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As bombas de Trump são as de Obama

Quando o simpático e carismático Barak Obama anunciou que reduziria o número de soldados lutando no Afeganistão o noticiário saiu manchetando e o mundo aplaudiu. O homem, afinal, foi premiado com um Nobel da Paz, então nada mais normal que seja lembrado como um presidente que fez muito por ela.

Esse é o problema de se viver infectado de noticiário.

O Obama real, esse sobre o qual pouco se fala, carrega outros dados em sua história.

Apenas em 2016 Obama e seu time despejaram um total de 26.171 bombas pelos lados do Oriente Médio, matando dezenas de milhares de civis, muitas crianças entre as vítimas.

De acordo com matéria do Guardian esse número de bombas by Obama equivale a 72 bombas por dia em 2016, e a três bombas por hora durante as 24 horas do dia.

Os tenebrosos feitos de Obama não diminuem o horror do que faz Donald Trump, mas seria bom a gente começar a entender que não há de fato uma enorme diferença entre os dois até aqui.

Nem em bombas jogadas, nem em imigrantes deportados, nem em qualquer outra ação porque a verdade é que não são presidentes que comandam os Estados Unidos ou o mundo, mas corporações. E elas ganham muito com esse tipo de horror humanitário.

2 pensamentos sobre “As bombas de Trump são as de Obama

  1. A quem você serve? uma pergunta medieval que buscava revelar quais as suas relações. Hoje, todos se pensam livres ainda que estejam a serviço de algo que ignoram. Tempos terríveis estes nos quais não se sabe se está a serviço de algo ou alguém. Trump e Obama servem ao mesmo algo e alguém. Servem aos interesses da indústria bélica, aquela que é a mais rica e mais ameaçadora das indústrias. A mais tecnológica, a mais avançada, a mais impiedosa. A cada tomahawk lançado, a cada munição deflagrada, cada mina detonada, mais dinheiro entra, mais interesses se alinham por medo, covardia, empáfia. Trump só é a face mais visível desta indústria, desta faceta obscura do capital. Guerra e capital sempre andaram juntas. Faz-se guerra para aumentar o butim. Não há santos.

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