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Minha branquitude no divã (ou: Só sei que nada sei)

São tempos confusos, doloridos, sofridos. Estamos em busca de encontrar um lugar de onde não erraremos, um lugar de onde falaremos coisas que não ferirão outras pessoas, de onde poderemos nos conectar e não nos afastar cada vez mais. Mas tudo o que encontramos é desconforto.

O que me levou a pensar em Antonia.

Antonia era nossa babá, uma negra que passava boa parte do tempo rindo. Antonia era bem tratada por meus pais e recebia seu salário em dia. Dela, esperávamos escutar “sim, senhor” e “sim, senhora”, e não muito além disso. Era o que nós, brancos, considerávamos correto e ético fazer: tratar bem os que nos serviam – e os que nos serviam eram, quase sempre, negros. Eu amava Antonia, mas a tratava com o distanciamento que parecia ser o correto, me comportando como a patroa (mirim) branca. Tudo parecia estar em seu lugar.

Mas as coisas passavam longe de estarem em seus lugares porque as coisas nunca estarão em seus lugares enquanto alguns poucos oprimirem outros milhões, e era preciso que passássemos por uma revolução para começar a perceber isso.

É bastante cômodo conviver com a ideia de que as coisas boas que me aconteceram na vida foram causadas por minha incrível capacidade de ser criativa e inteligente. Bastante cômodo olhar em volta e achar que aqueles que não se deram tão bem quanto eu simplesmente não possuem minhas qualidades. Bastante cômodo acreditar que erros cometidos por meus ancestrais não me dizem respeito e que se negros e brancos ainda têm destinos muito diferentes nesse Brasil isso não tem mais a ver com a escravidão, que acabou já se vão 100 anos. Como posso ser culpada de alguma coisa se eu, afinal, não estava lá e muito menos concordo com o que meus ancestrais fizeram? Acho, aliás, repugnante que um horror como a escravidão tenha existido.

Infelizmente, pensar assim não é mais suficiente porque não vai nos levar a nenhum lugar maior, nem ajudar a construir uma civilização justa.

É preciso olhar no espelho e entender que quando me dei bem na vida me dei bem por causa de meus privilégios, e que quando me dei mal na vida, não me dei mal por causa da cor da minha pele. É preciso repetir isso como um mantra em busca de alguma sensação de realidade e de humildade.

A vida é dura e sofrida para todos nós: negros, brancos, homens, mulheres, gays, héteros, trans. Mas uma coisa é sofrer as dores inevitáveis da vida, e outra muito diferente é sofrer dores causadas exclusivamente pela cor da sua pele.

Eu, por exemplo, nunca fui convidada a subir pelo elevador dos fundos. Nunca tive minha bolsa revistada na saída do trabalho. Nunca fui seguida por segurança em shopping, nunca fui olhada com desdém ao entrar em um restaurante caro, nunca fui confundida com a empregada. Meus avós não foram escravos, meus amigos não moram em comunidades e não precisam lidar com traficantes, milícias e polícias que chegam atirando, e os que morreram jovens morreram em acidentes, e não assassinados.

Não preciso de muita escolarização para entender que minha liberdade, afinal, foi conquistada a custa da liberdade de outros. Meus ancestrais receberam incentivos federais para virem morar no Brasil, ao contrário dos ancestrais de minhas amigas negras. Meus ancestrais foram convidados a imigrar para serem livres. Os ancestrais de minhas amigas negras foram arrastados à força para serem escravos.

Quanto da riqueza acumulada por minha família, e por famílias tradicionais brasileiras, foi conquistada com o trabalho escravo nas fazendas de café e de algodão? Vinte milhões de negros foram trazidos durante quatros séculos para serem escravizados no Brasil, trabalhando para acumular riqueza na mão de brancos e morrendo sem saber o que é liberdade.

Quando a escravidão acabou, já quase no século 20, os negros foram automaticamente criminalizados por qualquer coisa porque, afinal, o que fazer com essa massa negra que agora ocupa as ruas? Por que não prender o negro que olha para a mulher branca que passa? Por que não prender o negro que veio pedir trabalho e falou de forma ríspida? Por que não prender o negro que está na rua pedindo por educação para ele também? Foi assim que construímos uma população periférica – e negra – que até hoje criminalizamos e excluímos.

Por isso são corpos negros que morrem queimados em containers, corpos negros que morrem fuzilados em comunidades, corpos negros que estão nas cadeias e em chacinas. E todos nós, brancos, temos responsabilidade nisso. Liberdade conquistada a custa de outros não é liberdade. É dor. É opressão. É prisão. Somos prisioneiros daquilo que fazemos dos outros e com os outros (e do que deixamos de fazer). Prisioneiros de nossos preconceitos, de nossas ignorâncias e da nossa falta de empatia.

Não nos resta agora outra atitude a não ser sentar e escutar as histórias que nos contam nossos irmãos e irmãs negros e negras. Escutar com aquela parte de nossos corpos que é a mais humana que temos. Escutar para aprender e poder se transformar. Escutar com humildade e sabendo que temos todas as responsabilidades que nosso privilégio nos concedeu.

É hora de usarmos tanta escolaridade para assimilar informações sobre as conseqüências institucionais de passar quatro séculos desumanizando negros e negras. Sentar, escutar, aprender, crescer. Usar nossos estudos, diplomas e títulos para perceber que racismo é uma estrutura de poder e não apenas um desvio de caráter. Que racismo é se opor a ações afirmativas como as cotas e não apenas evitar sentar à mesa com um negro. E que ao recusarmos o papel de entrar nessa luta anti-racismo (que no nosso caso passa por entender como funciona essa estrutura de poder que inclui brancos e exclui negros) estamos sim sendo racistas. Entender que “não ser racista” não é apenas ter amigos negros.

“Não ser racista” é entrar em um teatro, olhar em volta e se perguntar “por que não há negros aqui?”. Não ser racista é ir para a rua protestar pela manutenção da política de cotas, perceber como as cotas mudaram a cara do Brasil e entender por que são importantes. Não ser racista é ver quais as cores dos corpos que morrem durante chacinas, tanto de moradores como de policiais, e ir atrás de explicações.

É hora de perceber que o desconforto é bem-vindo porque é ele que nos fará maiores. Hora de fazer as pazes com a ideia de que se a atitude que tomamos foi criticada por um negro ou por uma negra, ou por muitos negros, precisamos parar para escutá-los. Se eles dizem “o que você fez não está certo” é porque não está certo, e é preciso que saiamos de nossos tronos forrados de mimos e dengos para notar que pouco sabemos sobre a dor e a história dos negros brasileiros. Ou sabemos apenas até a parte que nos interessa saber, e que nos foi contada nas escolas. Hora de entender o que é o racismo estrutural, como nossas atitudes, mesmo as mais ingênuas, podem reforçá-lo e de levar em consideração o que sugeriu Nelson Mandela — transformar a nós mesmos, eis aí a grande revolução.

É uma utopia achar que, tendo sido criada com tantos privilégios, eu vá parar de cometer erros que podem ferir, humilhar, machucar negros e negras: usar a palavra errada, dar a festa errada, vestir a roupa errada. É mais realista saber que vou errar, estar pronta para escutar e dedicar minha atenção para que sejam erros cada vez mais raros e menos nocivos, entender que o problema está em mim e não em cor de pele ou na forma como aqueles que até hoje sofrem as conseqüências da escravidão reagem ao erro que cometi. Estar disponível para aprender, para me desculpar, para me misturar. São tempos que exigem atenção, disciplina, esforço, responsabilidade e disponibilidade para sentar na cadeira do pensamento.

Mas só entenderemos de verdade se buscarmos informação e aprendizado. É fundamental ler James Baldwin, Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Audre Lorde, bel hooks. É fundamental escutar o que estão dizendo as feministas negras. É fundamental conhecer a história que é contada por testemunhas de pele negra, com experiências que apenas quem tem a pele negra viveu. É fundamental ter cuidado ao falar e ao criar (e, na dúvida, perguntar). É fundamental se colocar em atitude de querer se deixar desconstruir para, como um tecido muscular, poder crescer mais forte e maior a partir da desconstrução das fibras de nosso caráter.

Nós, brancos, estamos viciados e embriagados de nossos privilégios e, inebriados de nós mesmos, passamos a confundir privilégio com direito: o direito de nos entreter e divertir com histórias que não são nossas. O direito de dizer o que é e o que não é racismo. O direito de dizer pelo que é justo e pelo que não é justo sofrer. O direito de pintar Iemanjá de pele branca e celebrar seu dia ritualizando coisas sobre as quais pouco ou nada sabemos (ou, pior, sobre as quais achamos que sabemos alguma coisa).

Não pode mais ser assim porque não é justo, não é decente, não é empático. Se queremos a cultura, agora teremos que nos jogar na luta. Se queremos dançar por Iemanjá, teremos que chorar pela chacina. Se queremos usar o turbante, teremos que gritar pelos Rafaeis Bragas.

Não podemos mais chamar o que é deleite, musical e colorido de “nosso”, e o que é dor, sombrio e cruel de “deles”. A luta é grande, é barulhenta, é dura e precisa de todos porque não tem volta. Não tem mais “sim, senhora” e “sim, senhor”, não tem mais entrar pela porta dos fundos, não tem mais aceitar sem gritar ou reclamar atitudes que vão reforçar o racismo estrutural que tanto mal causa a tanta gente.

A cor de nossa pele branca só nos dá o sagrado direito de sentar e escutar, e nada além dele. Ser capaz de dar atenção à história de outra pessoa é uma atitude divina, dessas que faz anjos dançarem e cantarem. Ser capaz de aprender com o outro, de entender sua dor, é o que há de mais elegante para ser feito hoje. Ter a coragem de dizer “eu nada sei sobre seu sofrimento, sua luta e sua história, mas quero aprender com você”, ter a humildade de dizer “me explica onde foi que eu errei e como posso não errar mais” é o que existe de mais sofisticado e chique. O que está na moda é empatia e humildade. Ou deveria ser.

Ser capaz de lembrar de Antonia e tentar pensar em quem ela teria sido se tivesse tido as chances que eu tive na vida. Quantas pessoas teria amado, e quantas pessoas a teriam amado de volta? Quantas pessoas mais ela teria feito sorrir? O que teria criado? Que textos teria escrito? Quantas vidas poderia ter tocado? Quantos filmes seus livros poderiam ter virado? Que mundo lindo poderia ter construído para ela, para os que amou, para os que a conheceram?

Com direitos igualmente distribuídos, quem teria sido Antonia? E quantas outras Djamila Ribeiro haveria? Quantas outras Nataly Neri? Quantas outras Joice Berth? Quantas outras Monique Evelle? Quantos outros Túlio Custodio? Quantos outros Manoel Soares, com quem poderíamos aprender e crescer? E, havendo tantos mais, como seríamos todos nós pessoas melhores, menos ignorantes, mais empáticas, mais completas, mais felizes e livres?

Liberdade é um conceito que envolve atenção, disciplina, consciência. Liberdade não é dizer e fazer o que eu bem entender, quando eu bem entender, com todo o alcance das coisas que meu dinheiro pode comprar. Liberdade envolve enxergar e escutar o outro porque nesse mundo ninguém existe sozinho.

Tanta escolarização, tanto requinte na capacidade para pensar, elaborar e criar exige de mim condição intelectual para perceber uma coisa bastante fácil de se notar: a cor dessa cidade não sou eu.

PS: Levei bastante tempo fazendo esse texto porque não podia, não queria e não devia errar ou deslizar em nada. Mas, como são temos de grandes transformações, eu errei, e explico aqui como. Depois de postar o texto, recebi uma mensagem da poeta, escritora e atriz Elisa Lucinda dizendo que gostou bastante, e em seguida perguntando: “Milly, você sabe o sobrenome da Antonia?”. Respondi que não sabia, mas que iria perguntar a minha mãe. Minha mãe, por sua vez, me disse: “Nossa, acho que eu nunca soube”. E Elisa então me explicou: “Eu imaginei. Faz parte dessa invisibilização secular. Temos muito trabalho pela frente”. Elisa tem razão: esse meu lugar de Casa Grande me impede de enxergar sozinha algumas coisas que a mulher negra é capaz de enxergar com muita facilidade. Esse é o processo de aprendizado e de crescimento pelo qual estamos passando. Eu não teria pensado em colocar o sobrenome de Antonia, porque para minha família e para mim ela sempre foi apenas Antonia. Mas é claro que ela nunca foi “apenas” Antonia. Aí alguém pode me perguntar: “Você é racista?” e eu vou querer dizer “Não!”, mas o racismo estrutural é perverso, rasteiro, cruel e a verdade mais brutal é que eu fui racista. Fui racista ao não perceber que “Antonia Sem Sobrenome” é racismo estrutural sim. Fui racista ao não entender como funciona a invisibilidade secular de toda uma raça, e colaborar com ela. A partir desse encontro com Elisa Lucinda (aliás, leiam Elisa!) eu aprendi. Não cabe às mulheres negras ficarem nos ensinando, e elas nem precisariam ter tanta paciência, ser tão gentis e afetuosas porque deveríamos usar nosso privilégio para nos educar melhor, mas elas ensinam, são gentis e afetuosas e incrivelmente pacientes com a gente, o que, todos os dias, me comove, emociona e transforma.

36 pensamentos sobre “Minha branquitude no divã (ou: Só sei que nada sei)

  1. Lindo texto! Tomara que desperte a empatia das pessoas e as faça mesmo ouvir com o cérebro e ver com o coração!

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    • Oi, Alessandro. Obrigada pelo elogio ❤
      Em relação à invisibilidade de Antonia vir pelo fato de ela ser babá, e não por ser negra, acho que uma babá negra é duplamente invisível. A pobreza também gera invisibilidade, você tem razão, mas essa invisibilidade não elimina a invisibilidade que a cor da pele dela também gera. É duplamente cruel

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  2. Milly, amo seus textos! Se todos pudessem enxergar o que você enxergou, perceber a nossa dor como você percebeu e sentir o que você sentiu, então seríamos uma nação muito mais justa. Mas como você falou, são tempos difíceis e de transformação e espero que este texto possa alcançar, sensibilizar, representar e transformar milhares e milhares de pessoas. Muito obrigada por essa contribuição maravilhosa!

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  3. Nossa, vc disse tudo!!!
    Esse é o lugar de fala da pessoa branca. Falar dos nossos erros e privilégios!
    Parabéns! Que todos leiam por favor!

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  4. Nossa! Eu também sou uma mulher branca e procuro aprender com as mulheres negras como ser mais humana! Estou aqui emocionada e representada com seu texto que é lindo! Obrigada por isso!

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  5. Milly tive acesso ao seu texto hoje, fev2019, já faz alguns meses que vc o postou. Sou negra e confesso que no início da leitura ansiei por saber o sobrenome da Antônia, sua idade, o de mora, como vive, enfim. Entendi o porquê de vc não saber, compreendi carinhosamente a sua posição de alguém que está em transição, desconstrução daquilo que foi para ser alguém melhor. Chorei demais com seu texto, pq me vi na Antônia, vi minha mãe na Antônia, vi meus irmãos, meus amigos e não amigos negros ali, na Antônia. Por muitos anos passei dificuldades com a minha família, e sei que não só exclusivamente nós, de subsistência mesmo. De vc estar com 20 anos de idade e ainda ter que pedir arroz e feijao pq não tem o que comer na sua casa. De ver as pessoas te chamando de vagabundo pq vc não trabalha pra conseguir dinheiro pra comprar a própria comida. Sou de uma família de sete irmãos, sendo uma com necessidades especiais, meu pai especial, somente minha mãe trabalhava ganhando um salário vergonhoso como faxineira. Imagine ter que alimentar e vestir 9 pessoas com um salário mínimo? Não dá. Então pedíamos, pedíamos todos os dias. E mesmo com toda essas dificuldades meus pais nos proibiram de de aceitar os vários convites para sermos domésticas que nos assediavam diariamente. Sei hoje o quanto foi difícil para eles nos convencer de não aceitar, de nos esforçamos nos estudos, de nos convencer de que os estudos nos salvariam. Não foi fácil. Só paramos de passar fome e andar com roupas velhas e rasgadas, muitas vezes emprestadas, quando eu tinha 21 anos, hoje eu tenho 32. É muito recente, a dor da fome ainda me assombrada a alma e o estômago, e não estou dando lugar aqui as humilhações, vou deixá-las de lado. A primeira vez que comemos pizza na vida eu tinha 21 anos, no primeiro salário como operadora de telemarketing, começamos a trabalhar eu e uma de minhas irmãs. Agora além de minha mãe, havia mais duas pessoas trabalhando, não era muito mas já garantia o arroz e feijão para todos os dias do mês. Foi também qnd fizemos a primeira compra no supermercado, não me esqueço desse dia mágico e feliz até hoje. Por causa das políticas de acesso a educação hoje sou formada, não só eu como outras 3 irmãs tiveram acesso ao ensino superior, ainda não temos todo conforto que gostaríamos, mas por conta da nossa formação estamos conseguindo, ainda que tardiamente, mas estamos e como isso nós faz feliz. Saber que aqueles dias de angústia e de dor passaram ainda é um sonho pra nossa família. Hoje trânsito em círculos em que não é natural pra pessoas como eu, círculos em que claramente não sou bem vinda, mas trânsito. Trânsito pq não me envergonho mais de onde eu vim, do que passei, do que sou. Trânsito pq entendo que posso ir onde me convir. Trânsito pq não sou eu o algoz, sou vítima e vão ter que lidar com isso. Vi muita sinceridade no seu relato, me encheu o coração de esperança saber que alguém que não compartilha das mesmas dores físicas e psicológicas que eu, me entende, me respeita, me ouve, valida o meu relato e a minha dor e se molda para não machucar a ninguém mais. Se molda pra entender que todos somos iguais e que estamos aqui de passagem e que é nosso dever levar o outro pra casa. Parabéns por ser um ser humano em plena e linda evolução.

    Curtido por 1 pessoa

    • Ah, Joyce, que relato mais corajoso esse seu. Você me fez chorar, me comoveu, me arrepiou e me emocionou. É muito bonito ter contato com heroinas como você, sua mãe, suas irmãs, e com herois como seu pai e irmãos. Eu me envergonho demais da pessoa que um dia já fui, mas me alegro em saber que pude mudar e que seguirei aprendendo. Eu agradeço muito você ler meu texto, agradeço a paciência que tem com pessoas como eu e mesmo sem te conhecer digo com a maior sinceridade que te admiro, respeito e honro demais. As ações afirmativas dos governos do PT mudaram a cara do Brasil e acho incrível que ainda haja quem não veja ou não queira ver isso. São pessoas como você que vão nos resgatar e salvar. Eu abaixo a cabeça, ergo o punho e vou com vocês. Conta comigo para essa luta. Beijo carinhoso

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  6. Meu Deus, quanta coisa pra aprender e por em prática! Sou negro, já sofri e sofro discriminação, mas tb sou fruto de privilégios e tenho ficado atento às minhas atitudes para o fortalecimento da nossa cultura e garantia de nossos direitos! Adorei o texto e, se me permite, usarei em sala de aula. Sou professor em escola pública, preciso propagá-lo e desdobrá-lo! Obrigado!!!

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  7. Minha Linda, não poderia esperar de você algo menos sensível e poética.
    Fica a certeza de quanto Amor você deu à sua Linda Antonia.
    Posso compartilhar seu texto?

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  8. Eu amei o texto! Parabéns! Vou continuar tentando desconstruir conceitos e exterminar de mim esse racismo estrutural me informando e lendo coisas escritas por brancas como você e negras como as citadas em seu texto, além, é claro, das conversas importantíssimas com a minha filha negra Maria Clara. Ela, como eu, é fã de todas elas!

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  9. Olá Milly, é meu primeiro contato com seu blog e adorei seus pontos de vista. No ano passado fiz um curso com a Carol Nalon e ela abriu meus olhos para como temos inúmeros privilégios apenas por termos nascido com a pele branca. Foi difícil a princípio me dar conta de tamanha injustiça que passou desapercebida por muitos anos. E ao ler o seu texto fiquei feliz por ver que esse processo não é só meu e que pessoas como vc e a Carol estão espalhando essa consciência ainda mais. Eu ainda estou descobrindo o que fazer com essa informação e como tb posso ajudar a transformar essa triste realidade.

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  10. Mais uma vez tu me fez refletir e te admirar ainda mais. O mundo precisa de mais pessoas como tu, disposta a ouvir, admitir erro e mudar de postura/atitude sempre que possível/necessário Obrigada por tudo e por tanto Bj

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