleitores não o fazem, aqueles que não querem substancialmente se envolver, que é a política com o olhar humano. O dia que alcançarmos isso, certamente aqueles que pegaram os seus passaportes e daqui saíram, voltarão. O problema é que não saíram, Milly, e assim como algumas promessas dos governantes elitistas, seus eleitores também não as cumprem.
    MUITO OBRIGADA por seu texto. Você é sempre muito coerente! Tens em mim uma grande fã. Gostaria de te pedir autorização para usa-lo em uma mesa redonda que teremos na Faculdade de Ciências Políticas da UFBA, ficaria muito honrada em expô-lo. Grande beijo, Evelyne.

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    • Quem agradece sou eu. Pelo comentário que esclarece e ajuda a debater, e pelo elogio. Estou muito assustada com a reação de pessoas ao meu redor, nunca tinha visto nada parecido: uma mistura de histeria e paranoia e falta de informação. Pode usar o texto, claro. Use como quiser. A honra é minha. Beijo.

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  7. Essa histeria também me assusta. Pior, as pessoas que a cometem deveriam estar em outro patamar de informação, uma vez que, possuem fácil acesso à mesma. A ignorância foi instalada conscientemente. Mas, vamos em frente, que nunca foi fácil, não é mesmo? Obrigada pela permissão, o colocarei numa pauta de discussão sobre o atual panorama político do Brasil, com a sua autoria devidamente citada. Após, eu e os alunos voltaremos aqui para tecer mais alguns comentários. Beijo

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  8. Cheguei a seu texto pelo twitter. Alegrei-me ao ler a articulação de palavras e idéias lançando luz sobre o momento que vivemos. Agradeço-lhe pelo bem que me fez ler seu texto.

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  9. Texto incrível. Compartilho desse mesmo susto, Milly. Gostaria de ter paciência pra pelo menos tentar argumentar com essas pessoas. E o pior é que elas ficam indignadas quando digo que votei na Dilma: acabei de ler “É só olhar a sua volta e ver QUEM vota nela. Preciso dizer mais nada.”

    Enfim, lembrei de duas frases:

    “Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros.” (Orwell)

    “Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitissem às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de forma crítica.” (Paulo Freire)

    Vc é uma inspiração pra mim. Já abriu minha cabeça pra muitas coisas e gostaria, se vc puder, de ter uma indicação sua de livros, pra compreender melhor sobre socialismo, capitalismo etc., esses assuntos do seu texto. Vc poderia fazer essa gentileza? Livros pra quem está começando a entrar no assunto, de preferência.

    Agradeço pelo texto, por abrir minha mente, por escrever, e pelas possíveis indicações. Um abraço!

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  10. Perto da maior favela de São Paulo ( Heliópolis), região que vota em peso no PT, Serra levou a ETEC ( que a desinformada Dilma insiste em dizer que é uma coisa experimental). Na gestão Serra não faltava remédio na Ubs(você sabe o que é isso?).
    Na gestão Haddad falta.
    Pergunto a senhora: o que esse governo fez pelas famílias de 4 pessoas(pai, mãe e dois filhos) que ganham em média 1000 reais?
    São pessoas como essas que votaram em Aécio no estado de São Paulo. São pessoas que não são pobres o suficiente para receber o Prouni, que não invadem prédios, não ocupam a Usp para fumar maconha.
    Não foram só os ricos de Sp que votaram em Aécio, afinal você não diz que rico é só 1 %? O PT nada fez pela classe média e pela classe média baixa de São Paulo.
    Escrevo com orgulho que com o meu voto coloquei Serra no senado e Mara Gabrilli na câmara.
    E com orgulho votarei 45 em 2018.
    Não voto com a barriga, não voto bovinamente.

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  11. Oi, Milly!
    Maravilhoso seu texto (como todos os outros que já li)!
    Acabei de lê-lo para minha mulher e, ambos vibramos com suas palavras, cheias de lucidez, veracidade e, principalmente, sensibilidade.
    Estou comentando sobre seu blog com vári@s amig@s e enviando o link para el@s.
    Vou compartilhar seu texto no face.
    Passo diariamente por aqui e espero continuar desfrutando de seus textos.
    Muito obrigado e um grande abraço.

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  12. Tenho lido seu blog, Milly. Vejo em você uma articuladora muito lúcida e equilibrada no seu posicionamento. Apesar de as eleições como tal, campanha, votação, resultados, etc já serem passado, continuo com esse mesmo sentimento que você. Vejo amigos que, em outras situações, sempre demonstram um certo equilibrio nas atitudes e nas avaliações do cotidiano da vida, terem um discurso e um comportamento totalmente embotados. Repetem, indefinitivamente, o que ouvem de fontes sabiamente não-confiáveis e o fazem com tal argumentação e tal convicção que acabam por convencer outros mais desavisados que também têm as mesmas fontes como as únicas verdades. Sem consistência alguma. Só disse-me-disse, factóides e invenções para assustar, espalhar o medo e o caos. Para essas fontes, quanto mais o circo em fogo melhor. Essas pessoas deviam ler, pois capacidade têm, entre outros, “Ensaio sobre a cegueira”, de Saramago. Talvez, depois, consigam ir adiante em leituras mais sérias e possam fundamentar melhor suas posições. Não importa a escolha. Mas que ela seja bem fundamentada para que seja passível de debate real de ideias, não apenas de gritos planfetários. Parabéns!

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  13. Realmente, de uma “clareza solar”, querida Helia. Obrigado pela indicação da leitura. Parabéns Milly, muito perspicaz sua análise. Compartilhando!

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  14. Bom artigo, e eu me identifico.
    Nas eleições de 2010, uma amiga de infância e eu brigamos porque discutíamos sobre o reacionarismo dela.

    Não nos falamos até hoje.

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  15. Mulher, seus textos são fodasticos !!!! Não tenho palavra mais contundente para expressar o quanto eu gosto do que você pensa e escreve !!! Orgulho me da sua existência!

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  16. Você só deve publicar comentário chapa branca ou os que começam com “Milly, eu te adoro”, mas vou escrever mesmo assim porque sei que ao menos você vai ler, e é só você que me interessa que leia.

    Ser petista é compactuar com um partido signatário do Foro de São Paulo, uma organização estrangeira que tem entre seus membros as FARCs. Inclusive você parece que não tem a menor ideia do que seja o Foro de São Paulo ou simplesmente nunca toca no assunto. Por quê? Um partido brasileiro é proibido por lei de ter ligação estratégica ou de comando com uma organização estrangeira. Logo, o PT é um partido ilegal. E falar que não haverá venezuelização é uma verdadeira piada. Você que gosta tanto de ler, leia Antonio Gramsci. Ele mostra e explica que o socialismo tem que ser implementado de maneira lenta, gradual e imperceptível, ao ponto que a população vai se tornando comunista sem sequer perceber. Pela maneira que você fala, o Brasil só vai virar uma Venezuela a hora que a Dilma der um pronunciamento no JN dizendo “Pessoal, agora informo que realmente viramos um pais comunista”.

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    • Flavio,
      Puxa vida, quanta sabedoria. Agradecemos por nos iluminar com estes conceitos, estamos perdidos na escuridão.
      Esses socialistas safadinhos, vão agindo então na surdina, pouco a pouco, ainda bem que tem gente boa para nos alertar.

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  17. Ei, Milly!
    Sabe quando você lê um texto e pensa: – Poxa, aqui está escrito tudo o que eu gostaria de dizer, mas não tenho a capacidade?! Pois foi assim que me senti ao ler seu texto. Muito obrigada por compartilhar tanta sobriedade. Mas fiquei bem curiosa para ler os livros e ver os filmes que você recomendou a esses seus amigos. Você poderia compartilhá-los conosco também, por favor?
    Muito obrigada,
    Abraço!

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  18. Pingback: A histeria que me cerca | plmach

  19. Oi Milli… Vc começa explicado sobre sua dificuldade em debater com parte de seus seguidores e amigos, não sou seu seguidor, minha filha replicou seu texto acima e me senti a vontade em contra-argumentar. (Meu português não é lá essas coisas espero que entenda)

    1 – Vc contra argumenta os problemas desse governo, sem nega-los, com problemas de igual teor nos governos do PSDB…
    2 – Vc se vê numa condição melhor para analizar o quadro em que estamos após ter estudado e amadurecido. Ficar discutindo sobre um ou outro crime não ajuda a ter uma visão ampla sobre o mercado e sistemas económicos.
    3 – Vc desqualifica os argumentos dos “sem biblioteca, na sua opinião são pessoas que limitam o debate com informações da Veja e do Jornal Nacional. Sem o habito da leitura, nossa classe dominante sofre com a falta de entendimento qdo o assunto é política, seu pensamento.
    4 – Vc afirma que boa parte da classe dominante não pensa 2 vezes antes de molhar a mão do fiscal, sonegar etc…
    5 – Vc diz que seus amigos “os histéricos” não leram suas recomendações sobre livros ou textos enviados por vc, pior não leram porque não gostam de ler ou não querem entender que as respostas estão na distribuição de renda.

    Gostaria de fazer-lhe umas perguntas claras e diretas relacionadas ao pontos acima.
    1 – vc acredita mesmo que quem está contra o PT está a favor do PSDB?
    2 – vc acredita que os fins justificam os meios?
    3 – Vc acredita que o ex presidente Lula e a presidente Dilma já leram pelo menos 12 livros?
    4 – Vc acredita que os bons exemplos devem vir de cima? Explico: O ato de educar deve vir do pai para o filho, do dirigente para o subordinado, do policial militar para o civil?
    5 – vc acredita que distribuição de renda é doação? Um cidadão deixe de constar no índice de desemprego porque recebe o bolsa família, por exemplo?

    Na real vc não precisa responder as perguntas, as respostas estão no seu texto e eu sou mais um a não concordo com vc, ja que não concordo nem com suas explicações do porque está cansada de debater com “os histéricos”.

    Deixo um ultimo tema que faltou no seu texto, se possível, por favor, comente.

    Qual sua opinião ao ver o Brasil discursar na ONU sobre força excessiva de Israel sobre o Hamas….. ou de flertar com Ahmadinejad…. ou permitir que Raul Castro despache ou se reuna com Nicolas Maduro na residência oficial do governo na Granja do Torto….. ou assistir a presidente Dilma criticando os ataques americanos aos terrorista do EI (Estado Islâmico)

    Eu tenho muito mais a falar porque não gostei do resultado da eleição, mas assim como vc estou cansando. Feliz daquele que ainda estiver empregado, espero que a empresa já tenha feito os ajustes para essa crise. A classe empresarial também não lê os livros que vc recomenda, eles leem a Veja, ISTOÉ, Exame, The Economist, Valor Econômico e assistem o Jornal Nacional.

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    • Oi, Jair. Obrigada pelo comentário. Vou tentar responder a essas suas questões em um futuro texto. Desculpe não fazer isso agora, mas me falta tempo. Tenho dezenas de críticas à administração Dilma, mas nenhuma delas passa por essas questões de seu penúltimo parágrafo. Acho que em todas essas questões o posicionamento do governo foi louvável. Conhecemos pouco sobre esses assuntos e tendemos a apoiar o mais forte e aquele que tem mais mimos da mídia – EUA e Israel nesse caso. Mas voltarei para falar de tudo isso. Abraço.

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  20. Parabéns MILLY ! Tenho 62 anos e vivi a ditadura em SP e posso dizer, você esta indignada com toda razão, nós brasileiros só vamos entender essa podridão quando criarmos o hábito de leituras sérias, que retratem a realidade que estamos vivendo.

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  21. Nota-se que a pessoa em questão NÃO entende a diferença entre a corrupção patrimonialista e a sistemática-partidária. E não entende que o segundo tipo é muito pior, porque ameaça a democracia.

    • Roubar pra que um POLÍTICO fique rico é uma coisa. Roubar para que um PARTIDO fique rico e se mantenha no poder é outra coisa MUITO mais grave.

    Todos os políticos, incluindo do PSDB, roubam. Mas a corrupção do PT, não apenas onera os cofres públicos e enriquece seus asseclas mas… VAI ALÉM DISSO. Ela ameaça a democracia, porque ela é articulada-sistemática-unificada. Hipereficiente e programática.

    É PROGRAMÁTICA: Visa um programa de poder partidário e o financiamento de sua máquina.

    É como comprarar a criminalidade comum (um roubo, um assalto desconexo aqui e ali) com o crime organizado (PCC, Máfia russa, Italiana, etc.)

    É outro nível.

    Infelizmente, tem gente que simplesmente SE RECUSA a admitir que existe essa “simples” diferença.

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    • Deixa eu ver se entendi a lógica: roubar para comprar a quinta fazenda é ok. Roubar para engordar os cofres do partido – not ok. Putz… Miguel, eu, essa tola, acho que roubar nunca é ok, olha só. E se partidos e pessoas roubam por isso ou por aquilo trata-se de roubo e de desvio da nossa graninha. Se esse seu discurso fosse verdadeiro por que o PT teria suado tanto nessa última eleição? Se fosse verdadeiro, como a mais alta corte teria mandando em cana a cúpula nobre do partido? E se o digníssimo PSDB, por exemplo, não se mete em “engorda caixa”, o que dizer do Mensalão Mineiro? Desculpe, Miguel, mas não é isso não. Tem de tudo em todos os partidos e rouba-se pelos mais variados motivos, o que é uma lástima e precisamos fazer com que termine sempre em investigação mais punição. Mas a verdade é que programas sociais como esses que estão aí e mudaram o Brasil só o PT fez.

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      • Não meu anjo… você entendeu : ) Só está querendo fazer confusão para confundir seus leitores ; )

        Corrupção patrimonialista não é “ok” e eu não disse isso em NENHUM LUGAR do texto.

        É PÉSSIMA.

        Mas a corrupção programática é PIOR.

        “PIOR”.

        Você conhece o significado da palavra PIOR? : )

        PIOR é quando algo que JÁ É RUIM (logo, não é “ok”) fica… como direi? PIOR! : )

        Simples.

        É só ter boa vontade pra interpretar texto ; )

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  22. Mas taí um bom exemplo da corrupção partidária ante a corrupção patrimonialista:

    O dinheiro que o PT desvia da Petrobras, POR EXEMPLO, serve para alimentar a máquina do marketing que faz com que gente como você insista em dizer que os “programas sociais” foram os responsáveis pela redução da desigualdade… …

    … … Ignorando totalmente o contexto econômico que viabilizou a redução da desigualdade. (estabilidade econômica vinda do plano real e queda dos juros americanos, o que hipercapitalizou os mercados emergentes com facilidade de crédito internacional na era Lula e ajudou a viabilizar economicamente os tais “programas sociais”)

    Não existe “política social” se ela não puder ter fontes de financiamento.

    Não é uma merda questão de “ser bonzinho” ou de “vontade política”, mas sim de contexto econômico.

    A melhor “política social” possível é ter um ambiente econômico estável e desenvolvido: isso permite tudo… … ATÉ CRIAR POLÍTICA SOCIAL : ) ; )

    Agora, quem ainda insiste em acreditar no marketing partidário (financiado com dinheiro de corrupção, diga-se de passagem)… …. só serve de exemplo e de estímulo para que o partidão continue a sua pilhagem – afinal, o marketing está funcionando!

    Sem mais.

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    • Não sei se entendi direito, mas talvez o senhor esteja me acusando de receber dinheiro do PT, além de ter decretado que a corrupção na Petrobrás, que ainda está sendo investigada, é organizada pelo PT. Vejamos se meu advogado pode ajudar nessa.

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      • Não. Não estou acusando ninguém de nada ; )

        Acho que você não está entendendo direito : )

        Alias, estou sorrindo aqui. Acho que a senhora não entende direito muita coisa ; )

        Boa sorte.

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      • Ah, claro, porque coloca o simbolozinho que indica carinha sorrindo então não está me acusando de nada 🙂
        Veremos pois. Não sou mais eu que direi isso. Passei para frente 🙂

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  23. Eu não ia comentar mais, mas não pude deixar essa passar ; )

    Citar o “mensalão tucano” é brincadeira : )

    O tal do “mensalão tucano” foi um projeto REGIONAL (em Minas Gerais) e PONTUAL (financiamento da campanha para governador em 1998).

    Não quero dizer que o mensalão mineiro é “ok” (como você vai já já querer fazer parecer). É errado… mas é, em essência, MUITO diferente…

    É regional, é pontual, é incidental, é errático. É OCASIONAL.

    Totalmente diferente do que o PT faz: uma mega-estrutura FEDERAL articulada que trata o financiamento corrupto das campanhas e da publicidade como um elemento INTRÍNSECO e PROGRAMÁTICO.

    Quem não entende essa diferença… enfim… : )

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  24. Só pedindo a Deus para iluminar a mente ! Tantas palavras bonitas e voltas e mais voltas só para dizer que só o PSDB pode roubar ? Era só entrar no blog e dizer que era anti-petista até morrer…até eu que sou loira entendi tuuuuuuudo !

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  25. Achei interessante este artigo, mas também interessante o entendimento de uns internautas que contradizem com os argumentos da autora.Não posso discursar e nem opinar, pois sinto-me leiga no assunto. Estou compartilhando para uma reflexão.

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  26. Oi Milly…estou pensando, como 3.000 das 51.041.155 de pessoas que votaram em Aécio Neves, podem agora querer o impeachment de Dilma, tomada de poder, ou o golpe militar, e querem de qualquer maneira se sobrepor as 54.501.118 de pessoas que elegeram a Dilma como Presidente ? Isso é legal ? Onde fica o direito de quem as elegeu ? Qual o parecer jurídico a respeito (você tem conhecimento?)? Eu também exijo os meus direitos! Eu e a MAIORIA que reelegeu Dilma Roussef ! MAIORIA MAIORIA MAIORIA MAIORIA…qual a parte do MAIORIA não foi entendida ? Se o Aécio Neves tivesse ganhado as eleições, eu poderia reclamar de fraude nas urnas ? Ora façam me o favor ! Se não gostam da Presidenta, se não a respeitam…respeitem ao menos a MAIORIA ! Cansada de Pessoas Nefastas !

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  27. Prezada, um belo texto que destoou na citacão da Igreja Católica. Tenho meu embasamento de fé alí e nunca fui ou serei algo próximo do que citaste. Mesmo assim, parabéns.

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  28. Bom, diferente daqueles que tiveram a oportunidade de receber as suas sugestões e não se interessaram, eu ficaria muito agradecido se vc me enviasse todos esses textos, matérias, filmes e livros.

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  29. Milly querida, se me permite a intimidade, è que é impossível ler no seu texto o que parece ter saído da minha mente, sem me sentir próxima. Claro que me faltam sua capacidade e talento para colocar em palavras esse sentimento de indignação que tomou conta de nós que presenciamos uma das disputas eleitorais mais acirradas dos últimos tempos, que perdemos amigos, que tivemos discussões quase violentas em casa e no trabalho, que fomos apontados e acusados de “comunistas” e “petistas”.
    Até o ebola foi desejado, por aquele energúmeno atorzinho, a quem tivesse a ousadia, isso mesmo ousadia de discordar da receita de bolo que vem sempre pronta, e basta olhar o confeiteiro pra entender os motivos.
    Daí passa as eleições, nossa luta, sim foi uma luta, passar madrugadas inteiras na internet tentando fazer o mínimo de contrapeso ao massacre da mídia, chamar as pessoas ao mínimo de razão e desconfiometro.
    Exatas 48horas antes da tentativa da bala de prata da Veja, já estávamos espalhando o link para : http://desesperodaveja.tumblr.com/ não como deboche mas numa tentativa de fazer as pessoas pensarem, desconfiarem de algo que de tão repetido, passou a ser ridículo.
    Enfim, no dia 26, ainda tivemos que esperar os ajustes de fuso e horário de verão…pra finalmente as 20h32min sabermos que tudo valeu a pena.
    Enfim, quando a democracia mostra seu resultado, e nós brasileiros, historicamente amantes fervorosos da democracia por todos os motivos que já foram discutidos até a exaustão, pessoas começam a postar em seus perfis fotos de LUTO?????
    È isso mesmo? Tem gente que se acha no direito de estar de LUTO pelo Brasil? Inacreditável, ridículo se não fosse trágico, ver pessoas que tenho absoluta certeza nunca perderam um único fio de cabelo para usufruir desse espetáculo popular e igualitário que são as eleições, se declarando defensoras de Intervenção Militar?
    Ver pessoas que nem usavam cueiros ainda quando tantos foram arrancados de suas casas, de suas famílias para serem torturados e assassinados das formais mais brutais que desafiam até mesmo um bom serial killer, defendendo que a ditadura é melhor que o PT no poder?
    Isso me causou mais espanto do que todo “antipetismo” que já estou acostumada, dissestes bem uma histeria, mas vou alem, percebesse que houve uma banalização do que foi a barbárie da ditadura militar. Daí me questiono, isso é apenas falta as aulas de historia? Enfim, o assunto da pano pra muita manga como se diz aqui no sul…
    Compartilhando e te agradecendo, como sempre pelas brilhantes abordagens e a generosidade com que demonstra teu conhecimento, fazendo de forma simples e graciosa. Abraços

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  30. Esse texto, concordando ou discordando, tem a sua marca de qualidade. No entanto, após 35 anos de vida, depois de ter muitas certezas, cada dia tenho menos. E leio mais, discuto mais e sou mais informada a cada dia que passa. Faço minhas as palavras do Benjamin Moser (o americano que escreveu a belíssima biografia da Clarice Lispector) e que é um estrangeiro que conhece bem o Brasil: “o Aécio com sua cocaína, sua atitude de filho-de-coronel, suas falas, nos Estados Unidos, que a mulher brasileira só vai à praia e faz compras, sabe o que eu vejo? George W. Bush, edição tropical”.

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  31. Milly em primeiro lugar quero dizer que você escreve muito bem, é o segundo texto que leio seu (o outro foi para meus amigo que votam no Aécio), gostei apesar de não concordar com tudo. Eu não faço parte dessa elite que você cita, muito pelo contrario, não tenho ódio pelo PT e nem ninguém, já votei no PT inclusive, mas estou me sentindo deslocado nessa história pois está parecendo que só exitem 2 lados, militantes do PT e odiadores do PT.
    Não sou Regina Duarte mas tenho medo sim, de uma “venezualização”, como esplicar tamanha afinidade (foro de São Paulo) e não foi a Veja que me disse…talvez você me esclareça porque não ter medo e poderia por favor me dizer apenas algumas “coisas lindas que o Chavez fez? Juro que não sou obtuso e minha opinião não se baseia apenas no noticiário, não li os livros citados, apenas algumas referencias de Adam Smith mas em minha casa tem umas 2 dúzias de livros mas confesso que devo ler mais. Um abraço.

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  32. “Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitissem às classes dominadas perceberem as injustiças de forma crítica”
    Paulo Freire
    Esse pensamento pode explicar um pouco…

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  33. Cobriu o governo de elogios;
    criticou quem quer partir para o exterior;
    afirmou que quem vai para o exterior se arrependerá;
    e partiu você mesma para o exterior.
    Ou seja, repetiu o mesmo comportamento que critica.
    Logo: perdeu a autoridade moral para criticar os outros.

    Assinado: alguém que, ao contrário de você, não parte e nem partirá. Os governantes NÃO são proprietários do país, e não vão me expulsar do lugar onde nasci.
    Felicidades no país no qual escolheu viver, qualquer que seja ele, e no qual devia ser focada – em vez de escrever sobre uma terra distante (a terra onde vivo e viverei).

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  34. Milly, conheci eu blog recentemente, atraves de um compartilhamento feito pelo deputado Jean Willys e tenho adorado cada nova publicação, por jogar luz sobre fatos sociais normalmente apresentados pelo angulo que melhor atende aos interesses das grandes redes de comunicação. Parabéns!

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