Economia/Política/Vida

Onde o comunismo deu certo (ou o que exatamente ele significa)

Recentemente caí na besteira de tuitar minha simpatia pelo comunismo. Em instantes uma tonelada de mensagens varreu a TL. As mais educadas mandavam que eu buscasse ajuda psiquiátrica. Assustada com o tamanho da paranoia coletiva decidi escrever sobre o que exatamente é o comunismo e por que simpatizo com ele na tentativa de interromper um pouco esse enorme vazamento ódio, um ódio estranho e que nasce quando nos sentimos no direito de dizer que detestamos aquilo que não conhecemos, mais ou menos como eu fazia com o quiabo na infância. Vou falar a seguir do comunismo de Marx, e não daquele que foi usado em seu nome.

Os que tanto me xingaram não sabem, imagino, que Marx acreditava em uma sociedade cooperativa, livre de exploração e comandada pelo trabalhador. Marx nunca falou na apropriação dos meios de produção pelo estado.

Marx não estava nem aí para o estado, e eu sei que isso choca muitos porque aprendemos que era justamente o oposto, e eu acreditei no oposto por muitos anos, até ir estudar a obra de Marx. Mas a verdade é que a história que nos contaram foi contada por quem ou nunca leu O Capital ou tinha interesse em que a verdade não aparecesse.

O que Marx imaginava – para mim corretamente – é que uma sociedade só seria livre de exploração quando aquele que produzisse o excedente fosse o mesmo que se apropriasse e distribuísse esse excedente. Pessoas vivendo e produzindo em comunidade – daí, aliás, vem a palavra comunismo.

O comunismo era, para Marx, um dos arranjos econômicos possíveis, e, entre aqueles que ele analisou, o mais interessante porque não havia nele a exploração do homem pelo homem já que aqueles que produziam o excedente de trabalho ficavam com ele e decidiam como distribuir.

Nessa definição, feita em O Capital, não há nada sobre o papel do estado. Nem uma linha sequer (embora haja em Manifesto Comunista, um livreto que ele escreveu com Engels quando tinha 30 anos, e a pedido de um grupo de trabalhadores. Ainda assim, sempre que Marx se refere ao papel do Estado ele fala de um “estado” apropriado pelo trabalhador, nunca de um estado centralizador e burocrático, como vimos na União Soviética, por exemplo).

Outros arranjos econômicos analisados por ele foram: o sistema que hoje seria o do “profissional liberal” (que ele chamou de “ancient”), o feudalismo, a escravidão e o capitalismo.

Quando na União Soviética a revolução Bolchevista tirou o Czar do poder a intenção parecia bastante nobre porque a desigualdade só crescia e chegava a níveis jamais vistos. Nessas condições não há como evitar que o povo se rebele – exatamente como aconteceu na Revolução Francesa, colocando fim ao feudalismo.

O problema é que no instante em que trabalhadores se apropriam de uma fábrica, destronam o poder privado que até então a comandava, e entregam o novo poder ao Estado nada de fato mudou a não ser o nome e a cara do chefe: antes, um empresário; agora um comissário.

O Estado como proprietário dos meios de produção apenas gerará despotismo burocrático e, em muitos casos, uma pornografia grotesca que nascerá do casamento entre os setores privado e estatal – como no caso da Petrobás.

Nesse cenário, o trabalhador continuará a ir trabalhar, responderá a um chefe, produzirá um excedente e não terá controle sobre o que será feito com esse excedente: como será distribuído, para quem, por quanto.

Essa é, portanto, uma relação exploratória que jamais evitará o conflito de classes.

Marx não acreditava nesse arranjo porque ele não acreditava que uma sociedade pudesse alcançar o sonho de ser “livre, igualitária e fraterna” (o lema da Revolução Francesa que tanto o inspirou) vivendo dentro de um sistema exploratório.

Marx acreditava na apropriação dos meios de produção pelo trabalhador, como no comunismo analisado por ele, e não pelo estado ou pelo poder privado. Para ele, ambas eram igualmente ruins porque mantinham a exploração do homem pelo homem. Para ele, em ambas, o ser humano seria usado como meio e não como fim – e isso, ele diz, é imoral.

Sabendo que Marx entendia o comunismo como um sistema econômico no qual o excedente de produção fica com o trabalhador para que ele decida como distribuí-lo (ou com um grupo de trabalhadores no sentido que não seria uma pessoa, ou poucas pessoas, que se apropriariam do excedente e decidiriam o que fazer com ele, mas sim o grupo todo responsável pela produção) fica fácil entender que nem China, nem União Soviética, nem Cuba, nem Coreia do Norte foram ou são comunistas, a despeito do nome que tenham decidido dar aos sistemas econômicos dessas nações.

Podem chamar de comunismo, podem chamar de qualquer coisa, mas o fato continuará a ser que esse simplesmente não era o comunismo analisado por Marx.

Marx escreveu: “O livre desenvolvimento de cada um se torna a condição para o desenvolvimento de todos”, e não há “livre desenvolvimento” nem nas atuais economias capitalistas, nem nos sistemas econômicos adotados em diferentes épocas por União Soviética e China, para citar duas.

O que Marx diz é que apenas através do desenvolvimento do outro podemos nos completar, e, como escreveu o professor inglês Terry Eagleton, fica difícil pensar em uma ética mais refinada do que essa.

Marx não acreditava que o comunismo pudesse ser aplicado em uma sociedade empobrecida, e por isso sabia que o capitalismo seria importante até um certo ponto porque o capitalismo teria enorme capacidade de gerar riqueza – só que, ele previu, uma hora já não seria capaz de distribuí-la (ele falou isso há 200 anos, e de fato estamos começando a perceber como a análise foi adequada). Ele achava, portanto, que o comunismo seria uma evolução do capitalismo.

Não há como saber dessas coisas a não ser que leiamos a obra (e falo de O Capital, sua obra mais completa e madura, a que ele precisou de uma vida para fazer, e não de Manifesto Comunista. Uma pena que essa seja a única coisa dele que as pessoas leiam, quando leem alguma coisa, porque na maioria das vezes a gente simplesmente comenta Marx sem nunca ter lido uma linha sequer, como eu mesma fazia) e leiamos também as análises de marxistas renomados.

A alternativa é acreditar em consensos fabricados que fazem com que achemos que comunismo é o que Stalin e Mao fizeram, ou mesmo o que fez Fidel, e saiamos por aí vomitando esse tipo de inverdade.

Mas claro que é mais fácil não pensar, não ler, não estudar e apenas julgar e condenar aquilo que desconhecemos.

Uma das mensagens que recebi dizia que se eu era comunista não devia usar iphone. É um nível de ignorância tão constrangedor quanto sair sem roupa na rua. O mesmo constrangimento que deveríamos sentir quando alguém diz que o comunismo assassinou milhões, ou que prega um estado forte.

Quem fala isso é a pessoa que imagina uma sociedade comunista na qual homens e mulheres se vestem com macacões acinzentados, são vigiados pelo Estado, subordinados a um poder central e andam cabisbaixos porque nada podem consumir (uma triste descrição que hoje pode ser aplicada a economias capitalistas).

No comunismo de Marx haveria a Apple, podem relaxar, a única diferença é que ela seria dos trabalhadores e não de um CEO e de um corpo de 20 diretores que tudo decidem e que repartem o lucro entre si.

E se o comunismo nunca foi de fato colocado em prática ele não pode ter assassinado milhões. Chamar psicopatas como Mao e Stalin de comunistas que usaram a cartilha de Marx é, outra vez, apenas falta de conhecimento.

O correto é dizer que o Stalinismo assassinou milhões, assim como o capitalismo faz até hoje com suas guerras imperialistas, seus drones terroristas, sua sangria de refugiados e com a desumana exploração de trabalhadores em países emergentes e de recursos naturais em países pobres.

Quantos morrem ainda hoje de fome na África? Quantos morrem sendo usados como escravos por mega-corporações? Quantos já morreram pelas mais variadas crises ambientais provocadas pela poluição gerada pela fúria do lucro rápido em detrimento da saúde do planeta? Quantos morrem nas águas do Mediterrâneo tentando escapar da devastação que a exploração capitalista deixou em suas pátrias? E quantos já morreram até hoje?

Outra afirmação esquisita é dizer que o comunismo prega a uniformidade.

Marx tinha a “igualdade” como um valor burguês (e qualquer um que já tenha ido a uma festa de ricos sabe exatamente que ele está certo). O que ele defendia era a liberdade, a auto-determinação e o auto-desenvolvimento.

Igualdade para o comunismo (e para o socialismo) não significa que todos sejamos iguais. Igualdade para o comunismo significa que todos sejam igualmente atendidos em relação às nossas diferentes necessidades.

Justamente porque o comunismo acredita que cada um de nós deve ser usado como fim e não como meio, e que portanto deve ser encorajado a desenvolver um talento específico, trata-se de um sistema que prevê uma sociedade mais diversificada e difusa.

Se isso um dia vai funcionar? Eu quero acreditar que sim, seria lindo e humanitário. Mas é preciso que entendamos que ainda não foi testado em uma nação.

Pode ser que não funcione, claro, e se não funcionar é pelo menos importante saber o que disse Marx, e o que exatamente é o comunismo em vez de sair por aí desfilando empavonadamente tanta falta de conhecimento.

Outra coisa importante é não odiar alguém simplesmente porque essa pessoa não pensa exatamente como você. Debater idéias é rico porque nos faz sair do lugar e pensar; debater pessoas é pobre porque paralisa.

Mas eu vou dizer por que acredito que o comunismo pode dar certo: porque existe um lugar onde ele deu.

Fica no País Basco, Espanha, e se chama Mondragon: um conglomerado de empresas com 80 mil trabalhadores. Todos eles, os 80 mil, são também donos da empresa.

A Mondragon existe há mais de 50 anos e, naturalmente, é quase um segredo porque é importante que vocês continuem a achar que comunismo é o que aconteceu na China e em Cuba, e não que ele pode ser espetacular como é a história da Mondragon, sobre a qual escrevi aqui.

E aqui o site da Mondragon. Divirtam-se, Camaradas.

116 pensamentos sobre “Onde o comunismo deu certo (ou o que exatamente ele significa)

  1. Olá, Milly! Não é minha intenção invadir seu espaço e usá-lo para refutar suas ideias, mas acredito que não postou o texto para receber elogios, e sim para ter um retorno e até um contraponto. Não vou entrar nos aspectos particulares da vida de Marx aqui, pois isso seria rasteiro demais. Basta ler a respeito do homem e as resoluções que o mesmo deu a sua vida para formar a própria opinião. Vou me ater ao Capital, segundo você, sua obra mais madura e completa. Realmente, o Manifesto Comunista é de 1848 e oportuno para a época, e O Capital data de 1867, sendo concluído 19 anos depois. Mas entre um e outro há vários artigos, até posteriores ao Capital, em que Marx deixa clara sua ideologia. Se você observar o que ele fala as teorias de Owen, Saint-Simon e Fourier, compreenderá que ele via como absurda o possibilidade de a “Burguesia” e o “Proletariado” conviverem sem a exploração habitual da época. O Capital é apenas um elemento de sua abordagem total, a financeira. Se você buscar outros teóricos da época, verá que eles eram muito mais abrangentes em relação a economia. Marx foca na produção industrial e o livre comércio, mas deixa de lado aspectos mais modernos como a medicina, trabalhos de pesquisa, engenharia, desenvolvimento urbano, entre outros aspectos sociais. O Capital é apenas uma visão econômica. Se a dez ou quinze anos a gente falasse a respeito, pode ser que concordássemos na maioria das coisas, mas com o desenvolvimento da sociedade, ficar remoendo essas teorias é apenas um mero exercício de fantasia. Vi os comentários e alguns acham que o problema é o sistema, outros as pessoas, na verdade, o sistema é composto pelas pessoas. Desculpe-me mais uma vez por usar seu espaço para discordar, mas sugiro que amplie sua visão a respeito de Marx e todo o contexto que ele representa, pois separa-lo dos regimes socialistas e comunistas do século vinte é ingênuo. Indico ampliar bem mais sua pesquisa, para depois tirar suas conclusões, assim não correrá o risco de parecer uma estudante entusiasmada do ensino médio ou uma ativista de faculdade. Com respeito, Paulo Ramos

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    • Oi, Paulo. Obrigada pelo comentário elaborado, rico e por ler o que escrevi. Eu não acho que Marx tenha tentando criar um novo sistema, entendo sua obra mais como uma crítica ao sistema que ele via nascer. E, como crítica ao capitalismo, ela segue atual, quase profética. O sistema que vai substituir o capitalismo ainda não foi criado eu acho. Mas é preciso que comecemos a entender que um novo modo de lidar com a produção, com as relações de produção e com tudo o que envolve a forma como exploramos a terra e exploramos uns aos outros tem que nascer logo. A alternativa, acho, é o fim da possibilidade de vida decente sobre a Terra. Com muito respeito, ❤

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      • Ola milly gostei muito de sua opinião achei muito esclarecedora mas quero acrecesntar algo mais, penso eu que oque colabora muito para apavorar e confundir ainda mais as pessoas é que o ser humano por natureza e egoista ninguem pode negar, pois fazer algo que ajude alguem nos parece tão dificil quanto dividir ou distribuir alguma coisa de livre e espontanea vontade, imagine alguem dizendo insistentemente como a midia faz dizendo que vao se apoderar de seus bens isso e algo terrivel por isso que e facil colocar as pessoas contra essas ideias, mas se voce chegar sorrateiramente e dizer que ele tera muita chance de ficar rico fazendo algo mesmo que as chances seja remotas ele certamente cederá, eles nao entendem que cada dia passa nos prescisamos cada vez mais uns dos outros pois estamos em um mundo globalizado e que os tempos das cavernas ficaram pra tras onde um mandava na tribo e o resto obedecia, ate os indios de hojem dia ainda praticam a justa distribuição entre si somente nos somos bombardeados diariamente sobre a dificilimas possibilidade de ser muito ricos e poderosos. falam que comunista nao acreditam em DEUS pois tem algo mais comunista que a blibia? DEUS e comunista utópico mas as igrejas pregam a prosperidades somente mas nao o verdadeiro entendimento mas acredito que no final a verdade prevalecera

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      • Uma coisa é capitalismo outra coisa é metacapitalismo, Marx sabia bem disso, mas jamais ele ia revelar isso, seria destruição por completa da sua ideia ideológica para ter o poder e reprograma uma sociedade sem Deus, sem a individualidade natural do ser. Isso seria mudar totalmente a natureza ao seu desejo, e não a evolução natural dela. O amigo aí de cima, deixou bem claro.

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  2. O Socialismo é uma teoria. Qual a teoria que não é boa e ruim ao mesmo tempo? O problema de uma teoria, sobretudo, é de quem vai pô-la em prática, ainda mais se se tratar de pessoas desonestas, sobretudo em sua maioria: E foi o caso dos petistas aqui no Brasil.

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  3. Não sei de onde você tirou que a Mondragon é uma empresa “comunista”! Na VERDADE É UMA COOPERATIVA, e todos sabemos que em qualquer cooperativa os participantes são donos do negócio. E isso não é segredo nenhum! Texto bem fraco e parcial o seu.

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    • e o que coperativa entao? pode nao ser igual mas muito semelhante, muito diferente do capitalismo que uns enriquecem e a maioria não , e nao venha me dizer que ficar rico é competencia, competencia e de que sabe fazer as coisas ser oportunista a maioria sabe ser

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  4. Comunismo é uma troca de poder capitalista democrático para outro estatizado com a promessa de igualdade, o duro é fazer o ser humano dividir as coisas!

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  5. Milly, vamos viver da terra, comer o que plantarmos, próximos de um córrego, umas crianças para alegrar a casa… o que me diz?

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  6. Olá!..Bom, não sou nenhum especialista em nada desses assuntos porém, gosto de ler sobre.
    E sempre buco saber opiniões dos dois lados…e, com base nelas, crio a minha própria…Então, Creio na liberdade. O ser humano é diferente um do outro e nenhum sistema fara com que pensem igual…Uns tem ambições tipo: comprar casas, carros, barcos, sítios,viajar…enquanto outros ,só querem receber seu salario e uma vez por mês fazer um churrasquinho, uma descidinha na praia no fim de ano e ta td certo, pelo menos ele não faz esforço algum a mais…e ele é feliz trabalhando pro outro que tem ambições maiores…Me dizer que isso é injusto?…injusto pra mim é ter que trabalhar por aquele que não gosta de trabalhar.

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  7. Pingback: A bizarra ideia de que um gestor nos salvará | Blog da Milly

  8. Inacreditável como alguém consegue escrever tantas bobagens assim.

    A Mondragon é comunista? Não moça… não distorça as coisas.

    A Mondragon é distributista. O distributismo é um sistema formulado por G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, baseada na Doutrina Social da Igreja, que não tem nada a ver com quaisquer socialismo, independente de qual tipo e época que seja.

    Na verdade esse sistema é justamente o oposto do comunismo, o oposto mesmo!!!. O distributismo é apenas o capitalismo com moralidade, assim como disse Robert Laskey.

    Estude a história da corporação Mondragon, e leia Chesterton. E não venha aqui dizer que Chesterton era comunista, por que ele foi um grande crítico desse sistema antes mesmo de 1917.

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    • Meu caro,

      Sugiro que da próxima vez você se manifeste com mais educação. Discordar educadamente é saudável e abre muitas portas para o bom debate. Discordar agredindo e ofendendo é vulgar e impede qualquer possibilidade de diálogo. De qualquer forma, agradeço a visita.

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  9. Cito somente uma antiga frase : A teoria sempre na pratica é outra . Sempre que envolve seres ” humanos ” pode esperar desvios ………

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  10. Milly, acabei de ler o seu texto e o achei muito esclarecedor. É muito difundida a ideia de que o comunismo não deu certo usando-se como exemplos os países do ex-bloco do socialismo real, conforme vc apontou. Eu li muito pouco do Capital e sei que é leitura imprescindível para quem quer compreender melhor o capitalismo e a sua lógica perversa (embora reconheçamos o avanço material que ele representou e a sua necessidade para a evolução da história humana). Para quem sonha com uma sociedade livre e igual, é leitura obrigatória. Mas enquanto não acho o tempo necessário para a leitura desta grande obra, seu texto foi de grande utilidade e iluminou muitas questões e dúvidas que eu tinha. Muito obrigada!

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  11. o comunismo é lindo e marx era uma herói por ter pensado assim, mas como já foi dito por hobbes, “o homem é lobo do homem”, ou seja, ele nunca permitirá um estado igualitário, alguém sempre será ou irá querer ser superior aos demais, e ai teremos um sistema totalitário pseudo comunista, ou seja, para mim, comunismo é apenas uma linda e maravilhosa utopia.

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  12. Eu até entendo ler o que Marx escreveu e concordar que deveria ser assim… Mas na prática não é, não tem como! Imagine você trabalhar e dividir com quem não quer nada? Imagine você trabalhar e dividir com um preguiçoso!
    Não há lógica!
    E como muitos acham que não deve existir a figura do Estado, o que é algo impossível!
    O Estado existe para gerir, para administrar, para cuidar. Uma nação sem estado não existe. Alguém tem que cuidar da segurança, da escola, da saúde… Pagamos impostos para essa gestão funcione, para que a máquina gire.
    O problema é que vivemos em um país que quer ser comunista, mas roubando o dinheiro do povo. Nossos comunistas só desviaram dinheiro, deixaram o povo na miséria e vivem no luxo. Eles mesmos não cumprem o que pregam!
    Fora que temos o jeitinho brasileiro, que não tem solução!
    Marx é algo que não tem como acontecer. Sempre teremos um ser humano que irá querer se beneficiar às custas de alguém.
    E quanto à Mondragon, “Corporação Mondragon é um federação de cooperativas e oriundo do País Basco, na Espanha. Constitui o maior grupo empresarial do basco e o sétimo da Espanha, bem como o maior grupo cooperativo do mundo.”
    Uma cooperativa não é exemplo de ‘o comunismo deu certo”. É uma empresa, as pessoas que trabalham lá dividem o lucro/trabalho entre si, assim como uma cooperativa de vans, e nem por isso o Brasil tá bem!

    Não sou uma profunda conhecedora do assunto, e me corrijam, caso haja alguma divergência em meu comentário.

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  13. Muito bom o seu texto. No nosso país esse tema é escondido da maioria das pessoas. E é isso mesmo a maioria esmagadora do nosso povo jamais leu uma linha sequer sobre o assunto. O que sempre falam é sobre a tirania dos líderes comunistas. Poucos são os que entendem que o nosso sistema é uma constante “transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. Quando alguém consegue alterar isso, mesmo que seja um pouquinho só, tem que ser banido do poder. A visão global dos sistemas convergirão em breve para uma nova ordem social. Por algum tempo essa nova ordem tenderá a pacificar os povos. Por um tempo determinado. Depois no futuro viveremos finalmente em comunidade (comunismo???). Não mais. Muito menos capitalismo. Pois a força do capitalismo é a cobiça, a ganância, o egoísmo, Nesta nova Pátria o mal já não existirá.

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