Economia/Política/Vida

A democracia morreu, agora é oficial

A democracia americana não existe mais — e a brasileira vai pelo mesmo caminho. Estudo publicado pela Universidade de Princeton avaliou mais de 1800 novas legislações aprovadas entre 1981 e 2002 e concluiu o que era até aqui apenas uma forte sensação: os super ricos, e ninguém mais, decidem o destino do país criando leis que os beneficie – e a despeito do que quer, ou do que é melhor, para a maioria: é o que se chama de oligarquia, ou mais exatamente “oligarquia corporativa”, um sistema que concentra o poder (e a elaboração de novas leis) nas mãos de uma elite milionária.

“O ponto central que emerge de nossa pesquisa”, disseram os autores Martin Gilens e Benjamin I. Page, “é que elites econômicas e grupos organizados que representam o interesse de corporações têm substancial impacto nas políticas criadas pelo governo americano, enquanto o interesse da população tem pouquíssima ou nenhuma influência”.

Em outras palavras, os super ricos compraram o direito de legislar.

Não é difícil perceber como o Brasil, depois de mais de uma década de políticas sociais espetaculares, começa a tomar esse caminho: os super ricos, financiado bancadas no Congresso e no Senado, dão as cartas cada dia mais e mais.

A PL 4330, conhecida como a PL da terceirização (que feriria a CLT vigente hoje e permitiria a sub-contratação sem limites por parte de uma empresa) é apenas uma numa lista de tantas outras leis que já passaram, e que ainda virão por aí, a fim de beneficiar o super rico e prejudicar todos os demais.

O estudo americano também tira a máscara de uma das maiores mentiras contadas ao mundo pelos Estados Unidos: a de que as guerras em que eles se metem têm o objetivo de levar a democracia para nações torturadas pelo totalitarismo. Que democracia? E o que é a oligarquia corporativa se não uma forma privada de totalitarismo?

Se os pesquisadores de Princeton não tivessem jogado a luz da ciência no que era uma verdade subjetiva até aqui, ainda assim teríamos que nos questionar: Que tipo de democracia sólida espiona seus cidadãos? Por que, por exemplo, o sistema de espionagem sobre os cidadãos implantado por Stálin na Russia choca até hoje, mas o sistema americano, em todos os aspectos mais controlador do que o stalinista, como revelou Snowden, é amplamente aceito?

Por que o fato de o governo americano espionar seus cidadãos a rigor para fins comerciais, e trocar com as corporações informações sobre eles, não causa revolta? Por que a psicopatia de Stálin, e Mao, que assassinaram milhares e milhares, é considerada uma aberração, mas a campanha terrorista de drones de Obama (outro efeito colateral da oligarquia) que assassina inocentes em doses diárias, é aceita?

O ambientalista John Cobb, em seu livro “The Collapse of Democratic Nation States” diz que a criação dos bancos privados foi o começo do fim da democracia no mundo. “Bancos podem criar dinheiro e, assim , emprestar mais dinheiro do que eles de fato têm em riqueza. Esse controle sobre a criação do dinheiro dá aos bancos controle sobre os interesses da população. Nos Estados Unidos, Wall Street toma a maioria das decisões importantes creditadas a Washington”, escreve Ellen Brown em artigo para o site truth-out citando Cobb.

E como se não bastasse cuidar da elaboração de novas leis que as beneficiem, as grandes corporações preparam, com a ajuda de Obama, o derradeiro golpe na democracia: a aprovação do TPP, ou Trans-Pacific Partnership, acordo que o New York Times dessa semana, em artigo assinado, elogia fortemente. O acordo comercial, conduzido em segredo absoluto entre 12 nações, prevê que as mega-corporações terão oficialmente mais poder do que as nações, ou poder sobre as nações.

O contrato do TPP, que teve partes vazadas pelo WikiLeaks, reza, entre outras coisas, que uma corte supra-nacional será criada para regular as transações e que as mega-corporações poderão processar nações e exigir indenização do contribuinte (escrevi sobre isso aqui). Se o TPP for aprovado, as mega-corporações estarão oficialmente acima das leis, e isso se refere a regulações ambientais inclusive.

Podemos seguir listando exemplos de como e por que o sistema deixou de ser democrático. Ou de como, nas palavras de Noam Chomsy, a relação entre o capitalismo existente hoje e a democracia é uma só: a contradição.

Há alguns meses o preço do petróleo no mundo despencou à metade. Nos Estados Unidos, as quatro companhias de aviação que controlam todo o mercado, e cuja maior despesa de longe é o combustível, não repassaram a economia a seus usuários e não diminuíram nem em centavos o preço das passagens — e que sirva de argumento contra aqueles que dizem que a livre competição entre empresas sempre beneficia o consumidor.

Até porque está longe de ser “livre” se apenas quatro empresas (comandadas por uma dúzia de pessoas cada) regem imperialmente um mercado que serve milhões de pessoas. E agora, claro, elas estão prestes a orgulhosamente reportar lucros estratosféricos, como contou em seu programa de rádio no dia 5 de abril o professor de economia Richard Wolff.

Os interesses de quem um sistema como esse está protegendo? O de milhões de usuários do sistema aéreo de transporte, (que, a propósito, recentemente e sem serem consultados, salvaram da falência uma dezenas de bancos privados), ou o dos poucos acionistas e diretores dessas empresas?

É assim, comprando o direito de legislar, que os super ricos concentram mais e mais dinheiro em suas mãos, acentuando a desigualdade. Nos Estados Unidos, essa economia idolatrada pelo pessoal da direita brasileira, 91% das ações estão na mão de 10% da população.

Outra mentira sobre a qual é preciso falar é a da suposta recuperação da economia americana.

Olhar números como o do índice de desemprego, que vem caindo, é olhar superficial e tendenciosamente.

Primeiro porque a estatística não considera aqueles que simplesmente pararam de procurar um emprego, e são milhões, e depois porque mesmo os que estão empregados na verdade estão, em grandes quantidades, sub-empregados: são trabalhadores do Wall-Mart, McDonald’s, Burger King etc, que recentemente começaram a se organizar em sindicatos e a fazer greves em busca de salários decentes e de condições de trabalho dignas.

No sul da califórnia, colhedores de morangos estão em greve há dias – uma greve ignorada pela imprensa corporativa – por receberem seis ou sete dólares por dia (por dia!) de trabalho, debaixo do sol e de temperaturas altíssimas, sem condições de higiene e sem alimentação adequada, como já reportado por inúmeras instituições humanitárias. Já a empresa para a qual trabalham, a Driscoll’s, não se cansa de reportar lucro (o salário-mínimo nos Estados Unidos é de 7,25 dólares por hora).

Mais um exemplo da falsa recuperação: No ano passado, 1.2 milhão de moradias foram a leilão, seus donos colocados na rua por não conseguirem pagar as hipotecas. Em 2006, na iminência do estouro da bolha, foram 700 mil casas. Mas, claro, no começo do ano um apartamento foi vendido em Manhattan por 100 milhões de dólares (350 milhões de reais), a transação imobiliária mais cara da história do Estado de Nova York. São cenários que ajudam a mostrar como o sistema está doente.

Diante do atual estado de coisas acho que ate Adam Smith, o rock-star dos neoliberais, admitiria que o capitalismo estrangulou. Como ele previu: nações que não conseguem distribuir riqueza não são players no poder global. Ou, nas palavras do escritor e jornalista americano Nathan Schneider: “Nenhuma forma de legislação pode ser legítima se ela não ajuda minorias e os menos privilegiados”.

Aqui o estudo feito pela Universidade de Princeton.

Aqui texto de Ellen Brown para o truthout.com explicando como exatamente os EUA viraram uma oligarquia.

43 pensamentos sobre “A democracia morreu, agora é oficial

  1. Oi Milly, só agora achei o seu blog, por acaso. Li o seu post sobre a morte da democracia e concordo absolutamente com tudo o que vc escreveu. Veio ao encontro do que eu penso há algum tempo. Aproveitei pra ler tb outros posts mais antigos e posso dizer que concordo muito com vc. Aliás, desde qdo vc estava no SporTV. Acompanhei o episódio do R. Ceni e lamento o desfecho. Ainda acredito na tua versão apesar do mea culpa que vc fez recentemente. A partir de agora acompanharei mais assiduamente o seu blog. Já o coloquei entre os meus favoritos. Sorte e Saúde.
    P.S. como nem tudo é perfeito, lamento o seu apego ao Corinthians.

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  2. Pingback: A democracia morreu, agora é oficial « Associação Rumos

  3. Acho que a democracia é um conceito ideal, é impossível falar que algum país chegue a democracia plena e perfeita. A gente tem que se esforçar sempre para aproximar o que acontece na prática desse ideário. Brasil e EUA não me parecem se esforçar para isso.

    EUA nunca foi um exemplo de democracia, nunca se aproximou desse ideal.

    Pra começar, sequer voto direto existe lá. Os representantes são escolhidos por voto indireto.

    Podemos falar também na grande falta de respeito aos direitos humanos. E não vou nem perder o meu tempo falando de Guantanamo. Basta lembrar que há, em alguns estados, pena de morte. Paradoxalmente, esse mesmo povo fica chocado ao ver gente sendo executada pelo ISIS.

    Brasil também está muito longe desse ideal, por motivos mil. Aliás, tem congressista que nem conhece o significado de democracia. Acham que ditadura da maioria é sinônimo de democracia.

    O fato de vivermos uma oligarquia disfarçada (aqui e lá) é só uma das pontas das diversas pontas que temos que aparar para falarmos em democracia.

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    • É interessante notar que o povo norte-americano fica chocado ao ver gente sendo executada pelo ISIS (e deve ficar chocado mesmo), quando durante muito tempo conviveram (e foram até tolerantes) em sua própria casa com gente sendo executada pela Klu Klux Klan. Qual a diferença? A diferença é que no caso do ISIS as vítimas são cristãos brancos, muito mais próximos do perfil do americano classe média, e no caso da KKK eram negros. Esse é mais um tipo de indignação seletiva.

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    • Mas com tanta coisa para contestar no texto você escolhe contestar um fato? Leo, minha fonte é secretíssima, mas vou compartilhar: Adam Smith. Mas o livro é um porre e minha palavra pouco vale. Então sugiro recorrer aos experts em Smith, como Chomsky, e tirar a informação a limpo. Garanto que valerá muito a pena.

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  4. Se você mandasse a referência, tudo ficaria mais fácil. Eu procurei na Riqueza das Nações e na Teoria dos Sentimentos Morais e a frase não esta lá.
    Sabe como é, já fui professor de História do Pensamento Econômico e não gosto quando vejo citação falsas.
    No aguardo.

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    • Ah, mas que fofo. Quer tudo mastigadinho? Mais alguma coisa? Um suquinho? Uma pinguinha? Ô, meu caro professor, duas coisas: se tens certeza de que as citações são falsas para que se dar ao trabalho de procurar por elas? Mas se ainda resta um fio de curiosidade e humildade em ti – coisas básicas a qualquer professor – sugiro sentar a bunda cadeira e estudar o tema. São falsas não, meu nego. Procura aí, não é tão difícil encontrar. Te dou a dica: vai em Riqueza das Nacões, esquece o outro. Mais uma dica: se o livro for complicado demais – para mim ele é – procura pelo que o Chomsky cita de Smith. Chomsky tem mais neurônios em funcionamento do que você e eu somados, ele vai te iluminar.

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  5. Não sei porque você me respondeu com esse tom. Agradeço, de qualquer forma, a oferta de suco e de pinga.
    Só quero saber se o Smith realmente escreveu o que você citou.
    Olha só, eu também tenho a Riqueza das Nações no Kindle. Procurei a palavra “player” e o Smith só a usa duas vezes no sentido de “artista performático”.
    Sigo no aguardo (mas sem muita esperança)

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    • Leo, você me acusa de usar citações falsas e espera flores? Me perdoa, mas eu estudei muito para escrever esse texto e não vou agora sair caçando página e parágrafo para “me defender”. Não tem sentido isso. Se procurar vai achar como eu achei.

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      • “você me acusa de usar citações falsas e espera flores?”

        Isso não é acusação. Na academia séria, as pessoas agradecem e mesmo destacam quem aponta erros, inconsistências, etc. Há papers escritos por acadêmicos top com agradecimentos a participantes de eventos por correções apresentadas. Vide brownbag seminars.

        Outro dia eu achei um erro bobo em um working paper de um cientista também famoso. Indiquei para ele, que me agradeceu e disse que irá corrigir para versões futuras do paper.

        Em textos jornalísticos também são comuns erratas com créditos, etc. Não é vergonha para ninguém, muito pelo contrário, a menos que mostre preguiça em pesquisar. É uma forma de se mostrar que se busca a verdade e não apenas o orgulho, apenas isso.

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      • Mas eu lá tenho culpa se o homem não sabe interpretar texto? Adam Smith disse isso, disse mucho mais e continua a ser mal interpretado. Tem que sentar a bunda e ler, não tem jeito. Ficar dando google para achar citação é tosco demais, por dios.

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  6. Uma proposta:
    Eu te dou R$1000 se você me mostrar que Adam Smith, o que nasceu em 1723 e morreu em 1790, escreveu (em inglês, óbvio):
    “nações que não conseguem distribuir riqueza não são players no poder global”
    Se você não mostrar, não precisa me pagar. Eu fico satisfeito se você corrigir o post. Topa?

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    • Ô, professor. Não é assim que funciona não. Adquirir conhecimento não é coisa que você possa terceirizar. Imagino que na vida você resolva as coisas assim desse jeito meio vulgar: pagando. Mas para ficar menos inculto tem que ler mesmo, e não pagar para que leiam por ti. Sair dando google para achar citação também é superficial demais, né não?; mas você, um professor, deveria saber disso. Me faz temer pela sorte de seus alunos. Vamos lá; tu tens duas opções: ou vai ler Reinaldo Azevedo e para de me assediar, ou senta na cadeira e lê Adam Smith. Do jeito que essa pequena citação te deixou atordoado, prepara-te porque haverá outras: sobre divisão do trabalho, sobre a tal da mão invisível etc etc etc. Isso se souber interpretar um texto, claro. Aí, depois que fizer isso vai ter mais duas opções: ou vem me pedir desculpas (duvido um tico) ou apenas deixa quieto.

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      • “sobre divisão do trabalho, sobre a tal da mão invisível etc etc etc.”

        Essas eu consegui achar.

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      • Não, meu amigo, você ainda não entendeu. É assim: o que ele escreveu sobre essas coisas é justamente o oposto do que dizem que ele escreveu. Obviamente você deve ter conseguido achar o tema dando um google, meu sobrinho de 7 anos faz isso. Ainda assim é bastante difícil que, lendo um trecho, consiga contextualizar o que ele disse. Então não estamos falando de citações e aspas e trechos, mas de uma obra e do significado dela. Ficar aqui me assediando para gritar “ela está errada”, ou “prove-se certa” é tão tosco quanto querer entender Smith lendo trechos e vomitando temas.

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    • HAHAHAHAHA. Victor do céu, nem sei mais como dizer isso, mas tentarei: a fonte é Adam Smith. A fonte é o que ele escreveu, o que ele disse, o que ele analisou, o que ele viu, o que ele previu. Meu nêgo, tu tens que ler a obra, que posso eu fazer mais por você?

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  7. “Então não estamos falando de citações e aspas e trechos, mas de uma obra e do significado dela. ”

    Pronto, admitiu que Adam Smith não falou isso.

    Nesse caso, sugiro mudar o post:

    “Nas palavras de Smith: “nações que não conseguem distribuir riqueza não são players no poder global”.”

    Retirando os termos “palavras” e as aspas. Sugestão de redação: Na interpretação que Chomsky faz de Smith, nações que não conseguem distribuir riqueza não seriam players no poder global.

    Case closed

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    • Mas que desespero para gritar “ganhei, ganhei!”. Nem eu me julgo assim tão importante quanto você parece me julgar. Pra mim, o case tá closed faz um tempo, amigão. Mas você e seus amigos queriam mais e mais e não gosto de deixar leitor do blog, mesmo aqueles que vêm aqui só para dar uma cutucada, sem resposta. Pra mim tá closed o case porque eu de fato sentei e li o cara, e com calma e com vontade de entender. Como acho que entendi, até porque o fiz com a ajuda de Chomsky. Mas se prefere acreditar em consensos fabricados, quem sou eu para continuar a argumentar, né merrrmo?, como diria meu primo Milton.

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      • Mas Milly, você sabe que citação não é interpretação, certo? Quando você fala que está usando as palavras de Adam Smith e coloca aspas, você não pode simplesmente colocar uma interpretação da obra do sujeito, tem que colocar algo que ele disse ou escreveu, letra por letra.

        Se você leu e interpretou não pode deixar ‘nas palavras de Smith’ ali no texto. Não pode deixar aspas porque você não está citando, está no máximo parafraseando. E ainda assim, para parafrasear teria que existir uma frase que diz mais ou menos a mesma coisa, senão seria uma interpretação, que mais do que todas as outras, não pode ser chamada de ‘nas palavras de Smith’.

        Curtido por 1 pessoa

      • Ah, enfim um argumento com o qual posso concordar. Sim, talvez você esteja certo. Se ele não disse com essas mesmíssimas palavras eu talvez tenha que tirar as aspas. Não acho que isso vá diminuir a fúria dos que se sentiram muitíssimo incomodados porque acho que outros ódios movem essa turma, mas seria mesmo tecnicamente recomendável. Será feito, Gustavo. Mas manterei o “nas palavras” se não se importar. Agradeço a gentiliza da crítica.

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      • Eu não me importo, mas vai continuar indicando que é citação algo que não é. Se é uma interpretação, talvez algo tipo “De acordo com a obra de Smith”. Melhor ainda, se você tiver tirado essa interpretação de Chomsky seria dizer “Segundo a interpretação que Chomsky faz de Smith”. Porque o “nas palavras” remete, bem… às palavras de Smith, que só podem ter sido emitidas em frases ditas ou escritas por ele mesmo.

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      • Coitadinho do Chomsky, que só fez concordar com o que li. É minha mesmo, meu caro. Mudei o texto, e talvez isso acalme os mais exaltados. Se havia um deslize técnico no uso da aspa não há mais. Mas, ainda assim, não acredito que essa gente esteja a fim de entender Smith, mas apenas de me aporrinhar. Em todo o caso, volto a agradecer a mensagem que, sem tentar me agredir ou cutucar, foi capaz de alertar para o deslize técnico.

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    • Ok.Te devo um pedido de desculpas. Reagi grosseiramente ao tom passivo-agressivo das mensagens e, no modo “defesa” acabo sempre sendo imatura e babaca. Detesto essa versão pedante de mim mesma e tento me livrar dela, mas a agressividade-passiva tem esse efeito sobre mim porque vem disfarçada e é pior do que a direta. Mas acho que sua intenção nunca foi “dar um toque”, apenas desmoralizar. Se tivesse sido “dar um toque” a coisa teria sido resolvida em uma troca rápida, como foi quando o Gustavo falou comigo. De qualquer forma você tem razão: não poderia ter parafraseado Smith entre aspas, e nem deveria ter respondido de forma vulgar como fiz. Ter um blog é saber lidar com todo o tipo de comentário, os passivos-agressivos entre eles, e estou aprendendo. Pela babaquice peço desculpas. Abraço.

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  8. Gostei muito do Texto, mas da conclusão do “entre parentes” foi sensacional,…….parabens Milly pelo texto………………..

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