Comportamento/Economia/Política/Vida

As vísceras de um golpe

O que mais se pode dizer a respeito do golpe que está para se consolidar no Brasil? Aqueles que buscam se informar para além do noticiário já entenderam que o quíntuplo carpado que está sendo executado para condenar Dilma por crime de responsabilidade é tão harmonioso quanto os cachos de Eduardo Cunha, e que Dilma será julgada “por um bando de ladrões”, como disse Noam Chomsky.

Em todo o caso, para colocar uma lupa na realidade, vale sempre ler Chomsky, abaixo traduzido por mim livremente.

As palavras dele não foram escritas para o que acontece nesse país hoje, mas o que acontece no Brasil hoje é recorrente nesse mundo que precisa desesperadamente concentrar poder econômico e riqueza na mão dos mesmos e perpetuar o patriarcado.

Com esse propósito um grupo de maioria composta por homens bem formados, brancos e ricos, conhecido como senadores da república, jogará no lixo o resultado da última eleição e nomeará o novo presidente — com integral apoio da mídia corporativa&familiar brasileira.

Chomsky explica como pensam esses senadores – ou quaisquer outros teóricos da democracia:

“Os teóricos da democracia sempre entenderam que quando a voz do povo é ouvida você está em apuros. As massas “estúpidas e ignorantes”, como eles se referem ao povo, tomarão as decisões erradas. Por isso temos que ter o que Walter Lippmann chamou de “Consenso Fabricado”.

Temos que nos assegurar de que as decisões e o poder estejam nas mãos de uma “classe especializada” de homens espertos que saberão tomar as decisões corretas.

E temos que reduzir a população à apatia e à obediência. Encontrar um método de fazer com que ela ratifique decisões tomadas pelos outros e eliminar os métodos pelos quais a população possa de fato se informar”.

 

2 pensamentos sobre “As vísceras de um golpe

  1. E pensar que todos os esforços são direcionados para a volta dos que nunca foram, o retrocesso á um governo conservador e retrógado cujo único objetivo é manter o” status quo” e preservar a família, a tradição e a propriedade. Precisamos mais do que nunca nos posicionarmos, fazer valer a nossa voz e a nossa indignação. Ou seria INDIGNA-NAÇÃO?

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