Economia/Política/Vida

Todo o poder às corporações (ou o vazamento de hoje do WikiLeaks)

Para dar um exemplo do tipo de notícia que você jamais verá em destaque na mídia corporativa vamos falar do vazamento de hoje do Wikileaks, que revela que um acordo internacional prevê que corporações possam processar nações.

Basicamente ficaria assim: mega-corporações globais podem, via esse acordo, ser indenizadas por você e por mim através de uma côrte supra-nacional que seria criada para isso.

Se parece um filme de terror é porque é. Vamos saber mais.

O WikiLeaks tornou público nessa quinta-feira, 26 de março, o Investment Chapter (capítulo de investimento) do acordo secreto que os Estados Unidos estão firmando com um pool de nações – o TPP (Trans-pacific partnership agreement).

“O capítulo prevê a intenção de conferir aumento do poder das corporações globais através da criação de uma côrte supra-nacional, ou tribunal, no qual empresas estrangeiras poderiam ‘processar’ estados e obter indenização do contribuinte para ‘lucros futuros previstos’”.

Em retorno, segue a nota, estados imaginam que receberiam mais investimentos – tudo às custas da segurança que o dinheiro do contribuinte, sendo dado como garantia, ofereceria.

O TPP, que está sendo elaborado secretamente, poderia cobrir até 40% da economia global.

Por que um acordo que chegaria afetar metade da economia do planeta tem que ser feito em sigilo é a primeira pergunta que precisamos fazer.

Depois dessa, é preciso voltar alguns anos o filme e lembrar de quantas vezes o dinheiro do contribuinte já salvou corporações (e bancos são corporações) da falência.

É justo um sistema que dá todo o poder à corporação e deixa o risco com você e comigo? Não seria isso a privatização do lucro e socialização do risco? As coisas não estariam invertidas?

É isso o que os neoliberais chamam de “free-market”.

É market, sem dúvida, mas está longe de ser free.

A nota do Wikileaks aqui.

2 pensamentos sobre “Todo o poder às corporações (ou o vazamento de hoje do WikiLeaks)

  1. Caríssima Mily…você pergunta: “É justo um sistema que dá todo o poder à corporação e deixa o risco com você e comigo?” E eu te digo, a quantidade de gente (eu conheço) várias que diria sem pestanejar que é assim mesmo, a vida é assim, cada um que se vire, e blá blá blá. É de um pseudarwinisno cínico que me enoja. Abraço

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  2. Pingback: A democracia morreu, agora é oficial « Associação Rumos

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