Economia/Política/Vida

Aleluia: amanhã o Brasil pode começar a virar os Estados Unidos

Os Estados Unidos não têm uma CLT como a nossa, por isso o país é a terra dos sonhos de qualquer empresário ou diretor de corporação. No país do consumo, contrata-se e manda-se embora de forma muito mais livre e dinâmica; sem indenizações, registro em carteira, férias remuneradas, fundo de garantia, 13o etc etc etc. De forma geral, a demissão só fica complicada para o lado do patrão e da empresa se o demitido alegar ter sido vítima de algum tipo de discriminação. Não sendo isso não tem tempo feio (para quem demite).

O trabalhador americano praticamente não tira férias e outro dia, durante um curso de economia que eu estava fazendo, quando o professor falou para a classe de americanos que no Brasil um trabalhador tem direito a 30 dias de férias remuneradas por ano metade da turma quase caiu de cadeira em incredulidade. Eles não sabiam que isso existia, e eu não estou exagerando.

Para a direita brasileira, as leis trabalhistas americanas são invejáveis porque são flexíveis, e todos os esforços estão concentrados em imitá-la já que, afinal, ela faz a economia andar porque o trabalhador, sem o rigor das exigências trabalhistas, não é um ônus para a empresa.

Então, enquanto o Brasil se prepara para copiar os Estados Unidos e aprovar — quem sabe nessa quarta-feira 22 de abril — a chamada lei da terceirização, que libera a sub-contratação sem limite por parte de qualquer empresa, e assim dar uma rasgadinha na CLT, vale passar um pente fino na atual sociedade americana, essa que nossa direita que agora comanda Congresso e Senado tanto admiram, e ver como eles estão.

Para que não haja ramirrami vou usar como fonte a revista Scientific American, uma publicação científica.

Em matéria publicada na edição de 31 de março (“Economic Inequality: It’s Far Worse Than You Think”, ou “Desigualdade Econômica: é muito pior do que você pensa”) o jornalista Nicholas Fitz coloca a desigualdade, e a falta de noção da população sobre ela, em números, citando no decorrer do texto as mais recentes pesquisas feitas sobre o tema.

Ele escreve: “O americano acredita que os 50 mais ricos têm 59% da riqueza, e que os 40% mais pobres têm 9% da riqueza. Mas a realidade é um pouco diferente. Os 20% mais ricos têm mais de 84% da riqueza do país, e os 40% mais pobres têm, em conjunto, 0,3% da riqueza. A família Walton [dona do Walmart], por exemplo, tem mais riqueza do que 42% das famílias americanas somadas”.

Já seria estarrecedor, não apenas pelo tamanho da desigualdade, mas pela falta de noção da população a respeito dela (até porque que esse tipo de informação não dá no “New York Times” e nem no “Jornal Nacional”), mas tem mais, ou como conta Fitz usando as palavras da jornalista Chrystia Freeland: “Os Americanos na verdade estão morando na Russia enquanto acreditam viver na Suécia”.

Em outro estudo, esse feito no ano passado, uma empresa de pesquisa perguntou a 55 mil pessoas de 40 países quanto eles achavam que CEOs e trabalhadores ganhavam, e, depois, quanto eles deveriam ganhar. Os americanos estimaram que um CEO ganhava 30 vezes mais do que o trabalhador normal, mas disseram que essa diferença, num mundo mais justo, deveria ser de sete para um.

A realidade: um CEO ganha hoje nos Estados Unidos 354 vezes mais do que o trabalhador médio. Há 50 anos essa diferença era de 20 para 1.

E, no final da matéria, o golpe de misericórdia.

Embora a situação esteja bastante grave, 60% dos americanos acreditam que a maioria das pessoas pode alcançar o sucesso, para isso basta esforço e dedicação. A beleza do “sonho Americano”, esse que faz com que os Estados Unidos sejam considerados o país mais sedutor do planeta.

Mas a dura realidade desmonta a farsa: Os Estados Unidos são hoje o país mais desigual entre as nações ocidentais (não sou eu que estou dizendo, são pesquisas divulgada pela Scientific American cujo link segue no final desse texto). “E para piorar os Estados Unidos têm menos mobilidade social do que Europa e Canadá” escreve Fitz.

Em resumo: o menino sonho americano está morto.

“A gente chama de ‘american dream'”, disse o comediante George Carlin citado por Fitz, “porque é preciso estar dormindo para acreditar que ele existe”

E Fitz segue.

“Como os sociólogos Stephen McNamee e Robert Miller Jr. mostram em seu livro ‘The Meritocracy Mith’ (O Mito da Meritocracia) os americanos acreditam que o sucesso vem do esforço individual e do talento. Ironicamente, quando o termo ‘meritocracia’ foi usado pela primeira vez por Michel Young no livro ‘The Rise of Meritocracy’ ele foi usado para criticar uma sociedade comandada pela ‘elite talentosa’. Young gostaria que a frase parasse de ser usada porque ela assegura o mito que diz que aqueles quem têm poder e dinheiro têm poder e dinheiro porque merecem (e os mais sinistros acreditam que os menos afortunados não merecem portanto)”.

A decadência do império americano não está só nos números. Ela está nas ruas, e em todas as esquinas. A desigualdade nunca foi tão grande, a insatisfação nunca esteve tão evidente e o desespero vai apenas crescer se nada for feito para mudar isso.

Mais grave: pesquisa feita pelo economista Edward Wolff e divulgada em dezembro do ano passado mostra que de 1990 para cá todo o crescimento econômico da nação foi para as mãos dos 10% mais ricos, que não por acaso têm 91% das ações colocadas no mercado. Como gosta de dizer outro professor de economia, Richard Wolff, os Estados Unidos estão caminhando apressadamente para virarem uma “banana republic”.

Num país praticamente des-sindicalizado (uma cortesia de Ronald Reagan, cuja austeridade fez sumir do mapa os sindicatos e depois chegou ao absurdo cenário de admitir que algumas empresas se negassem a contratar homens e mulheres que fossem filiados a algum sindicato) o trabalhador não tem força para lutar por melhores salários e condições de trabalho (menos de 7% da força de trabalho hoje pertence a algum sindicato, em 1950 esse número era de 35%) e, depois de quatro décadas de direitos encolhidos e de salários que só fazem perder o poder de compra, a situação social é a que a Scientific American escrachou para todos verem: o poder concentrado na mão de uma elite minúscula, a pobreza crescente e a falta de informação generalizada, já que os meios de comunicação pertencem a essa elite minúscula e a ela não interessa compartilhar notícias ruins como essa, que despertariam a massa para a realidade ao redor.

Nos Estados Unidos atual os discursos do trabalhador, como vimos recentemente com as manifestações de funcionários do McDonalds e do Walmart, pedem por sindicatos, por direitos, por condições de trabalho, pelo sonho de uma CLT como a nossa — esse o real sonho americano hoje; mas no Brasil ainda tem quem veja os Estados Unidos como exemplo. Não é de espantar que todos eles pertençam à elite – ou, nos casos mais graves de cegueira, querem acreditar que pertencem.

O texto da Scientific American: “Economic Inequality: it’s far worse than you think

68 pensamentos sobre “Aleluia: amanhã o Brasil pode começar a virar os Estados Unidos

  1. No Brasil o sujeito que tem um apartamento financiado, um ou dois automóveis tb financiados, vive pendurado no cheque especial, acumula pontos no cartão de crédito que vive estourado e que graças a esses pontos consegue uma vez por ano ir à Miami se acha pertencente à elite. E por se sentir e querer fazer parte da elite acaba defendendo os interesses da verdadeira e pequena elite. Dorme sonhando em ser americano e acorda chinês, pelo menos em seus direitos trabalhistas.

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      • “Dorme sonhando ser americano e acorda chinês…”

        Nunca antes na história desse país uma frase resumiu tanto a classe média brasileira.

        Alguém arrisca alguma melhor?

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    • Nossa, eu sempre falo isto , aqui em Curitiba as pessoas não têm onde cair morta, e mesmo assim votam sempre nos mesmos políticos e acham um absurdo quando trabalhadores , como elas, fazem greve por melhores salários e condições de trabalho.Ou seja, no Brasil ainda exite a mentalidade escravocrata independente da classe social a qual a pessoa pertença.

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  2. Ahn… o sonho da CLT. O 13º salário que deveria ser incorporado aos ganhos mensais mais é guardado pelo empregador para ser pago no final do ano (sem juros)… O maravilhoso FGTS, que é dinheiro do empregado, mas que o governo guarda (com juros muito inferiores à poupança) e não deixa o empregado sacar quando quiser… a espetacular contribuição para a previdência, que é o sonho do trabalhador que paga também pelo plano de saúde particular para ter atendimento e pela previdência privada para ter uma aposentadoria digna… Tudo ainda com impostos médios de cerca de 50% no que o trabalhador consome….

    Ahn, tudo isso é tão maravilhoso!! Para os empregados e para os empregadores!

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    • Esse povo que vai para os EUA a fim de trabalhar lavando pratos deve ser masoquista, o cara abre mão da nossa maravilhosa CLT só para ser explorado por míseros US$1.540 mensais? Que isso, cara! Trabalhe no BR, aqui um lavador de pratos tem CLT: salário mínimo de R$ 788,00, 30 dias de férias e 13º salário, savvy?

      PARADAISU DAYO!!!!

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      • Milly, fica difícil argumentar com pessoas que formam opinião sem o real conhecimento dos fatos, sem nunca terem vivenciado determinadas realidades. Formam opinião em cima de versões, versões difundidas pelo marketing. Os americanos são os melhores marqueteiros do mundo. É claro que eles estão num patamar acima do nosso e tudo (ou quase tudo) aí funciona muito bem, mas eles não são tudo o que vendem. O sonho do “american way of life” é apenas um sonho, sonho muito bem vendido pelo marketing made in USA, e que muitos de nós compram facim facim. Muitos países europeus vivem uma realidade muito mais confortável e sem a grande desigualdade imposta por um capitalismo extremo, que é a meu ver, a desigualdade, o maior problema do mundo atual.

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    • Incorporar 13º e FGTS aos salários de todo mês? Piada, né? O amigo conhece uma coisinha denominada INFLAÇÃO? o amigo sabe que todo funcionário quando começa a “ganhar demais” costuma ser dispensado pelo patrão? Em “dois toques” essas incorporações seriam devidamente “comidas”, pela inflação e pelo empresariado….é o sonho deste aliás

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  3. Qual é o problema de 40% da população concentrar 0,3% da riqueza?? Esses 40% da população podem morar em excelentes casas; ter os filhos estudando em escolas publicas de excelente qualidade, em tempo integral; usufruir de toda sorte de conforto tecnológico. Tudo a uma taxa irrisória de juro..Como certeza os EUA nao oferecem ao povo o que nossa CF cidadã promete (só promete).

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    • Acho que você não tá ligadão no noticiário, Robson. Não, esses 40% que têm 0,3% da riqueza não moram em excelentes casas. Muitos nem casa têm. Outros levam tiro da polícia pelas costas. Quase todos dependem de ajuda do governo para conseguir comer, e quase nenhum tem seguro de saúde. Não estamos falando da Suécia, mas dos Estados Unidos real, não aquele que você tem no seu imaginário.

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      • Quase todos dependem de ajuda do governo para comer? Os EUA do meu imaginário é o País em que trabalhei ilegalmente como peão de obra e me possibilitava ter uma excelente qualidade de vida. Nos EUA do meu imaginário, eu poderia ter comprado uma ótima casa sim, pagando uma baixíssima taxa de juros. Lá eu trabalhei na empresa de um mexicano, que cruzou o deserto por dois dias antes de tentar pular o muro. Ele foi pego por agentes do departamento de homeland security e adivinhe só: ficou alguns dias preso e respondeu ao processo solto dentro do território estadunidense. Chegou a morar nas ruas e em cinco anos era dono de uma empresa de pintura com 12 funcionários. E isso é algo natural na América; diferente do Brasil onde o empreendedor está fadado ao fracasso, as chances de alguém se sair muito bem ao abrir uma empresa são muito grandes. Recebia um salario de dois mil dólares por mês, aproximadamente 500 por semana e era incrível o quanto esse dinheiro rendia. Para se ter uma ideia, uma caixa de banco, por exemplo, tinha um salário igual ao meu!!! Imagine só, um peão analfabeto receber o mesmo que uma caixa de banco…Era respeitado, entrava em restaurantes para almoçar usando roupa de trabalho, todo sujo de tinta e nunca recebi nenhum olhar discriminador, pois todos sabiam que meu trabalho era muito bem valorizado. Por incrível que possa parecer, ao mesmo tempo os EUA são extremamente assistencialistas. Muitas pessoas que não trabalhavam e eram consideradas de baixa renda recebiam “bolsas” do governo. Em contrapartida, nesse País imaginário nada é de graça. Via de regra tudo é pago, muito diferente do excelente atendimento que recebemos gratuitamente do SUS, por exemplo. Para ilustrar, compartilho contigo uma situação não imaginária da esposa de um amigo brasileiro que acabou sofrendo um aborto espontâneo. Ela recebeu um excelente atendimento em um hospital americano e não tinha seguro saúde. No fim dos 5 dias de internação chegou a conta de 7 mil dólares. Logicamente meu amigo ficou desesperado, foi ao hospital e expôs sua impossibilidade de quitação imediata da dívida, sendo surpreendido pelo acordo proposto pelo hospital, onde pagaria 50 dólares/mês. Infelizmente sou obrigado a dizer que vc está sendo incoerente ao disseminar ideias que buscam desconstruir a realidade dos EUA. Levar bala nas costas? Quase todos dependem do governo para viver? Quanta besteira! Prefiro acreditar que estejas se posicionando dessa forma por mera ignorância.

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      • Se onde escrevo “muito” e “alguns” você lê “todos” fica bem difícil interpretar o texto e a realidade ao redor. Você na verdade não leu meu texto, mas criou o seu próprio enquanto achava que lia. Tudo certo, acontece. Abrace a sua verdade e siga, mas não tente argumentar mais porque, em negação, a gente vê apenas o que quer.

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      • Belo depoimento Robson. Apesar de achar interessante o texto da autora, ele contém um viés próprio da realidade, como qualquer análise, naturalmente. As pesquisas citadas tomaram como base a realidade dos EUA, vista pelos americanos. Quando comparamos com a realidade brasileira, realmente a coisa muda totalmente de figura. Uma classe média gigantesca, uma população desfavorecida que ainda assim vive melhor que a nossa, tanto do ponto de vista dos direitos de segunda geração, que a nossa Constituição apregoa aos quatro ventos mas não garante quanto das liberdades civis e da própria segurança pública. Com o dobro da nossa população, têm dez vezes menos assassinatos. Basta dar uma olhada nos bairros humildes de Miami ou Atlanta, ou mesmo pelo interior. Um custo de vida inferior, do supermercado à gasolina, das escolas à taxa de juros e automóveis (mesmo depois da crise do subprime), e dentre outros motivos, por uma razão simples: Tributação sobre a renda e não sobre a produção. E podia ser ainda melhor. O Tio Obama tentou aumentar o mínimo para U$ 10,12/hora, mas os Republiquetas não deixaram. Aqui isso seria impensável. Temos 100 milhões de pobres, e 170 milhões que nunca pagaram imposto de renda. Conheço famílias de brasileiros que lutaram e estão hoje numa situação que talvez nunca conseguiriam no Brasil, infelizmente. Ainda precisamos resgatar milhões de brasileiros à margem para que se tornem cidadãos.

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    • Cara, tu ainda vais descobrir que o paraíso é (oi era) o Brasil. Estás muito enganado sobre os Estados Unidos, viu?

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      • Não, meu caro. Ela se posiciona dessa forma porque, como todo bom esquerdista, detesta a livre iniciativa e o sucesso individual, preferindo que todos se submetam ao julgo do Todo Poderoso Estado (via CLT, por exemplo). Como sempre, o esquerdismo é o evangelho da inveja e do despeito.

        De resto, curioso notar como ela ignorou totalmente seu excelente relato e respondeu a todas as outras objeções (inclusive as que citaram dados como IDH) com respostas-padrão da esquerda como “Você precisa se informar mais”. Um primor.

        Sério, o sonho dos americanos é ter uma CLT como a nossa? HUAHAUHUAHUAHUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAHUHAUHAUHAUAHUAHUAHUAHAUHUAHAUHAUHUA

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  4. Esse neoendeusamento dos EUA é muito começo da década de 90. Que preguiça.

    Até parece que não estamos falando de um país que há duas décadas só patina, na economia e na política externa.

    Mas esse neoendeusamento é fruto da inclusão social sem educar politicamente o povo.

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  5. Fascista apoia a CLT.
    Ela Originalmente foi Escrita por Benito Mussolini e era conhecida como Carta da Lavoro

    Milly, vc já prestou serviço terceirizado alguma vez na vida? Sem nenhuma garantia trabalhista? Então não fala borracha

    Veja o Caso da Cidade de Detroit nos Estados Unidos. Cujo os sindicatos a transformaram numa cidade fantasma…

    E para de fingir que liga pra o que você nunca foi: TRABALHADOR

    🙂

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  6. Oi, Milly, tudo bem?!
    Eu adoro seu blog, leio sempre, mas nunca dá tempo de comentar. Eu gosto porque você deixa as coisas super claras pra gente, é fácil de entender, diferente de uns outros aí que têm um monte de coisas complicadas.
    Mas eu confesso que estou meia assustada com isso que tá acontecendo no Brasil, ainda mais quando a gente tá falando de perder direitos trabalhistas.
    Eu não entendo porque o Brasil não segue o modelo das leis trabalhistas lá da Europa, muito mais desenvolvida, 1o mundo mesmo, tipo a Suécia que vc citou no seu post.
    Porque seguir o modelo de um país falido como os Estados Unidos? Uma amiga minha foi pra lá a uns anos, e me disse que até uma cidade foi à falência! Acho que é Detroit… (não sei se escreve assim) Como pode?!
    E aí eu vejo esses políticos no Brasil falando dos estados unidos, será que eles não sabem?
    Será que os políticos não sabem que o WalMart e o McDonalds escravizam os funcionários lá? Eu vi a manifestação na Paulista uns dias atrás, parei pra conversar com umas pessoas lá, e fiquei estarrecida! Como pode não ter férias nos EUA? E descansa quando?
    Enfim, valeu pelo post, e continua explicando essas coisa pra gente!
    Beijos.

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  7. Está finalmente explicado porque, todos os anos, assistimos a hordas de milhares de trabalhadores americanos arriscando suas vidas para atravessar a fronteira e vir aqui gozar das maravilhas da CLT…

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    • Eugênio, meu caro, se sua interpretação de um texto fica assim tão na superfície o que esperar da interpretação da realidade ao redor? Esquece o que eu disse e o que escrevo. Entregue-se a se informar, a ler e ver alguns documentários. Precisa ter coragem para mudar de opinião, mas garanto que se não faltar coragem você mudará depois de se inundar de informação.

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  8. Acho que é por isso que tem tantos americanos loucos pra vir trabalhar no Brasil e aproveitar os benefícios da CLT, e tão poucos brasileiros que migram para os EUA para tentar uma vida melhor.

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    • Eita, Carlos. Essa é a sua conclusão? Os Estados Unidos foram a terra do sonho por muitos anos, e o Brasil a do pesadelo. Hoje estamos melhor do que antes e eles estão piorando a cada dia. Ainda assim queremos imitá-los. Esse era o ponto. Mas não me leve a sério, apenas veja Inequality for All, um grande documentário feito por alguém que está longe de ser comuna.

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      • Carissima, antes estivéssemos realmente imitando quem historicamente sempre teve e ainda tem mais sucesso que a gente. Acho que estamos é mais próximos de Cuba, Venezuela, Rússia, etc. Achei sua visão um pouco simplista, como de todos devidamente doutrinados pelo marxismo desde criança . Na minha opinião, o que eu critiquei foi exatamente o que você quis dizer. Apesar de você dizer que não entendi.

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      • Muito obrigada pelo “doutrinado pelo marxismo desde criança”, mais uma dessas verdades universais baseadas apenas na falta de conhecimento sobre Marx e marxismo. Quem me conhece certamente vai rir como eu da frase.

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      • A crise do Estado de Bem Estar na Europa e dos regimes de democracia real, o fim do sonho (Norte) Americano, a derrocada do Socialismo Real, e os sinais (cada vez mais evidentes) dos graves problemas ambientais causados pelo aquecimento global, nos colocam a questão fundamental: qual o modelo de sociedade é hoje sustentável? Parabéns pelo debate estimulado pelo teu blog.

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    • Tem muita gente querendo imigrar p/ os EUA, mas tem muita gente tentando imigrar para a Europa, cujo Estado do Bem Estar Social se desenvolveu com plenitude. Até p/ o Brasil já há muitas pessoas querendo imigrar (haitianos e de países mais próximos). Ou seja, os países podem alcançar o desenvolvimento de modo quase que inteiramente opostos e (EUA X Europa, por exemplo). O q o Brasil vai escolher? Um modelo onde alguém fica doente e não tem direito a licença médica remunerada sequer p/ um dia?

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  9. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Esqueceu de citar que, Segundo a ONU os EUA são o 6º colocado em IDH, portanto em qualidade de vida! Esqueceu de dizer que os salários lá são em média 5 vezes maiores que no Brasil quando convertidos para Real. Esqueceu de dizer também que lá os salários são pagos por hora trabalhada e produção e por conseguinte 5 vezes maiores! Esqueceu de dizer também que lá um vagabundo (praticamente) criou uma das melhores empresas do mundo para trabalhar a Apple! Esqueceu de dizer também que vários CEOs e donos de empresa estão distribuindo suas fortunas em Vida ainda! Esqueceu de dizer que vários donos de start ups, criadas na garagem de casa a exemplo da Apple e da Microsoft hoje são novos milionários!

    E esqueceu de dizer também que não se avalia um assunto através somente de uma fonte!

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    • Putz, Dário… melhor seria você ter lido mais textos do blog antes de achar que é apenas uma fonte, ainda que a “fonte única” como você diz seja na verdade uma dúzia de pesquisas de institudos renomados. Essa sua América linda não existe mais, mas não tome minha palavra como definitiva. Leia, informe-se, pesquise. Dá trabalho, mas tira a gente de ilusões.

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    • Sou a pessoa mais insuspeita do mundo para comentar. Não concordo com muitas das coisas que a Milly escreve, provavelmente nem com metade delas. Mas teremos que concordar que tem fontes sérias, tem a experiência de quem vive in situ e opiniões documentadas.
      Acho a investigação dos EUA a maior do mundo e à frente de todos, para dar o exemplo de uma coisa que acho exemplar. Foi o país que escolhi para fazer parte da minha formação superior. Mas “pintar” o país como ideal é irreal. Os trabalhadores ganham relativamente bem, é verdade. Mas ganham apenas o que trabalham. Férias e subsídios pagos não existe. Alguém tão defensor sabe responder a quantos dias de férias um trabalhador americano tem direito? Por acaso alguém sabe responder quem é que faz os trabalhos que ninguém quer fazer e que trabalham ilegalmente há anos e nunca terão a nacionalidade americana? E esse exemplo de um ilegal chegar a dono da empresa acredito ser verdade. O que falta dizer é que é uma empresa que provavelmente trabalha com outros ilegais para um mercado paralelo de ilegais. Sabem que quem não tem seguro de saúde e não tiver fonte de rendimento algum acabará por ser abandonado à sua sorte? Sabem quanto custa em média uma ida às urgências num hospital americano? E exemplos como Steve Jobs e Bill Gates são louváveis, mas acontecem não só nos EUA, na proporção de 1 para 1 milhão.
      Comentar opiniões com insultos é a estratégia de quem não tem argumentos. E concordo que ter opinião válida dá trabalho.
      Milly, um beijo.

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  10. O EUA esta a bosta que esta, pelo mesmo motivo que o nosso, subversão cultural. Só que aqui o processo já esta mais avançado, já a Venezuela por exemplo, está quase finalizado.

    Sugiro essa palestra de um ex-membro da KGB responsável pela propaganda soviética. É um vídeo antigo, mas perceba como ele é atemporal.

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    • A mídia ocidental tá fritando teus miolos e vc morrendo de medo dos comunistas comedores de criancinhas… Pqp…
      Coxinha não pensa mesmo. Pudera…
      Cheio de massa na cabeça,,,
      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  11. Excelente texto, parabéns Milly, tem alguns coxinhas que saíram do Brasil 20 anos atrás foram para os EUA comer o pão que o diabo amaçou e arrotar caviar, continua achando que o Brasil ainda é o mesmo de antes. Acorda gente Brasil Mudou muito.

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  12. Parabéns Milly !!! Escelente texto. Sempre falei para alguns amigos neo-liberais adimiradores de “Rodrigos bostantinos” da vida, que é só assistir Breaking Bad, para perceber o quão injusto é o paraíso da meritocracia. Se vc tem câncer e não tem dinheiro, vc morre. Simples assim, é só assistir o DOC do Michael Moore. A miopia do brasileiro é tão grande que eles não se importam em pagar pelo carro mais caro do mundo, desde de que o modelo seja um pouquinho melhor que o do vizinho. Parecer elite e pagar os tubos para isto e poder tomar vinho falando mal do bolsa família já está bom. P.S : não votei no PT (anulei). Não sou Petralha nem coxinha, o que confunde alguns neorônios por aí. Parabéns.

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  13. Pingback: Aleluia: amanhã o Brasil pode começar a virar os Estados Unidos « Associação Rumos

  14. A Riqueza de uma Nação,pertence ao seu Povo.O sistema Capitalista é concentrador e de tendência desigualitária,vide os EEUU. de O Socialismo Burocrático,criou um Estado de privilégios só para OS DO PODER.Temos que encontrar um Modelo de Equilíbrio,um fator moderador,entre os dois (Capitalismo x Socialismo).A Europa com a Social-Democracia foi quem mais se aproximou do Estado do Bem-Estar.A Humanidade tem que continuar sua busca,para que a Riqueza de Uma Nação seja de todos!

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  15. De fato, o sonho americano é ilusório e a América não deve ser essa maravilha toda que os marqueteiros vendem, mas, que o cicidadão comum de lá vive melhor do que os daqui não tenha dúvida prezada Milly. O bem estar se ampara na capacidade do bolso de cada um e, com o custo Brasil nas alturas, fica difícil para o povo brasileiro estar de bem. Em resumo, acredito que o capitalismo, por pior que seja, é ainda melhor que o socialismo, pois, este se embasa no assitencialismo e, uma sociedade que fica dependente demais do governo, fica sem liberdade. Traduzindo, prefiro meritocracia do que assistencialismo exacerbado. Independentemente de nossas posições políticas (talvez opostas), o bom é trocar ideias e suscitar debates interessantes. Sugiro só uma coisa a você: poderias gastar um pouco mais de latim e responder aos que não concordam com você com bons argumentos ao invés de ser irônica, pois, isso acaba implicando – para aqueles que assistem, um certo sentimento de que você não conseguirá vencer o debate.

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  16. Fico impressionada com a agressividade com que as pessoas lidam com opiniões diversas das suas! Como é bom poder, à partir de outro ponto de vista, mudar o nosso sabendo que partiu de estudos sérios e feitos por profundos conhecedores do assunto. Como diria Raul Seixas, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Texto com precisão cirúrgica, Milly.

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  17. Matéria um tanto tendenciosa e ainda mais usando termos “elite branca”.
    No Brasil, o buraco é muito mais em baixo, acham que todo mundo trabalha de carteira? Empresário em começo de empreendimento não assina carteira pos que é muito caro ter um trabalhador assim, e quem precisa de dinheiro tem.que trabalhar assim ou não trabalha. Os EUA são assim por que é historicamente o país foi construído encima do trabalho, lá um trabalhador comum vive bem, tem mais chances de ter uma vida melhor, pois o custo de vida é diferente do nosso, aqui quem ganha um salário mal sobrevive e sequer pode andar de carro, pois uma prestação de um carro comeria todo o salário do cara. Os EUA não tem Clt, mas mesmo assim muitos querem ir trabalhar lá, os EUA não tem SUS, mas muitos ainda querem ter a saúde de lá, se eles não tem leis que os ajudam, por que tantos querem ir lá? O fato é que o Brasil tem dinheiro para tornar a vida do trabalhador melhor, mas dinheiro no bolso de político é melhor, se a saúde publica prestasse ninguém pagava plano de saude, se a educação pública prestasse, ninguém pagava escola particular.
    Quem escreve esse tipo de texto deveria pensar primeiro na nossa realidade.

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    • Na Europa é exatamente o oposto dos EUA em termos de regulamentação e os resultados são os mesmos em termos de qualidade de vida da população.

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  18. Pingback: Terceirização | Brasil Decide

  19. Pingback: Contra o PL 4330 | Brasil Decide

  20. Concordo em parte com o autor do artigo, quando ele confirma cientificamente a excessiva agressividade individual/capitalista do ambiente produtivo americano, acredito sem dúvidas que existam ali ransos de uma cultura social super individualista. Contudo, analisando essa cultura e suas consequencias mais de uma forma macrosocial percebemos um resultado final mais positivo para os trabalhadores, do ponto de vista de realizações de consumo, comparados com países com leis trabalhistas mais reguladas, pois a dinâmica do trabalho se torna mais flexivel, essa flexibilidade tem consequências gigantescas na cadeia produtiva do consumo. Considero 2 itens de maior relevância ao impacto na cadeia produtiva de consumo: 1 custo geral de aquisiçao de produtos/serviços 2 Risco para aquisição de crédito. Esses 2 itens são cruciais para definir o quanto um sociedade pode consumir e estão diretamente ligados a força de trabalho da mesma, pois se eh caro produzir o valor de produtos e servços sofrem consequências de preços (o Brasil sofre muito com isso) e consequentemente os trabalhadores tem menos acesso a isso. Se eh mais difícil demitir eh difícil contratar, portanto o trabalhador eh colocado num grupo de risco onde o acesso ao crédito se torna mais caro e consequente empobrecimento do mesmo. Poderia falar de outros itens relevantes, mas temos q considerar que a força de trabalho de uma sociedade eh a matriz energética da economia, encarecer excessivamente essa matriz, contamina todo o sistema e empobrece a sociedade. Tendo em vista os efeitos práticos de sistemas mais e menos regulados mundo a fora e seus efeitos na capacidade de consumo de seus cidadãos.

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  21. Que da para entender que o trabalhador americanos estão totalmente desprotegidos as as leis lá protege os o impresarios anda tem gente quer falar das mal das nossa leis

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  22. Uma conta simples. BrasilX Estados Unidos.
    Nao se converte moeda.
    Nos Estados Unidos eu vou trabalhar omo carteiro por un mes. 8 horas por dia 5 dias por semanana. Sou empregado federal, tenho 8 anos de casa. Exigencia para entrar: Ensino medio. Salario atual:$4.800,00
    Todos os anos tenho ferias. Vou para o Brasil, Europa, Asia, Tenho uma casa propria que vale $300.000. Gosto de cruzeiros maritimos, ja fui en varios. Tenho 3 carros. Un conversivel, uma van para familia e uma camionete.Os carros estao pagos. a casa faltan 7 anos para terminar de pagar. prestacao e $900.00 o iptu anual e $2.800
    A gasolina agora esta$1,50 0 galao quase 4 litros.

    Eu tambem sou funcionario do correio Brasileiro. Estou la ha 8 anos. Tenho 13 salarios por ano e un mes de ferias. Nao posso comprar uma casa, carro nem me fala. Gasolina ? O galao custaria no meu dinheiro R$ 15.00 dez vezes mais do que ai.
    o carro? so de imposto vai a metade do valor enquanto que ai 6.5 por cento…. etc etc..
    Por favor me ajydem a continuar a historia desses dois carteiros!

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